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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Todo trabalho é um trabalho



        Rita é uma senhora de setenta e poucos anos que trabalhava num supermercado e que puxava a conversa com os clientes quando observava um ar mais tenso. “Não gostava de ficar em casa”, comentou Rita comigo para puxar assunto.
        “Então é por isso resolveu trabalhar?” – pergunto à senhora.
        “Claro que não. Todo trabalho é um trabalho.”
        Abri um sorriso concordando com Rita. E, então, ela acrescentou: “já fui gerente de banco, já vendi sorvete na praia, já tive uma pousada, mas o que gosto mesmo é o que faço no momento.”
       “Ser caixa?” – perguntei com certa curiosidade. Ela retrucou: “não, exatamente. Conversar com as pessoas.” Fazia todo sentido! Rita me fisgou de imediato e, mesmo que não notasse, me abri a uma desconhecida que cativou minha alma em pouquíssimo tempo.
       Ouvi essa frase de Rita há uns oito anos. Nunca mais a vi e confesso que nunca mais essa frase saiu da minha cabeça. Mas, por que a trago agora? E o que ela tem a ver com a comunicação?
        Bom, você já deve estar cansado(a) de ler nesse blog que a comunicação permeia o trabalho das pessoas, o tempo todo, e de quase qualquer profissional. Rita me provou que a comunicação é um agente modificador poderoso, capaz de prender a atenção até das pessoas que não estão muito a fim de papo. Mesmo sem um conhecimento profundo em comunicação ela sabia, como ninguém, a ter persuasão.
        E mais, a relação que ela tinha com o trabalho comunica a coragem dela diante da vida. Rita entendia que o importante era o momento que ela vivia com o trabalho e não um cargo em si. E como fazia aquilo com amor! E, então, aguardava diariamente, o que uma conversa, fruto de seu trabalho, poderia revelar.
        Quantas vezes alguém permite que o acaso, o destino (se preferir chamar assim) revele coisas novas, inesperadas e até mesmo melhores do que as sonhadas?   Mas, isso só ocorre quando se permite ser surpreendido, sem esperar que o trabalho vá ocorrer exatamente assim ou assado, ou que deve sair desta ou daquela maneira ou que você só conseguirá fazer um bom trabalho se tiver essa ou aquela pessoa em sua equipe.
        Rita me mostrou o contrário: todo trabalho é um trabalho. Se você tiver sorte de estar distraído apenas fazendo o seu trabalho, sem ficar pensando no seu salário, no seu próximo cargo, na sua efetivação, talvez perceba tudo aquilo que um trabalho é capaz de lhe trazer e de lhe comunicar. Nem que seja uma conversa boa numa fila de supermercado. 


Every job is a job

        Rita is a sixty something lady who used to work in a market and used to start a conversation with clients when she noticed a very tense atmosphere. “I don't like to stay at home”, she told me to bring a topic.
        “So that’s why you decided to work?” - I asked to her.
        “Definitely not. Every job is a job.”
        I started to smile agreeing with Rita. And so, she continued: “I was a bank manager, I sold ice-cream on the beach already, I used to have a inn, but what I really like is what I do in the moment”.
        “Be a cashier?” - I asked with some curiosity. She snapped: “not exactly. To talk with people”. It makes sense! Rita hooked me immediately and, even she didn’t realize, I open myself to an unknown that captivated my soul in few time.
        I heard this from Rita about eight years ago. I never met her again and I admit that this phrase never get out of my mind. But why I bring it now? And what it has to do with communication?
        Well, probably you are tired to hear communication permeates people’s work, everytime, and almost every professional. Rita proved me communication is a powerfull change agent, able to  catch attention even those people who don’t want to talk. Even without any deep communication knowledge, she knew, like nobody, to have persuasion.
        And more, the relation she used to have with her job, communicates her courage in face off life. Rita understood that the important is the moment she was living with her job and not the role itself.
        And how she used to do that with love! And daily, she waited, what a talk, the fruit of her work, could reveal. How many times someone allows that the random, the destiny (if you prefer to call like this) reveal new things, unexpected and even better than the dreamed things? But this just happen when you allow to be surprised, without expect that the job will happen exactly like this or that, or the result should be this or those or you just could do a good job if this or that person is in your team.
        Rita shows me the opposite: every job is a job. If you have luck to be distract just doing your job, without thinking about your salary, in your next role, in your effectuation maybe you’ll realize everything a job is capable to bring to you and to communicate to you. Even if it's a good conversation in a supermarket queue.

