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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Quando falamos palavras do bem



        Esses dias recebi uma mensagem de um amigo que não via há alguns meses. Ele me disse, apenas: “eu te amo, você sabia?”
        A frase veio em boa hora. Estava numa correria danada e cansada de algumas intolerâncias vividas durante a semana. E, então, essas palavras me fizeram lembrar de que sou defensora das palavras do bem e quando mais a gente precisa, voilà, elas aparecem.
        Quer dizer, não é sempre que a gente precisa que elas aparecem. Em alguns momento em que se está triste pode aparecer alguém sem nenhuma sensibilidade e ainda tentar lhe espezinhar.
        Mas, para quê ficar valorizando as coisas ruins, não é? Acredito que as palavras do bem podem ajudar a modificar o pensamento (e até o sentimento) de qualquer pessoa (talvez em qualquer situação), por isso são um benefício muito grande. Quando tudo pode parecer meio sombrio e esquisito, as palavras do bem nos lembram que sempre há uma saída. Sempre há esperança!
        E, em geral, é muito legal receber uma palavra acolhedora de alguém que você gosta. Mas, também é importante estar aberto para receber o carinho de quem não se conhece muito bem. Alguém que lhe admira com os olhos é um carinho na alma (nem precisa falar nada de “bem” para lhe demonstrar afeto). Um elogio sobre seu trabalho, uma desconhecida que elogia seu cabelo, alguém que lhe abre um sorriso durante um atendimento, alguém que comenta como sua letra é bonita, o seu casaco. Existem, inúmeras maneiras de trazer o “bem” para perto de novo, como se anulasse uma preocupação de uma determinada situação.
        Não falo de um otimismo bobo calcado no nada, como se fosse uma pessoa que não teria problemas. Não é isso. Mas, é possível transformar a vida de alguém falando coisas simples. Claro que vai haver aqueles resistentes que não querem soltar seus problemas por nada e dizer que “nada do que você disser vai me alegrar”. Isso não quer dizer que não deva tentar falar coisas legais para os outros. Alguns vão aceitar, outros nem tanto.
        Por isso, que as palavras do bem devem ser ditas não apenas para os outros como também para si mesmo. Elas soam como "música para os ouvidos." Certa vez, vi uma foto minha que uma aluna fez. Num primeiro momento, olhei para a imagem e pensei: “nossa, agora estou vendo uma bolsinha embaixo dos olhos.” Mas, aquilo me trouxe uma alegria também porque fez eu entender como aquilo representava minha história. E como estava sendo acolhedora comigo mesma. E, então, pensei: “que bom que hoje sou uma pessoa que tem uma história”. Nem sempre os outros vão estar prontos para lhe acolher quando se precisa. Mas, é importante saber acolher a si mesmo quando não há ninguém para fazer isso.
        E, aí, quando falamos as palavras do bem, para si e para os outros, tudo pode melhorar. Deixo minhas palavrinhas do bem aqui registradas: “gratidão por ler esse texto, aqui e agora. Que seu dia seja maravilhoso.”




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