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domingo, 24 de abril de 2016

Deixar ir!



        Deixar algo ir embora é uma das sensações mais deliciosas que existem. É uma postura tão positiva que permite que esteja pronto(a) para algo que vai surgir, pode ser uma parceria nova, uma amizade, um trabalho.
        Nem todo mundo gosta de deixar as coisas irem, como se não houvesse outra opção. Falo por mim, mesma. Precisei deixar muitas coisas irem. Nem sempre é fácil. Mas, algumas começaram a ir mais fácil. Uma amizade que anda meio zicada, uma parceria que não foi como imaginava e por aí vai.
        Deixar ir, literalmente, é soltar algo. E para que isso aconteça é preciso digerir primeiro que algo não é o que se imaginava. E fazer algumas perguntinhas nessa hora podem ajudar, como: “que expectativa criei nisso?”. Ou “como prestei tanta atenção nisso?” Ainda bem que as prioridades na vida vão mudando com o tempo!
        Alguns vão chamar o “deixar ir” de desapego. Chame do que quiser porque esse é um conceito muito abrangente, então, o importante é deixar ir.
        E o “deixar ir” também passa pela comunicação. Você começa a perceber que um determinado assunto já não é mais tão recorrente. Que já não tem aquele peso dado inicialmente. É como ir mudando de foco e, de repente, encontra-se outras possibilidades para aquele mesmo tema.
        Por isso, a comunicação é o primeiro sinal de que deixou algo ir. É possível também deixar ir outras coisas das quais está se incomodando, como um comportamento, um pensamento, um estilo de vida. Claro que ninguém consegue deixar ir situações, assim, num piscar de olhos. É preciso trabalhar isso! Uma delas é conversando sobre aquilo que quer soltar. Falar é uma maneira de analisar e aceitar as situações, como quem conversa consigo mesmo (ainda que esteja conversando com alguém).
        Procurar se estressar menos com as coisas também permite o “deixar ir” com mais facilidade. Quanto mais se estressa com uma situação, mas difícil fica de olhar o “todo”, de entender qual motivo que levou aquela situação acontecer.
        É possível deixar ir falando para si mesmo que aquela situação já não lhe ajuda mais. Sinta-se grato pela experiência e entenda que vai passar.

        E por fim, deixar ir pode lhe garantir uma experiência nova por dia. Mesmo quando não se consegue deixar ir tudo o que deseja, deixe ir mesmo assim (ainda que você saiba que não passou por completo). Afinal, se não deixar, como vai saber o que acontece depois?




segunda-feira, 18 de abril de 2016

Informação é poder!



     Viver numa era da informação foi o sonho de milhares de milhões de pessoas ao longo de séculos. Poder ter conhecimento sobre algo foi o desejo de descobridores, aventureiros, reis e rainhas e até faraós, da Igreja a filósofos libertários. Até as cartomantes surgiram devido a esse desejo: “quero conhecer o que vai acontecer.”
        O conhecimento é uma das coisas mais deliciosas que o ser humano pode ter. Afinal, conhecer é desmistificar a própria existência. É poder ser livre para escolher, para anular dogmas que restringiram o ser humano por milênios. Conhecer é salvar vidas, é melhorar seus meios, é respirar novidades.
        Assisti a um documentário sobre o telescópio Hubble por esses dias. E, acredite você, leitor, a ideia do Hubble surgiu com o telescópio de Galileu, inventado mais de quatrocentos anos atrás. Ou seja, durante quatro séculos, centenas de cientistas olharam para o céu em busca de informação. E foi esse desejo de conhecer que fez com que hoje se compartilhem as lindas fotos do Hubble nas redes sociais. O espaço, agora, está na palma das mãos. Basta acessar o smartphone.
        Também foi o desejo do conhecimento que levou a ciência (medicina, física, matemática, química etc) a evoluir em duzentos anos o que não conseguiu em vinte séculos. Bem como foi a busca pelo conhecimento que fez a democratização do conhecimento. Grandes universidades que antes restringiam seu conhecimento aos mais abastados agora disponibilizam informações de graça, pela internet. Harvard, MIT, Stanford, Columbia, bem como USP, Unicamp seguiram esse caminho.
        Se informação é poder, é possível dizer que todos estão vivendo, atualmente, na melhor era que poderia existir: a tão sonha era da informação. Mas, é assim que você se sente, caro(a) leitor(a)? Numa era confortavelmente informativa? Você se sente confortável de alguma forma?
        Existem três fatores que fazem da informação uma era, de certa forma, desconfortável. O primeiro deles é que diante de tantas informações e de tantas possibilidades de expressões, em quem acreditar? Parece existir muitas informações e essa sensação não é à toa.  Vou fazer uma citação de uma reportagem que está no rodapé e que acredito que contribui para entender esse processo: “de acordo com Richard Saul Wurman, em seu livro Ansiedade de Informação, uma edição de domingo do jornal The New York Times tem cerca de 12 milhões de palavras e contém mais informação do que aquela que um cidadão do século 17 recebia ao longo de toda a vida.” Portanto, um passo relevante para lidar com as informações é saber filtrar o que de fato você quer saber e como faz suas escolhas de conhecimento.
        O segundo item é que um mundo repleto de informações faz pensar o quanto as pessoas conhecem sobre si mesmo. Enquanto durante séculos o importante foi buscar lá fora as informações necessárias para a sobrevivência, na atualidade o mais importante é saber quem é ser humano que está dentro de você. Quem é essa alma e pelo o que clama? Quais são as informações sobre você mesmo que ainda não encontrou? Somente olhando para si encontrará seu lugar no mundo das informações.
        E por último, e acredito que igualmente relevante, é o que você quer fazer com todo conhecimento que adquiriu sobre o mundo e a si mesmo? Aí, caro(a) leitor(a), é com você. Afinal, essa é uma longa jornada a ser trilhada, numa época em que é possível ter a informação que você quer, mas nem sempre as respostas que deseja.


