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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Sua opinião e a dos outros

        Um jeito interessante de perceber o que está acontecendo a seu redor é entender que as pessoas têm pontos de vista muito diferentes do seu sobre a vida. Esse pode ser um atalho muito perspicaz para o seu dia a dia, afinal, ao perceber isso talvez deixe de se desgastar com brigas iniciadas a partir de pontos de vistas divergentes.
        Você já deve imaginar (e alguém já pode lhe ter dito isso), mas não existe apenas um ponto de vista, uma verdade absoluta, um jeito de fazer as coisas. Mas, atualmente, e principalmente depois das redes sociais, ficou muito claro que algumas pessoas estão, o tempo todo, apenas emitindo sua opinião sem considerar aquele com o qual dialoga.
        Perceber o outro é respeitar o outro e isso é de grande valor atualmente, pois vive-se numa sociedade em que quase tudo é permitido dizer sem, necessariamente,  medir aquilo que se fala. E isso tem consequências: quantas amizades desfeitas no Facebook por pontos de vistas divergentes sobre a política, por exemplo? E na vida menos virtual, essa situação também é perceptível: quantos discussões bobas se teve durante a vida porque não concordou com a opinião de um colega de trabalho, por exemplo?
        Então, perceba. Leia seu interlocutor, mas não de uma maneira fria como quem faz uma análise sintática de um ser humano. Leia com o coração. Perceba todas as nuances desse ser com quem você dialoga: essa pessoa está irritada? Será que é com você ou está irritada com sua vida? A pessoa com quem você conversa está em estado de nervos? Ou é uma pessoa alegre? É aquela pessoa que você pode, usualmente, esperar uma alfinetada? Ou é alguém que chega com seu coração aberto, repleto de amor para lhe fornecer?
        Analisar seu interlocutor é um respeito também consigo mesmo porque se você consegue fazer uma leitura do outro sem o imediatismo de opinar (e sem julgar, na verdade), consegue refletir, observar, entender tudo o que o outro está falando, em alguns momentos, em sua totalidade. E aí, então, é possível formular melhor seus argumentos, dando tempo a si mesmo, para finalmente dar sua opinião. Por isso, no começo do texto falei que pensar antes de opinar pode ser um atalho. 
        Perceber as nuances do outro não tira de você o direito de discordar do outro e isso é muito importante. Você tem toda o direito de dizer que observa a questão por outro ponto de vista. Se a pessoa irá se irritar com isso, já é um problema do outro. Mas, um detalhe pertinente da observação é que mesmo que você discorde do outro, não quer dizer que o julgue. Por exemplo, você pode conhecer pessoas amáveis e queridas que fazem coisas das quais você não concorda. Isso não quer dizer que você é uma pessoa melhor do que essa outra. Somente representa que você tem uma opinião diferente da ela. E assim, se segue. Cada um com suas opiniões, vidas diferentes, vivências particulares que vão possibilitar criar uma sociedade cada vez mais plural, se cada um permitir.





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