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domingo, 26 de junho de 2016

Quando os dias voam...



        Quando os dias voam e tudo parece quase que um transe esquisito talvez seja o momento certo para sair da “loucura”. Encontrar-se no meio da multidão durante situações de agito, que parece não ter fim, é quase que um milagre. Pois bem, isso pode acontecer.
        Vive-se dias tão corridos, ultimamente, que quase se esquece do motivo de se viver. Respiração apressada, com músculos contraídos, um mente incessante que percorre a realidade e a virtualidade ao mesmo tempo como se fosse possível estar presente em dois lugares. E a consequência disso tudo é uma série de ruídos causados por uma comunicação mal feita, reflexo de uma vida desgastante.
        Então, é hora de parar para analisar o todo. Por que se corre tanto? Qual a prioridade dos compromissos? O que é importante para o seu ser naquele momento? Muitas das perguntas que têm um fundo mais humano podem parecer distantes e até utópicas para a realidade atual. Mas, como se viver sem analisar justamente o lado humano?
        Portanto, a prioridade não deve ser apenas o que se deve fazer. Mas, o que o seu ser está fazendo de melhor primeiro para você mesmo e depois para os outros. Afinal, quem se sente desgastado só tem a oferecer o desgaste como resultado, seja no trabalho, em casa, com os amigos.
        E o mais importante é que é justamente na correria que alguns detalhes vão aparecer como um emblema de que é hora da mudança. Um olhar amigo pedindo calma, uma palavra de conforto ou alerta, até mesmo um incidente pode trazer mais atenção ao presente.
        Então, quando os dias voam talvez seja o momento ideal para acessar a sua comunicação consigo mesmo(a). Talvez seja o momento certo para parar de correr e permitir viver o aqui e o agora. Que tal tentar?



terça-feira, 21 de junho de 2016

O ouvir...



        Uma das coisas mais importantes na comunicação é o ouvir. Mas, o ouvir com profundidade, percebendo as tonalidades do que o outro está falando. Percebendo seus sentimentos, suas intenções. É assim que você ouve?
        Ouvi certa vez de um aluno que as pessoas não ouvem os outros porque não se tem mais tempo para ouvir. Refleti bastante sobre essa opinião e, então, questionei: “mas, por que as pessoas não têm tempo?”
        Sei que esse questionamento parece bobo quando se está no século XXI, afinal, basta olhar para sua agenda para saber que a sensação de tempo para realizar as tarefas diminui muito nos últimos anos. Mas, se analisar a questão mais a fundo (da falta de tempo) a resposta pode ser a chave de muitas coisas. A primeira delas é que poucos são aqueles que percebem que a comunicação é o caminho para tudo aquilo que se expressa durante um dia.  Ou seja, é como se você precisasse de uma ferramenta para trabalhar, no entanto não sabe operá-la muito bem. Evidentemente, seu trabalho não vai sair lá muito bem.
        O que fazer nesse caso? Primeiramente, fazer uma auto avaliação a respeito da maneira como se comunica é o primeiro passo para não perder mais tempo. Mensagens ditas com clareza e ouvidas também com clareza trazem eficiência máxima à qualquer situação. Se a falta de tempo era o maior problema para o seu ouvir, então, seu problema está resolvido. Será?
        Particularmente, acredito que a falta de tempo é uma desculpa usada para o não ouvir e para o falar demais. Não é a falta de tempo que leva o não ouvir, mas a falta de vontade mesmo. Assim como toda revolução passada na história da humanidade, vive-se, atualmente, na mais abrangente delas: a da comunicação. Nunca antes na história do mundo (rsssss, desculpa, eu gosto dessa frase) foi possível expressar abertamente aquilo que se pensa, sem que haja uma punição imediata para isso. Então, as pessoas estão tendendo a usar o direito de falar em larga escala, seja nas redes sociais ou fora dela. Até aí, tudo bem, se o ouvir também fizesse parte do processo de expressão. Mas, repito, muitos querem falar, mas poucos querem ouvir.
        Além disso, o excesso de informações está levando as pessoas a ficarem com a cabeça cheia de “coisas” e aí fica difícil mesmo ouvir o que precisa ser ouvido. É o que chamo de ruído mental. Você está diante do seu chefe pensando no seu filho? Está diante da esposa pensando no trabalho? É hora de administrar seus próprios pensamentos! E, para isso, não é preciso um grande esforço. Na verdade, muitas filosofias milenares afirmam que estar presente durante uma fala é meio caminho andado para evitar qualquer ruído de comunicação. Esteja presente. Veja a pessoa que está na sua frente, observe suas expressões, seu jeito de falar, a entonação que confere às palavras, seus sentimentos.
        Agora, você pode estar se perguntando: “mas, por que é importante ouvir?” Bom, poderia ficar aqui horas escrevendo dos ruídos causados pelo não ouvir, mas vou citar apenas um para encurtar a história: não ouvir gera ruídos, que leva a perda de tempo e dinheiro. Considero esse um motivo suficiente para começar a ouvir. Mas, se você ainda não está muito certo de que o ouvir pode trazer benefícios, vou fazer uma lista dos motivos para ouvir bem:
1) você passa a ter trocas justas com as pessoas. Todo mundo quer ser ouvido. Quando você passa a ouvir as pessoas, elas também lhe escutam. Não é retribuição ou culpa, é respeito mesmo.

