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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Onde não puderes amar não te demores

         

      “Onde não puderes amar não te demores” é uma daquelas inúmeras frases que aparecem, todos os dias, no Facebook. Alguns atribuem o pensamento à Frida Kahlo, outros à atriz italiana Eleonora Duse. Não importa muito da onde vem. Mas, sim o que ela deseja transmitir.
        A frase é impactante e pode ser interpretada de inúmeras maneiras. Vou abordar um ângulo que tem a ver diretamente com a comunicação assertiva. Depois de alguns anos trabalhando com o tema cheguei à conclusão de que a comunicação é o reflexo imediato da maneira como se olha para as relações interpessoais e para o amor. Gosto de afirmar que “comunica-se aquilo que está em seu coração”, que também parece uma frase de efeito (mas de papel de carta da Hello Kitty, rssss) e que é pura verdade. A comunicação é o resultado daquilo que cada um consegue traduzir dos seus sentimentos em palavras.
        Por isso, quando alguém diz que “onde não puderes amar não te demores”, talvez esteja querendo falar da questão mais importante das relações interpessoais, que é a maneira como se demonstra o amor por meio daquilo que se diz. Particularmente, entendo assim “se você não consegue depositar seu amor aqui, não insista. Procure relações de amor verdadeiro.” E existe uma grandiosidade nisso (e aí que entra a assertividade) porque é responsabilidade de cada um olhar para seus próprios sentimentos e ser verdadeiro com aquilo que ama ou deixou de amar (e ainda, verbalizar essa “verdade”).
        E isso pode ser aplicado a qualquer situação. Por exemplo, se você não consegue amar mais um amigo, por que manter a imagem de amigo? Se não consegue mais amar um serviço que contratou, por que não dizer a verdade (de que não está feliz com o serviço)? Existe muita grandeza quando se é fiel a seu coração. Não é preciso amar efetivamente a todos e a tudo. Nem sei se é possível isso. Mas, é possível sim prestar atenção onde está o amor e como se verbaliza esse amor. Ser honesto consigo mesmo sobre a sua afetividade é uma das maneiras mais fáceis de colocar a tão famosa frase em prática.
        E é muito interessante também quando você percebe que não há mais amor (e nem o mesmo cuidado) dos outros para contigo. Evidentemente, as pessoas querem ser amadas eternamente. Mas, não existe nenhuma troca justa quando se está numa relação onde alguém não tem amor para lhe dar ou você também já não carrega mais o amor no seu coração pelo outro. Um exemplo disso são as relações desgastadas de trabalho que se tornam cada vez piores quando já não há mais amor naquilo que se faz e, consequentemente, atingirá as relações interpessoais do trabalho.
        Então, numa Era em que o tempo é escasso é preciso entender onde estão suas verdadeiras relações de amor, pois a frase “onde não puderes amar (seja porque você não ama mais ou porque não é amado) não te demores” se tornou cada vez mais necessária. 

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domingo, 9 de outubro de 2016

Quando pontuar é necessário...



              Existe um lado muito legal da comunicação que é quando é utilizada para resolver conflitos. Aliás, tudo na comunicação é muito bonito porque ela expõe um pouco do que cada pessoa é e ainda demonstra como as relações se constroem a partir daquilo que é dito. E, quando utilizada com amor, é possível dissolver os piores mal entendidos.
        E um desses mal entendidos é em relação à própria comunicação. Quando se fala em se comunicar bem para dissolver problemas não significa ser bonzinho o tempo todo. É bastante difícil diante de uma situação desgastante (para os interlocutores) conseguir lidar com “o corrido” sem nenhum irritação ou medo. Passar um momento conflitante também é um momento de superação e, inevitavelmente, haverá emoção nas palavras. Um detalhe muito importante é no “como” se fala e o quanto se pensa antes de falar qualquer coisa para alguém, principalmente durante um conflito. No entanto, pontuar é sempre um alívio.
        Mas, o que é pontuar? É dizer aquilo que se pensa quando você não se sentiu bem com algo ou quando viu algo que é legal e deseja pontuar. Fazer uma pontuação adequada, dentro de um senso de ponderação, e ainda dizê-la num momento certo é quase como uma arte. Existem pontuações que perdem seu valor quando passam um determinado tempo (como um “eu te amo” atrasado, rsssss) e há àquelas que exigem tempo e digestão.
        Dizer o que se pensa não é nenhum pecado. Na verdade, creio eu, que boa parte das mágoas existentes hoje no mundo poderiam ter sido resolvidas com pequenas pontuações. Coisas que não foram ditas e permaneceram engasgadas ou coisas que foram ditas e não compreendidas. Bom, existe um velho ditado que diz que é inevitável voltar no tempo. Neste caso, em qualquer situação em que seja necessário pontuar, pontue. Respire profundamente e pontue. Porque, tem horas que é necessário deixar claro aquilo que se pensa.


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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Internalizar!

      

      Dizer o que o outro deve fazer é muito fácil. Receita para a felicidade, para a sorte, para o amor, para a vida em família é o que mais existe na atualidade. Basta abrir o Facebook para ver um monte de mensagens bonitas com frases impactantes.
        Mas, quanto daquilo que você escreve ou fala, de fato realiza? Muitos sabem o que fazer num momento de mais aperto (ou num momento novo). Uns sugerem planejamento de vida ou de carreira para quando uma situação mais “difícil” chega. Mas, ao se deparar com algo novo (e não necessariamente difícil), você age conforme àquilo que “prega”?
        Penso que existem duas teorias que permitem analisar o “é mais fácil falar do que fazer”. A primeira delas é que falar dos desafios dos outros é muito simples. A vida não é sua, portanto, fica fácil de resolver. Depois, (e complementar a esse pensamento) é que existe o fato de que a vida é complexa por si só. Então, fazer exatamente aquilo que se diz (ou prega) exige, acima de tudo, coragem.
        Não afirmo que aqueles que fazem o contrário do que dizem são covardes. Nada disso! Mas, talvez não percebam que precisam internalizar suas próprias palavras. E internalizar significa estar pronto para mudar. Abrir seu coração para desejar uma mudança interna e permitir vencer seus medos e desafios.
        E, claro, essa mudança não acontece apenas porque você verbalizou para os outros o que desejava fazer. A mudança acontece quando você deseja mudar de verdade, quando permite se observar sem julgamentos, entendendo e acolhendo a si mesmo, como um observador de fora. E, a partir da análise de suas próprias ações, consegue perceber como deseja atuar em sua vida, como um protagonista que assume aquilo que diz.
        Mas, se isso é uma receita de vida? Nem pensar! A vida é sua, você faz o que bem entender! (Rsssssss). Quem sabe internalizar possa ajudar!