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domingo, 12 de março de 2017

Pelo direito de permanecer calado

        Há uma enxurrada de informações vindas de todos os lados. E há também muitas opiniões que acompanham essas informações. Nos dias de hoje, é comum pessoas comentarem sobre absolutamente tudo, inclusive de assuntos dos quais não têm conhecimento.
        Um fato mais facilmente notável nas redes sociais, onde qualquer pessoa pode opinar sobre qualquer tema. De certa forma, essa é uma demonstração de que a democracia (ou chame do que quiser) existe de fato, pois a livre expressão é a maior representação da liberdade.
        O que trago como reflexão é: por que é importante opinar? Anos atrás quando eu fazia mestrado, descobri autores que defendem que saber da vida alheia, nem que seja a do vizinho, é um daqueles itens que faz qualquer ser humano se manter vivo. E mais, não basta apenas saber da vida alheia, mas opinar sobre a mesma. Talvez isso explique a enxurrada de opiniões que se observa todos os dias nas redes sociais, por exemplo.
        Mas, (sempre há um “mas”), particularmente penso que nem sempre a opinião é necessária. E pode ser, talvez, extremamente cansativo opinar sobre todas as situações vivenciadas (ou apenas observadas no seu dia-a-dia). Lidar com as situações rotineiras já envolvem bastante opinião, se pensar bem. Você terá que opinar nas metas da empresa, nas decisões do que comprar no supermercado, nos afazeres domésticos.  Se já é trabalhoso tomar decisões simples e as verbalizar em sua rotina, por que se entupir de mais informações e ainda opinar sobre elas?
        Claro, como dizem os teóricos (e o chavão popular mesmo) a grama do vizinho é mais verde, então, comentar sobre as celebridades, sobre um post de blog, sobre o apontamento de uma amiga no Facebook é bastante tentador.
        Penso, porém, que tenho preferido usar o direito de permanecer calada, e apenas ver e ouvir sem ter que opinar ou fazer um julgamento sobre algo. Num português bem claro, não tenho mais saco para tantos fatos, tantas informações e muito menos para opinar sobre tudo. É evidente que existem eventos que acontecem no mundo e que podem ser bastantes interessantes, mas, particularmente vou usar meu direito de permanecer calada (ainda que seja comunicadora e blogueira) diante principalmente das informações que não acrescentam, das brigas toscas do Facebook, das opiniões repletas de maldades ou indiretas, sobre as opiniões radicais.
        Porque penso que se for abrir a boca para não contribuir verdadeiramente com o outro ou com uma situação, não vale a pena emitir uma opinião.




p.s: o título desse post não tem nada a ver com o direito constitucional de permanecer calado. Para entender, um pouco, sobre esse direito, sugiro essa matéria:


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