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domingo, 22 de maio de 2016

Dando uma trégua



        É preciso dar uma trégua ao ritmo intranquilizador que há nesse momento. É preciso parar para respirar, para entender, para buscar um caminho e compreender o que fazer de melhor para viver.
        No século XXI, existem fórmulas prontas para quase tudo: que carreira seguir, como se relacionar, como ter uma vida saudável. Mas, impreterivelmente, o ritmo empregado aos dias de hoje acabam gerando muita confusão, talvez até mesmo pelo excesso de informações. E, por consequência, isso se reflete na comunicação de cada um.
        É um antagonismo tão grande ter tantas possibilidades de comunicação e ao mesmo tantos conflitos resultantes de comunicações mal feitas (independentemente de qual plataforma usada, ou se pessoalmente) que parece quase surreal. Mas, o excesso de quase tudo (do que fazer, pelo o que lutar), também tem transformado a vida em algo surreal. Então, talvez seja hora de dar uma trégua a si mesmo.
        Acredito que a comunicação é o meio de transmitir o que há no interior de cada ser. Mas, por que buscar lá fora o que está aí dentro? As possibilidades de acionar (e de ser acionado) qualquer pessoa são muito grandes, na atualidade. É possível acionar alguém por aplicativos, por celular, internet e (claro) o bom e velho telefone. Mas, ao ser acionado, a primeira reação das pessoas é, literalmente, “reagir”.
        Nem tudo aquilo que lhe notifica é urgente. Aliás, responder quando se é chamado pode ser apenas um jeito automático de resolver coisas. Não necessariamente se está atento ao que se está dizendo, fazendo parecer um grande telefone sem fio (uma brincadeira de uns 30 anos atrás).
        Qual a solução? Nenhuma, na verdade. Apenas acredito que dar uma trégua a si mesmo (e parar de responder a todos os estímulos externos) pode ser o melhor caminho para começar a encontrar pistas que estão dentro de si e, então, verbalizar aquilo que pode ser o seu melhor ou a sua melhor presença durante um diálogo. 



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