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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A comunicação está em tudo!




        Roberta sai correndo de casa, pega um pão de queijo na esquina e chega atrasada no trabalho. Uma reunião já está acontecendo. Engolindo um restinho do alimento, fica quieta tentando prestar atenção. Rabisca qualquer coisa no papel, olha três vezes o celular que não tem nenhuma notificação nova.
        Até que chega sua vez de falar. Ela não estava muito animada para essa reunião que mais parece uma formalidade, mas enfim, comenta apenas que concorda com o colega que falou há pouco.
        Depois do encontro, senta-se em sua mesa, abre o Facebook. Olha para a lista de atividades do dia e começa a ligar para os clientes. Ao telefone, troca algumas informações rasas, tenta ser simpática com os prospects e depois puxa um assunto com uma colega. Roberta pensa por que será que Ligia, a vizinha de mesa se dá melhor com os clientes. Na verdade, aos olhos de Roberta, Ligia parece ser mais bem sucedida em muitas áreas: consegue sempre que alguém a cubra quando precisa faltar; consegue deixar o filho com a sogra sem grandes prejuízos ou reclamações; se dá bem com vizinhos; tem bom relacionamento com os clientes. O que será que Lígia tem?
        Cansada dessa pergunta martelar sua cabeça, Roberta tenta uma conversa com sua colega: “Lígia, o que você tem que eu não tenho?”, brinca Roberta. Lígia sorri e comenta (ainda sorrindo): “desde que comecei a prestar atenção naquilo que falo minha vida se tornou mais fácil.”
        Atenta, Roberta escutava sem tentar opinar. Lígia, então, continuou: “eu entendi que para estar com as pessoas era preciso ser verdadeira. Estar presente mesmo, o tempo todo. Precisava entender como eu olhava nos olhos das pessoas e como conversava com elas desde o meu café da manhã até o momento que ia dormir. Como eu abordava minha família, meus colegas. De que maneira eu as ouvia (se as escutava), se eu conseguia ser clara na minha comunicação, nos meus pedidos. Se eu conseguia falar da maneira mais adequada possível para que os outros me ouvissem. Não foi fácil no começo, me sentia em autoanálise o tempo todo. Mas, com o tempo, percebi que quando nos comunicamos de verdade, de coração aberto, sem pressa, sem julgamentos, a vida se torna tão mais simples que tudo parece ocorrer de maneira fácil.”     
    Roberta, então, se pergunta: “como nunca pensei nisso se é pela comunicação que vou mostrar meus talentos e quem eu sou?”            Finalmente entendeu que a comunicação está em tudo. Ainda que na sua carreira e na vida a comunicação fosse um item lá colocado de escanteio. Agora, não mais.


Communication is on everything

Roberta gets out in a hurry of the house, takes a cheese’s bread at the corner and arrives late at work. A meeting is already going on. Swallowing what’s left of the food, she stays quiet, tries to pay attention. She scribbles anything on the paper, looks three times the phone that have no new notifications.
And then is her turn to speak. She was not very excited to this meeting that looks like a formality, but well, she commented just to agree with the colleague who spoke a moment ago.
After the meeting, she sits down on her desk, open the Facebook. Looks at her list of daily activities and starts to call to clients. On the phone, she exchanges some shallow informations, tries to be friendly and then start a conversation with a colleague. Roberta is wondering why Ligia, the colleague at next table, gets along with clients. Actually, to Roberta, Ligia looks like to be better in many aereas: she always gets someone to do her job when need to miss the work, she can leaves her son with the mother-in-law without losses or complains, she Pegets along with neighbors, has a good relationship with clients. What would have Ligia?
Tired of this question on her head, Roberta tries a conversation with her colleague: “Lígia, what do you have and I don’t?”, Roberta says kidding. Lígia smile and answer (wih the smile): “since I started watching what I speak, my life become easier”.
Roberta was listening carefully and tried not to give her opinion. Ligia, then, continued: “I understood that to be with people you had to be real. Be present even all the time. I needed to understand how I looked in the eyes of the people and how I was talking with them since my breakfast until I go to sleep. How I was talking with my family, with my colleagues. How I used to listen to them (if I really listen), if I was being clear in my communication, in my requests. If I was talking in the most appropriate way to others so they could listen to me. It wasn't easy at the beginning, I used to felt at self-analysis all the time. But, with time, I realized when we truly communicate, with open heart, without rush, without judgements, life become so much simple that everything looks to happen in a easy way”.
Roberta, then, asks herself: “how I never thought of it if it's with the communication that I will show my talents and who I am?”
Finally she understood that communication is everything. Even in your career and personal life, the communication was an item placed at the corner. Now, no more.


Bruna Gonçalves. 23 anos. Redatora publicitária e marketing digital. Faço freelas de conteúdo e de tradução. Pode me encontrar também no blog Não Sei se é Fome ou Tédio ou por e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


Bruna Gonçalves. 23 years old. Copywriter and digital marketing. Freelances in copywriting and translation. You can find me in Não Sei se é Fome ou Tédio’s blog or by e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com



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