Marcadores

domingo, 1 de maio de 2016

A comunicação para a paz




        Quando o escritor Victor Hugo disse a célebre frase “as palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade” sabia da propriedade daquilo que é dito.
        Mais do que isso, sabia que as palavras têm um poder imenso. Elas podem machucar profundamente a alma, fazendo desacreditar que aquela pessoa que lhe ofendeu possa voltar a ser o ser humano que um dia você conheceu.
        É sempre um susto quando alguém é ofendido. Além de constrangedor, o peso das palavras parece sair da boca do ofensor com uma “forma física”. De certa forma, é isso mesmo o que acontece porque as palavras têm a capacidade de mexer nas emoções e provocar reações no organismo. Então, é como se uma pessoa tivesse sido atingida por algo.
        Mas, há também um lado muito positivo das palavras: podem ser completamente apaziguadoras, acolhedoras, transportadoras de amor e “desatadora de nó”. Essa é a leveza do vento da qual Victor Hugo falava. E, acredito do fundo do meu coração (até porque já vi acontecer), de que quando usadas com amor são um sopro de esperança para até os mais amargurados dos seres.
        As palavras têm o poder da transformação. Se alguém lhe ofendeu, permita quebrar o ciclo da discórdia que é o de reagir e gritar. Permita acalmar aquele que lhe ofende. A primeira vez que ouvi isso me soou como uma ofensa (como assim?) Mas, ao longo de certo período observei que quebrar o ciclo da troca de ofensas faz um bem danado para você e para o outro também. Quando percebe que a ofensa não teve reação, a maioria das pessoa cai em si.
        Agora, se a troca de ofensas foi inevitável, aí as palavras podem ser mágicas. Nada soa melhor do que um “vamos conversar novamente?” Ou então, um “me desculpa, não quis lhe ofender”. Esse é o momento em que as palavras transbordam em amor aquilo que o coração sente: a vontade de quebrar o ciclo de dor.
        Lembro de algumas situações em que vi esse ciclo quebrar, por mais impossível que achava que seria. As palavras são mediadoras e funcionam como um remédio para a alma. Tudo depende do como usá-las. E, por que não, fazer da comunicação um instrumento da paz? Não é disso que todo mundo está precisando?






0 comentários:

Postar um comentário