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quinta-feira, 3 de março de 2016

Anonimato!

          

         Numa época em que as câmeras estão espalhadas por todos os cantos (inclusive nos celulares das pessoas) tem sido difícil ser um anônimo no século XXI.
        Nunca antes na história da humanidade (sempre gosto dessa frase, rssssss) foi tão fácil comunicar quem você é ou quem você pretende mostrar ser. Basta colocar umas fotos nas redes sociais, mostrar suas opiniões, compartilhar artigos, textos alheios, enfim, existe a liberdade de não apenas mostrar quem se é, mas expressar desejos, opiniões, reclamações e ofensas.
        Mas, junto com essa enxurrada de possibilidades comunicativas, outras situações são criadas. Você já tentou ser uma pessoa anônima quando todo mundo parece estar seguindo o fluxo contrário?
        Fiz um teste para entender o que ocorre quando uma pessoa busca expor menos sua comunicação (e sua imagem) nas redes sociais, tentando trabalhá-la mais pessoalmente. Como já possuo a página da minha empresa para gerenciar (https://www.facebook.com/DNAcomunicativo/)  me permiti não publicar fatos pessoais durante certo tempo no Facebook.
        A pesquisa não era para saber se é correto postar fotos nas redes sociais ou se é errado compartilhar opiniões. Não me interessa esse tipo de julgamento. Queria apenas observar.
        Depois de semanas sem postar uma única foto e apenas compartilhando artigos e informações sobre comunicação (pois esse é meu trabalho), observei que surgiram alguns comentários como: “você só trabalha?” Certa vez um cliente que me adicionou, disse: “você não tem nada no seu Facebook”?   
        O estudo sobre a comunicação nas redes sociais trouxe várias questões à tona, mas a principal delas é que o “anonimato” pode gerar estranheza. Mas, e daí?
        De certa forma, foi um alívio não compartilhar a vida pessoal no Facebook sempre que tivesse um evento pra ir, um boteco, um aniversário. A sensação que tive é que eu poderia vivenciar melhor meus encontros, sem me preocupar em mostra-lo. Como quem vive um segredinho. Outro alívio que trouxe é não ficar olhando para o celular a cada minuto para saber quem curtiu as fotos. Claro que num evento ou outro, ops, lá estava a foto. Afinal, não poderia forçar todo mundo entrar na onda do não compartilhar. E muitos nem sabiam que fazia esse estudo.
        Enfim, a constatação que tive (nesse pequeno estudo de caso, rssss) é que a vida quando compartilhada em privado e não em público pode ser muito mais divertida. E, sem sombra de dúvida, a comunicação é mais fluída, direta, mais fácil, sem tensões externas, portanto espontânea.
        Desculpa o trocadilho com a obra de Gay Talese mas, entre a fama e o anonimato, prefiro o anonimato.





Anonymity

In a time that cameras are everywhere (people’s phone include), it’s hard to be an anonymous in 21th century.
Never before in humanity’s history (I always like this sentence, rssss) was so easy to communicate who you are or who you pretend to be. Just post some pictures on social media, show your opinions, share articles, texts of others, finally, there is the freedon of don’t show just who you are, but to express wishes, opinions, complains and offenses. Talk what you want is not a problem of our time!
But, with this flood of communication possibilities, others situations are created. Have you ever tried to be an anonymous person when everybody looks to be following the oposite way?
I made a test to undestand what happen when a person try to expose less your communication (and your image) on social media, trying to work it more personal. Once I already have my company’s Facebook page to manage https://www.facebook.com/DNAcomunicativo/, I allowed myself to don’t post personal stuffs for a time.
The research was not to know if is correct post pictures on social media or if is wrong to share opinions. This kind of judgement doesn’t interest me. I just wanted to watch it.
After some weeks without post any photo and sharing just articles and informations about communication (because that is my work), I noticed that there were some comments like “do you just work?”. Once a client add me and said “don’t you have anything on your Facebook?”
The study about communication on social media has brought several issues to the surface, but the main of them is that the “anonymity” can cause awkwardness. But, and so what?
Somehow, It was a relief don’t share my personal life on Facebook always, I had an event to go, a bar, a birthday party. The feeling I had was I could live better my meetings, without worry about show it. Like who lives a little secret. Another relief was to don’t look all the time to the phone to see who liked my photos. Of course that in an event here and there, ops, there was the photo. After all, I couldn’t force everyone to do the same thing and don’t share photos. And many even know I was doing this research.
In short, the discovery I made (in this little case study, rssss) is that life when share in private and not in public can be so more fun. And, without doubts, the communication is more fluid, direct, without externals stress, so it’s more spontaneous.
Sorry the pun with Gay Talese’s work, but, between the fame and anonymity, I prefer the anonymity. 

Translator:



Bruna Gonçalves. 23 anos. Redatora publicitária e marketing digital. Faço freelas de conteúdo e de tradução. Pode me encontrar também no blog Não Sei se é Fome ou Tédio ou por e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


Bruna Gonçalves. 23 years old. Copywriter and digital marketing. Freelances in copywriting and translation. You can find me in Não Sei se é Fome ou Tédio’s blog or by e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com



Blog: http://www.fomeoutedio.com.br/                 

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