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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Daquilo que não é dito

     


      Gosto de dizer que a comunicação ocorre muitas vezes naquele momento em que nada dizemos. Você já deve ter reparado que tem horas em que o silêncio diz mais do que muitas palavras. E não falo daquele silêncio avassalador ou constrangedor, que inibe a pessoa com quem deseja “não” falar.
        Falo do silêncio representado por outras pequenas e grandes ações que falam por nós. Um olhar carinhoso e complacente de uma amiga é, às vezes, muito melhor do que muitas palavras que poderiam ser ditas. Assim como um abraço acolhedor pode significar muito mais do que coisas ditas. Existe uma beleza no não dito porque precisamos usar um pouco da intuição para entender as coisas que os outros não nos falam. A beleza está justamente em observar e, em alguns momentos, ter certeza do que o outro disse, sem ter dito uma única palavra.
        Um olhar, sem sombra de dúvida, diz muito. É possível ver (e sentir) a fúria no olhar de outra pessoa. A vergonha que salta dos olhos de alguém que nos fez algo de errado. Bem como a tristeza de alguém que não nos perdoa.
        Mas, também há outros pequenos atos que dizem muito até mesmo quando não queremos simplesmente falar. Uma respiração profunda quando estamos cansados, um afastamento corporal quando queremos nos defender, um levantar de sobrancelhas quando buscamos uma explicação ou nos sentimos contrariados.
        E ainda tem mais: uma amiga que deixa seu tablet (ou livro se preferir) aberto apontando num capítulo específico reforçando seu argumento, bem como aquela música cantarolada por uma colega de trabalho. Os detalhes nos dizem muitas coisas.
        A diferença está no “como” olhamos para os detalhes. Estamos atentos a eles? Estamos prontos para captar a comunicação no todo? Afinal, é no silêncio que muitas coisas são ditas.


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