http://dnacomunicativo.com.br/produtos/


Information is power

        Live in the information age was the dream of billions of people over the centuries. May have knowledge about something was the desire of explorers, adventurers, kings and queens and even the pharaohs, the Church to libertarian thinkers. Even the cartomancists have arisen due to this desire: "I want to know what will happen".
        Knowledge is one of the most delicious things that the human being can have. After all, knowledge is to demystify your own existence. Is to be free to choose to set aside dogma that restricted humans for millennia. Knowledge is to save lives, is to improve their means, is breathing new.
        I watched a documentary about Hubble telescope these days. And believe you, reader, the Hubble idea came from Galileo's telescope, invented over four hundred years ago. That is, for four centuries, hundreds of scientists looked at the sky in search of information. And it was this desire to know that made possible to share the beautiful photos of the Hubble in social medias. The space now is in the palm of the hand. Just access the smartphone.
        It was also the desire for knowledge that led to science (medicine, physics, mathematics, chemistry etc.) to evolve in two hundred years which failed in twenty centuries. And was the search for knowledge that made the democratization of knowledge. Major universities that previously restricted their knowledge to wealthier now provide information for free on the Internet. Harvard, MIT, Stanford, Columbia, and USP, Unicamp followed this path.
        If information is power, is possible to tell that everyone is living currently in the best era that could exist: the long awaited information age. But is that how you feel, dear reader? In an era comfortably informative? Do you feel comfortable in any way?
        There are three factors that make the information an era, somewhat uncomfortable. The first is that in the face of so much information and so many possibilities for expression, who to believe? There seems to be a lot of information and that feeling is no coincidence. I will make a quote from a report that is on the bottom and I believe it helps to understand this process: "According to Richard Saul Wurman in his book ‘Anxiety for Information’, a Sunday edition of The New York Times has about 12 million words and contains more information than a 17th century citizen received throughout life”. Therefore, an important step to deal with the information is knowing how to filter what you actually want to know and how you do your  choice of knowledge.
        The second item is that a world full of information makes you think how much people know about theirself. While for centuries the important thing was to get out there the necessary information for survival, today, the most important is to know who is the human being that is within you. Who is that soul and for what you claim? What information about yourself that hasn’t yet found? Only looking for you will find yours place in the world of information.
        And lastly, and I think equally important is what you want to do with all that acquired knowledge about the world and yourself? Here, dear reader, is with you. After all, this is a long journey to be threshed at a time when you can have the information you want, but not always the answers you need.


Bruna Gonçalves. 23 anos. Redatora publicitária e marketing digital. Faço freelas de conteúdo e de tradução. Pode me encontrar também no blog Não Sei se é Fome ou Tédio ou por e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


Bruna Gonçalves. 23 years old. Copywriter and digital marketing. Freelances in copywriting and translation. You can find me in Não Sei se é Fome ou Tédio’s blog or by e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com




