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domingo, 5 de março de 2017

Afeto

             
        Em dias muito agitados, captar uma demonstração de afeto é um alívio para a alma. E quando falo de afeto, falo de carinho mesmo. Tenho uma sensação muito boa de que as pessoas acordaram para viver, sem medos, sua afetividade.  É muito interessante a imensa quantidade de pessoas que está se permitindo ter mais carinho (e demonstrar mais afeto), principalmente nos últimos anos.
        Não que o afeto tenha caído de moda, aliás, ele sempre acompanhou o homem ao longo da história. Mas, há uma sensação de que o afeto tomou conta das redes sociais (ok, você vai falar que há muitas brigas políticas no seu Facebook, mas tirando elas, há muito afeto se prestar atenção).
        Um exemplo disso são os inúmeros vídeos que acabam virando notícia até no “hardnews”, justamente por demonstrar a afetividade. Esses dias estava assistindo a um documentário pautado numa pesquisa em que falava que é o afeto que fez a humanidade chegar onde está e não a competitividade. Muitas vezes a ciência se baseou na lei de Darwin, que diz sobrevive a espécie que melhor se adapta às mudanças. Fisicamente, sim. Mas, o cientista do tal documentário complementou: “foi o afeto entre as pessoas de diferentes povos, culturas, línguas e religiões que permitiu as pessoas se unirem para evidenciar o melhor que há dentro de cada um, tornando a Terra um lugar mais habitável” – afirmou o cientista.
        Mas, muitas vezes se quer olhar para a afetividade como algo distante ou que se tem somente em casa, com a família. Será? Já parou para pensar quanta afetividade é verbalizada em seu trabalho? Quantas vezes um bom dia é carregado de um tom otimista? Ou quando uma palavra de carinho é dita no meio daquela reunião difícil?
      Infelizmente, o afeto ainda é confundido com falta de seriedade. Lembrando que verbalizar palavras afetivas não irá diminuir seus talentos, mas muita gente pode confundir com cantada, por exemplo e, de fato, esse é um limiar tênue. Mas, honestamente, penso que se ficar com receio de demonstrar afetividade porque outra pessoa pode entender errado, tudo ficará difícil, pois o amor não conseguirá transpor as barreiras mais pesadas e a vida será essa história que muita gente acredita de “matar um leão por dia”. Que tal, então, dar uma chance para a afetividade? 
        Seja carinhoso(a), amoroso(a), potencialmente piegas com as palavras, rssssss, mas não deixe murchar a força mais linda que existe dentro de cada um, que é o afeto. 



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