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domingo, 16 de abril de 2017

Não ofenda e não se arrependa!



        Conversas difíceis que muitas vezes levam a trocas de ofensas. Essa cena lhe parece familiar? Pois, é. Quem nunca teve uma briga carregada de palavras pesadas que atire a primeira pedra.
        Os diálogos mais difíceis deixam marcas profundas na pessoa que foi agredida verbalmente, mas também uma sensação muito ruim naqueles que um dia colocam a mão na consciência sobre aquilo que falaram: o arrependimento. Isso porque falar algo pesado (ou ofender mesmo, tentando agredir alguém por meio de palavras) é como congelar um momento. Talvez nem você soubesse que alguém que você gostasse tanto poderia ser tão tirado, tão mentiroso, tão covarde. Mas, numa fração de segundos, a frase é dita e pronto, vem a tristeza, o ódio, a raiva, o ressentimento por aquilo que foi dito.
        Para quem faz uma análise sobre si talvez até se pergunte: “por que eu disse isso desse jeito” e, então, o arrependimento fatalmente vai bater. E ninguém quer ver seu lado mais mesquinho, mas, devo lhe contar que ele existe, tanto para você quanto para mim. Nas situações em que percebi que falei como não devia (porque nem sempre o problema é o que se diz, mas como se diz), busquei entender o que me levou a ter esse comportamento. “Por que tanto ódio num só coração (Rssssss)?” -  já me perguntei. Confesso, que existem situações que nunca mais consegui desfazer depois de algo dito com a intenção de magoar. E, então, entendi, para mim mesma, que era possível mudar isso. E um dos primeiros passos adotados foi “parar de me arrepender”.
        O ditado “em boca fechada não entra mosca” é tão popular quanto seu significado. Se não falar nada, não se cria problemas. Isso não quer dizer que é preciso exercer a passividade em todas as situações vividas. No entanto, se faz necessário dosar aquilo que vai falar. É possível até ser enfático ou enérgico com alguém, mas é possível ponderar suas palavras. 
        Olhe ao seu redor! Já existem muitos conflitos no mundo, ódio, pequenas disputadas e grandes desavenças entre nações. Será que esse não é um momento propício para fazer essa análise? Faço esse questionamento (e até um convite mesmo) justamente na Páscoa porque o feriado religioso é a representação de algo novo (de um renascimento). Então, que tal renovar os votos sobre a maneira como você se comunica?
        Acho interessante que muitas pessoas têm um discurso de paz na ponta da língua. Basta abrir as Redes Sociais para observar diversas mensagens de bondade e amor, vindas de bocas que também machucam. Então, já se perguntou porque você ofende? Ou já percebeu quantas palavras ofensivas há em seu discurso?
        Penso que essa análise é o primeiro passo para modificar o discurso ofensivo. O segundo é uma boa notícia: sim, você pode se domar. Sabe aquela história de que “eu nasci assim”? O século XXI vem mostrar que todos estão dentro de um processo colaborativo e isso não é um marketing do novo milênio. Sim, é preciso encontrar saídas urgentes para problemas simples, longos, seculares ou para inovar no conhecimento. E somente entra nesse processo colaborativo, de verdade, quem deixa seus caprichos de lado, o que só se consegue quando se observa e “se doma” por um bem maior. Não é tão difícil fazer isso, né? 
        E, por último, o arrependimento não é um sentimento que vai lhe fazer crescer, de fato. Ficar com aquela sensação de vergonha sem fazer nada para que isso mude, não proporciona a paz para ninguém. Então, que tal não ter motivos para se arrepender?


p.s: faça os cursos da DNA Comunicativo e trabalhe sua assertividade:




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