sexta-feira, 8 de abril de 2016

Não mande currículo



        Estar desempregado e precisando de trabalho é uma das sensações mais intoleráveis para o seu humano. Quando se precisa de dinheiro e a sobrevivência fala mais alto é comum os profissionais começarem sair atirando para todos os lados.
        Mas, estratégia nunca é demais, principalmente quando se procura trabalho. Como é necessário persuadir uma empresa é preciso saber o que falar para, então, conseguir a tão sonhada vaga. Por isso, mandar seu currículo (por e-mail, por exemplo) talvez não seja a maneira ideal de se conquistar o que precisa. Talvez represente para a pessoa que receberá o e-mail apenas mais um currículo entre tantos aqueles que chegam ao departamento de recursos humanos.
        A comunicação do “como você irá vender sua imagem profissional” merece reflexão. É uma verdade que várias empresas estão demitindo já há alguns anos. Mas, como um profissional percebe sua carreira é tão importante quanto seu currículo, seja ele extenso ou enxuto. Isso porque sua auto percepção será refletida na maneira como se oferece para o mercado de trabalho. Você prioriza mais o salário e benefícios do que as atividades em si? Você fala de maneira arrogante ou humilde demais? Tudo isso estará na sua comunicação porque faz parte de seu DNA Comunicativo.
        Para procurar um trabalho é preciso saber, antes de tudo, o que se está buscando. Depois é necessário entender que empresas não são depósitos de currículos. Elas têm propósitos, metas e, de modo geral, estão em busca de profissionais como você. Mas, como a maioria dos profissionais pensou apenas em mandar um currículo fica difícil uma seleção mais “humana”.
        Não que mandar currículo seja errado, mas, deve existir um passo antes dele que é muito importante: criar um relacionamento com a empresa (ou as empresas) que deseja trabalhar. Ligue para a empresa quando ainda está empregado, diga que tem interesse em determinada posição, convide a pessoa que está interessada para tomar um cafezinho. Não especule, não minta, não seja competitivo ou faça comparações. Apenas escute e estude a empresa que está interessada. Convide-se para visitar a empresa. Assim, quando você sentir que existe a possibilidade de demissão é hora de entrar em contato com as empresas interessadas. Ou, quando sentir que você completou seu ciclo dentro da empresa atual pode fazer a transferência para outra empresa (se houver a vaga) sem o desespero de ficar sem um salário.
        No entanto, alguns profissionais podem pensar: “ah, não tenho tempo para networking!”. Bom, cada um prioriza aquilo que acha relevante na vida. No entanto, mais do que fazer networking é preciso criar um relacionamento. Sim, literalmente, criar um relacionamento. Como se fosse o início de uma nova amizade que pode dar frutos. Sem, no entanto, cair na tentação de manipular (mandar flores para a gerente de RH para conseguir alguma coisa, por exemplo). Como nos relacionamentos pessoais, o relacionamento com a empresa exige respeito, tempo, cultivo.
        Afinal, a amizade, assim como o trabalho, é daquelas coisas que tornam um ser humano melhor, não é mesmo? Por que, então, você vai apenas mandar um currículo?


Don’t send curriculum

        Being unemployed and in need of work is one of the most intolerable feelings for humans. When you need money and survival speaks louder is common professionals start out shooting in all directions.
        But strategy is never enough, especially when looking for a job. As it’s necessary to persuade a company you need to know what to say to then get the long awaited job. So send your resume (by email, for example) may not be the ideal way to achieve what you need. May represent for the person who will receive the email just a resume among many that come to the human resources department.
        The communication of "how you will sell your professional image" deserves reflection. It’s a fact that several companies are laying off some years ago. But as a professional realizes his career is so important as your resume, be it extensive or short. That's because your self-perception is reflected in the way you offer yourself to the market. Do you prioritizes the salary and benefits than the activity itself? Do you sound arrogant or too humble? All this will be in your communication because it’s part of your DNA Communicative.
        To search for a job you need to know, first of all, what you are seeking for. Then you must understand that companies aren’t curriculum’s deposits. They have purpose, goals, and, in general, are looking for professionals like you. But, like most professionals think only in sending a resume, is more difficult to do a “human” selection.
        It’s not that sending curriculum is wrong, but there must be a step before it which is very important: to create a relationship with the company (or companies) that you want to work. Call to the company when you’re still employed, say you’re interested in a certain position, invite the person who is interested to take a coffee break. Don’t speculate, don’t lie, don’t be competitive or make comparisons. Just listen and study the company that are interested. Invite yourself to visit the company. So when you feel that there is the possibility of dismissal it’s time to get in contact with interested companies. Or, when you feel that you have completed your cycle at the current company, you can transfer yourself to another company (if there is some position available) without the desperation of being without a salary.
        However, some professionals may think: "Oh, I don’t have time for networking." Well, each one prioritizes what finds relevant in life. However, more than making networking you need to create a relationship. Yes, literally, create a relationship. As if it were the beginning of a new friendship that can bear fruit. Without, however, the temptation to manipulate (send flowers to the HR manager to get something, for example). As in personal relationships, the relationship with the company demands respect, time and cultivation.

        After all, friendship and work, is one of those things that make us better human being, isn’t it? Why, then, you'll just send a resume?

Translator:




Bruna Gonçalves. 23 anos. Redatora publicitária e marketing digital. Faço freelas de conteúdo e de tradução. Pode me encontrar também no blog Não Sei se é Fome ou Tédio ou por e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


Bruna Gonçalves. 23 years old. Copywriter and digital marketing. Freelances in copywriting and translation. You can find me in Não Sei se é Fome ou Tédio’s blog or by e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com