2) o ouvir evita equívocos: lembra da história do ruído que gera perda de tempo e dinheiro? Ouvir leva você a entender profundamente uma situação, fazendo com que você haja de maneira mais assertiva, levando-o(a) a ganhar tempo e atalhos para realizar o que precisa ser realizado.

3) o ouvir evita que você fale bobagem: quantas vezes você leu no Facebook um comentário esquisito a respeito de algo que não era bem aquilo? Então, é a mesma coisa com a audição. Se você não escuta, acaba falando bobagem.

4) quem escuta profundamente, abre seu coração: não existe coisa mais bonita do que observar uma mudança provocada por alguém que ouviu algo novo. É como mudar uma percepção.

        E, então, ouvir não é tão importante quanto o falar?



quarta-feira, 1 de junho de 2016

A hora de partir...



        Existem alguns momentos na vida em que é preciso ir. Simplesmente deixar o conhecido para seguir outros caminhos. A hora da partida nem sempre é o momento mais importante, apesar de poder haver grandes despedidas. Mas, então, por que se dá tanta importância para o partir?
        Em muitas culturas, partir significa a morte, um sinônimo para um fim desconhecido e que, por isso mesmo, pode ser “terrível”. Cada um enxerga a morte como consegue, ainda que se saiba que essa é a única certeza da vida (todos nós vamos morrer um dia).
        Mas, também existe um senso de mudança de rumo quando se parte. Alguém que parte de um relacionamento vai mudar uma situação. Alguém que morre vai trazer mudanças para um ambiente. Alguém que parte de uma cidade, obrigatoriamente e inconscientemente cria novos hábitos, novos amigos e novo trabalho.
        O partir vem acompanhada da inquietude.  Por isso, pode ser visto com muitos maus olhos quando alguém decide partir. E, tudo o que for dito no momento da partida, ganha um peso extraordinário pois esse é um daqueles instantes que parecem ficar congelados no tempo.
        Em alguns momentos, é importante partir batendo a porta na cara de quem fica, em outros é importante partir deixando portas abertas. E tudo depende do que for dito naquele momento.
        Mas, nunca deixe de partir. Porque partir também é sinônimo de coisas novas, ainda que desconhecidas. 
      Você não sabe o que está traçado você em sua vida, portanto, acredito que é importante partir quando novos rumos (e desafios) aparecem, falando coisas bonitas ou partindo calado(a). Depende, de como você quer partir.