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domingo, 11 de setembro de 2016

Seu discurso é colaborativo?

  



           Você acredita que seu discurso é colaborativo? Esse é um tema que muitas pessoas gostam de opinar e poucas, de verdade, têm vontade de debater.
        Fala-se muito em processos colaborativos, como se as pessoas caminhassem para uma vida coletiva de trocas mais justas, de trabalhar em conjunto para um mundo melhor. Isso é muito positivo porque, de fato, parece que o zeitgeist do século XXI tem sido a busca constante por aprimorar o convívio entre as pessoas.
        Mas, quanto de colaboração há no seu discurso? Existe uma diferença muito grande em desejar um mundo melhor e cooperar para que ele realmente isso aconteça. Existem  comportamentos que permitem criar um “mundo mais bacana” como separar o lixo, participar de trabalhos voluntários. No entanto, nada afeta tão imediatamente as pessoas  como aquilo que é dito. E reparar no que se diz pode parecer um exercício atribuído ao outro (fulano disse tal coisa, ciclano falou aquilo), mas quanto de responsabilidade se atribui àquilo que se fala?
        Tem sido cada vez mais comum as pessoas falarem palavras bonitas, como as mensagens postadas nas redes sociais. No entanto, a “prova real” se seu discurso é colaborativo ocorre naqueles momentos em que as situações exigem o vigiar do seu comportamento. Você fala mal de seu colega de trabalho? Detona o colega por trás? Você observa a maldade em pequenos atos de um amigo(a), primo(a), namorado(a)? É provocativo?  Se defende mesmo antes de ouvir o que o outro tem a dizer?
        No íntimo, cada um sabe quando poderia ter tornado as palavras mais suaves, ter entendido que o convívio (aquele para tornar um mundo melhor) exige, acima de tudo, tirar da frente aqueles sentimentos ruins e pequenos (e às vezes caprichosos) para compreender o outro. Pense quantas vezes você entrou no processo colaborativo, de verdade, para deixar aflorar o senso de comunidade e verbalizou o desejo de ajudar, participar, contribuir!
        Talvez seja hora de começar a olhar para seu discurso e refletir quão colaborativo você é! Quanto você tira seus caprichos da frente para tornar a vida mais fácil em coletividade? Quanto você permite que os outros expressem seus desejos? Quanto você observa suas provocações (e motivos que levam a fazer a provocação)? 
        Para se ter um mundo realmente, melhor, e colaborativo, pode-se começar por aquilo que se diz. Porque se não for útil, guarde para você. Como dizia o ditado, muito ajuda quem não atrapalha!




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