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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Informação é poder!



     Viver numa era da informação foi o sonho de milhares de milhões de pessoas ao longo de séculos. Poder ter conhecimento sobre algo foi o desejo de descobridores, aventureiros, reis e rainhas e até faraós, da Igreja a filósofos libertários. Até as cartomantes surgiram devido a esse desejo: “quero conhecer o que vai acontecer.”
        O conhecimento é uma das coisas mais deliciosas que o ser humano pode ter. Afinal, conhecer é desmistificar a própria existência. É poder ser livre para escolher, para anular dogmas que restringiram o ser humano por milênios. Conhecer é salvar vidas, é melhorar seus meios, é respirar novidades.
        Assisti a um documentário sobre o telescópio Hubble por esses dias. E, acredite você, leitor, a ideia do Hubble surgiu com o telescópio de Galileu, inventado mais de quatrocentos anos atrás. Ou seja, durante quatro séculos, centenas de cientistas olharam para o céu em busca de informação. E foi esse desejo de conhecer que fez com que hoje se compartilhem as lindas fotos do Hubble nas redes sociais. O espaço, agora, está na palma das mãos. Basta acessar o smartphone.
        Também foi o desejo do conhecimento que levou a ciência (medicina, física, matemática, química etc) a evoluir em duzentos anos o que não conseguiu em vinte séculos. Bem como foi a busca pelo conhecimento que fez a democratização do conhecimento. Grandes universidades que antes restringiam seu conhecimento aos mais abastados agora disponibilizam informações de graça, pela internet. Harvard, MIT, Stanford, Columbia, bem como USP, Unicamp seguiram esse caminho.
        Se informação é poder, é possível dizer que todos estão vivendo, atualmente, na melhor era que poderia existir: a tão sonha era da informação. Mas, é assim que você se sente, caro(a) leitor(a)? Numa era confortavelmente informativa? Você se sente confortável de alguma forma?
        Existem três fatores que fazem da informação uma era, de certa forma, desconfortável. O primeiro deles é que diante de tantas informações e de tantas possibilidades de expressões, em quem acreditar? Parece existir muitas informações e essa sensação não é à toa.  Vou fazer uma citação de uma reportagem que está no rodapé e que acredito que contribui para entender esse processo: “de acordo com Richard Saul Wurman, em seu livro Ansiedade de Informação, uma edição de domingo do jornal The New York Times tem cerca de 12 milhões de palavras e contém mais informação do que aquela que um cidadão do século 17 recebia ao longo de toda a vida.” Portanto, um passo relevante para lidar com as informações é saber filtrar o que de fato você quer saber e como faz suas escolhas de conhecimento.
        O segundo item é que um mundo repleto de informações faz pensar o quanto as pessoas conhecem sobre si mesmo. Enquanto durante séculos o importante foi buscar lá fora as informações necessárias para a sobrevivência, na atualidade o mais importante é saber quem é ser humano que está dentro de você. Quem é essa alma e pelo o que clama? Quais são as informações sobre você mesmo que ainda não encontrou? Somente olhando para si encontrará seu lugar no mundo das informações.
        E por último, e acredito que igualmente relevante, é o que você quer fazer com todo conhecimento que adquiriu sobre o mundo e a si mesmo? Aí, caro(a) leitor(a), é com você. Afinal, essa é uma longa jornada a ser trilhada, numa época em que é possível ter a informação que você quer, mas nem sempre as respostas que deseja.


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Information is power

        Live in the information age was the dream of billions of people over the centuries. May have knowledge about something was the desire of explorers, adventurers, kings and queens and even the pharaohs, the Church to libertarian thinkers. Even the cartomancists have arisen due to this desire: "I want to know what will happen".
        Knowledge is one of the most delicious things that the human being can have. After all, knowledge is to demystify your own existence. Is to be free to choose to set aside dogma that restricted humans for millennia. Knowledge is to save lives, is to improve their means, is breathing new.
        I watched a documentary about Hubble telescope these days. And believe you, reader, the Hubble idea came from Galileo's telescope, invented over four hundred years ago. That is, for four centuries, hundreds of scientists looked at the sky in search of information. And it was this desire to know that made possible to share the beautiful photos of the Hubble in social medias. The space now is in the palm of the hand. Just access the smartphone.
        It was also the desire for knowledge that led to science (medicine, physics, mathematics, chemistry etc.) to evolve in two hundred years which failed in twenty centuries. And was the search for knowledge that made the democratization of knowledge. Major universities that previously restricted their knowledge to wealthier now provide information for free on the Internet. Harvard, MIT, Stanford, Columbia, and USP, Unicamp followed this path.
        If information is power, is possible to tell that everyone is living currently in the best era that could exist: the long awaited information age. But is that how you feel, dear reader? In an era comfortably informative? Do you feel comfortable in any way?
        There are three factors that make the information an era, somewhat uncomfortable. The first is that in the face of so much information and so many possibilities for expression, who to believe? There seems to be a lot of information and that feeling is no coincidence. I will make a quote from a report that is on the bottom and I believe it helps to understand this process: "According to Richard Saul Wurman in his book ‘Anxiety for Information’, a Sunday edition of The New York Times has about 12 million words and contains more information than a 17th century citizen received throughout life”. Therefore, an important step to deal with the information is knowing how to filter what you actually want to know and how you do your  choice of knowledge.
        The second item is that a world full of information makes you think how much people know about theirself. While for centuries the important thing was to get out there the necessary information for survival, today, the most important is to know who is the human being that is within you. Who is that soul and for what you claim? What information about yourself that hasn’t yet found? Only looking for you will find yours place in the world of information.
        And lastly, and I think equally important is what you want to do with all that acquired knowledge about the world and yourself? Here, dear reader, is with you. After all, this is a long journey to be threshed at a time when you can have the information you want, but not always the answers you need.


Bruna Gonçalves. 23 anos. Redatora publicitária e marketing digital. Faço freelas de conteúdo e de tradução. Pode me encontrar também no blog Não Sei se é Fome ou Tédio ou por e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


Bruna Gonçalves. 23 years old. Copywriter and digital marketing. Freelances in copywriting and translation. You can find me in Não Sei se é Fome ou Tédio’s blog or by e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com




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