Translator:

Bruna Gonçalves. 23 anos. Redatora publicitária e marketing digital. Faço freelas de conteúdo e de tradução. Pode me encontrar também no blog Não Sei se é Fome ou Tédio ou por e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


Bruna Gonçalves. 23 years old. Copywriter and digital marketing. Freelances in copywriting and translation. You can find me in Não Sei se é Fome ou Tédio’s blog or by e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O mundo das crianças




        Passou-me pela cabeça, por esses dias, o que eu faria se tivesse oito anos. Buscava me lembrar das brincadeiras, do que gostava de fazer, do que gostava de comer (isso é fácil, eu gostava de tudo!). Lembro-me de ser uma criança saltitante, inquieta, que gostava muito de água (leia-se rio ou piscina) e natureza, com as bochechas rosadas, curiosa até dizer “chega” e que, como dizia minha mãe, eu achava que tudo ia ficar bem. Quanta energia!
       Não posso dizer que tenho mais a mesma disposição dos oito anos, afinal, quase trinta se passaram desde então. Talvez não tenha também mais o mesmo olhar sobre tudo.
        Lembro-me de ver a vida mais cor de rosa quando pequena. De amar coisas bobas como o algodão doce da feira, de brincar de elástico à exaustão, de escutar música com os priminhos, de pular muito durante as brincadeiras (como meus pais aguentavam uma criança tão saltitante?). A vida, de fato, parecia um capítulo novo a cada dia, ainda que, claro, a vida não era nada cor de rosa nem para mim nem para ninguém. Também havia brigas e discussões e competições bobas. Mas... havia o dia seguinte.
        E ainda que o mundo caísse, achava que o dia seguinte ia ser bom. Pergunto-me por que quando adulto a gente não olha pra vida com o mesmo olhar? Por que comunicamos apenas coisas sérias a nós mesmos? Muitos de nós (e já me inclui aí por tabela) se esquece de quantas vezes caiu, de quantas vezes brigou, de quantas vezes chorou quando pequenos e no dia seguinte a vida era outra. Havia o sol no dia seguinte, talvez a piscina, o cachorro-quente, a grama verde, a brincadeira na escola, o dever para fazer e o gostinho de tirar um dez.
        Em que momento amar as coisas simples da vida foi deixado de lado? Em que momento cargos, títulos e outras coisas bobas passaram a ser importantes? Por que não comunicar a maior alegria que é saborear a vida?
      Hoje, olhando para trás, penso que muitas coisas aconteceram nesses últimos trinta anos. Talvez coisas boas, talvez ruins. Mas, quando me lembro daqueles olhinhos que ansiavam por um novo dia, penso: nada tem muita relevância, de fato. Talvez tenhamos que aprender com a criança que um dia fomos, de cair e levantar, de saborear sem culpa, de sorrir por nada, de acreditar que amanhã será um dia melhor. Afinal, o que importa é apenas viver.

p.s: quer aprimorar sua comunicação? Faça os cursos on-line da DNA Comunicativo.
















The kids’ world

        It was on my mind, by these days, what I would do if I was eight years old. I tried to remember the games, what I used to like, what I used to like to eat (this was easy, I used to like everything!). I remember I was a bouncy child, restless, that used to like too much of water (river or pool by the way) and nature, with rosy cheek, curious even someone says “enough” and, like my mother used to say, I thought everything would be fine. How much energy!
        I can’t say I have the same disposal of my eight years old, after all, almost 30 years passed since then. Maybe I don't have even the same look about everything.
        I remember seeing a more pink world when I was little. Loving silly things, like the fair cotton candy, play with rubber band to exhaust, listen to music with my little cousins, jump a lot during the games (how my parents endured such a bouncy child?). Life, actually, looked like a new chapter each and every day, even of course life wasn't so pink to me neither anyone. There were fights and silly discussions . But… there was the next day.
        And even the world fall, I thought the next day would be good. I ask myself why when grow up we don’t look to life in the same way? Why we communicate just serious things to ourselves? Many of us (including me) forget how many time we fall, how many times we fought, how many times we cried when little and, in the next day, the life was other. There was sun in the next day, maybe a pool, the hotdog, the green grass, the game on school, the lesson to do and the taste of a A+.
        In which moment loving the simple things of life was left behind? In which moment the roles, titles and others silly things became more important? Why don't communicate the biggest happiness that is to delight the life?
        Today, looking back, I think that many things happened in the last 30 years. Maybe good things, maybe bad things. But, when I remember those little eyes that yearned for a new day, I think: nothing is such relevant indeed. Maybe we have to learn with the child we were one day, of fall and get up, of delight blameless, of smile for nothing, of believe that tomorrow will be a better day. In the end, what is important is to live.

Translator:



Bruna Gonçalves. 23 anos. Redatora publicitária e marketing digital. Faço freelas de conteúdo e de tradução. Pode me encontrar também no blog Não Sei se é Fome ou Tédio ou por e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


Bruna Gonçalves. 23 years old. Copywriter and digital marketing. Freelances in copywriting and translation. You can find me in Não Sei se é Fome ou Tédio’s blog or by e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com



quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Não se justifique!



  
       Quando comecei a estudar a assertividade escutei em cursos e até de pessoas interessadas no assunto, uma frase recorrente: “não se justifique.”
     Não entendia aquela frase no início, mas depois de anos trabalhando com o tema finalmente captei o real sentido dela. E mais, entendi também que quanto mais assertivo você se torna, menos justificativas concede aos outros.
        Mas, o que é se justificar? Bom, fazer uma justificativa significa dar uma explicação sobre algo que você fez, sobre uma decisão, uma escolha, um caminho e até sobre uma intenção sua.
        E qual o problema em se justificar? Criar uma justificativa para suas escolhas pode ser bastante cansativo ao longo de uma vida porque lhe tira a oportunidade de ser você mesmo(a). Pensa que chato seria ter que explicar por que você decidiu morar na cidade que mora, fazer os cursos que fez, ter os relacionamentos que tem ou teve e usar as roupas que usa. É como se sentir na espera de que alguém sempre dê um “parecer final” sobre suas decisões.
        É evidente que, em alguns momentos, qualquer pessoa terá que se justificar. Por exemplo, você terá que justificar para seu chefe quando chega atrasado. No entanto, tirando as “regras” empresariais, a justificativa tem um aspecto delicado e até doloroso.
        Observando mais profundamente, dentro da alma das pessoas, a justificativa tem um apelo de tentar agradar. Quando alguém, por exemplo, explica sua opção sexual para os outros (independentemente de qual seja essa opção), possivelmente está tentando ou agradar alguém, esperando um feedback de aceitação ou está tentando falar alto para se ouvir. Quando se fica esperando a aceitação do outro, então, a justificativa se torna um perigoso jogo afetivo (ainda que inconsciente) de pedir, pelo amor de Deus, para ser aceito(a) e amado(a).
        É muito triste analisar a justificativa por esse ponto de vista, mas quantas vezes isso já não lhe ocorreu, leitor(a)? Buscou justificar uma escolha sua, esperando o acolhimento nos olhos dos outros, que não encontrou dentro de si?
E ainda tem outro problema. A justificativa pode parecer tentadora para ganhar mais facilmente a aceitação dos outros, mas diante da negativa alheia em relação às suas escolhas, uma pessoa pode passar a vida toda buscando o acolhimento de suas ideias em braços errados. Tudo bem, ninguém é obrigado a "aceitar" as escolhas que você faz o tempo todo. Mas, às vezes se espera de pessoas que nunca vão apoiar suas escolhas, uma palavra amiga. Neste caso, a pessoa passa a ter a sensação de que está errado o tempo todo.
        A justificativa é uma bola de neve sem fim. Não importa quais sejam as suas escolhas, elas são suas! Aqueles que lhe julgam pelas escolhas que faz também têm o direito de fazer as escolhas delas. Mas, não têm o direito de julgar você pelas suas! É uma verdade que a sociedade espera que você se torne alguém rico, famoso, com uma boa carreira, que você tenha a opção sexual que as pessoas achem adequado para você e por aí vai. De verdade, acredito que as pessoas nem sabem se é isso mesmo que elas querem para a vida delas porque ninguém sabe tudo sobre suas escolhas. Elas são apenas tentativas. E não se preocupe em relação ao julgamento porque vai ocorrer! Por que, então, dar tanta bola à opinião dos outros sobre suas escolhas?
       Portanto, quando você se sentir pronto, encha sua vida de coragem e diga para si mesmo(a) quais são suas escolhas, entenda-as e ame-as, pois elas são suas. E, aceite, que é livre para ser quem é!

p.s: a possibilidade de ser você mesmo(a) é algo que sufoca as pessoas. O tema está em poemas, canções, em cartas entre os primeiros estudiosos da Psicologia, mas também está ali na esquina quando alguém fala para você: "liga não, bobo. Siga sua intuição." 

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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O medo do amor



                Digo que quando uma pessoa tem uma guarda muito alta, daquelas que fica se defendendo o tempo todo, é porque tem medo do amor. Claro que essa é uma constatação minha, sem nenhuma teoria científica envolvida. Mas, de certa forma, ela faz sentido.
        Não é incomum encontrar em conversas do dia-a-dia pessoas que me surpreendem ( e talvez lhe surpreendam, leitor) agressivamente ao serem abordadas com perguntas simples. Como, por exemplo, “você vai àquela festa?” E a pessoa responde: “por que pergunta?”
        Não estou aqui para questionar a defensiva de cada pessoa até porque seria um trabalho interminável para uma vida inteira. Se você não sabe o que lhe faz ter uma defensiva alta talvez eu não seja a melhor pessoa para descobrir. Mas, o que acho interessante na defensiva é que ela é gerada por um sentimento que nem sempre é real. Quer dizer, é real para a pessoa que sente que foi invadida com uma pergunta, abordagem ou até mesmo com o comentário de alguém e que lhe soou como uma ameaça. E é aí se defende. Mas, será que essa pessoa quis lhe agredir mesmo?
        Quando se acha que alguém disse algo para lhe ferir é sinal de se está esperando ser ferido, de alguma maneira, em algum momento. Mas, nem sempre as pessoas falam coisas para agredir alguém. Isso pode ser apenas um jeito seu de encarar as coisas. E, talvez, esteja com medo até das coisas boas. Por exemplo, já lhe ocorreu de alguém ser gentil com você e duvidar da boa vontade da pessoa achando que quer algo em troca?
        Acredito que existem algumas pessoas que estão com medo de muitas coisas nesse momento e por isso se defendem: medo de serem agredidas, medo de ficarem para trás ou parecerem bobas (num ato mais competitivo), medo de não se igualarem aos demais (também num ato competitivo) e aí ficam se defendendo. Não é preciso temer o tempo todo. Basta acreditar que nem sempre as pessoas se expressam da melhor maneira.
        E mais!  Temer os atos de amor que alguém possa lhe oferecer é como acreditar que só há pessoas interesseiras nesse mundo.  Se você, caro leitor, está encarando os fatos a partir dessa perspectiva, talvez seja hora de acalmar o seu coração e dar uma chance para o amor e não temê-lo. Não tenha receio de encontrar o amor nas pequenas e grandes coisas. Não tenha receio de ser surpreendido por alguém.
        E sim, talvez existam ainda aqueles que querem lhe agredir de alguma forma. A esses você pode demonstrar amor, abrindo um sorriso, oferecendo uma ajuda ou simplesmente entendendo que aquela pessoa que lhe agride não está pronta para o amor.
        Mas, isso não lhe impede de, simplesmente, amar. Não é mesmo?


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         The fear of love

        I usually say when a person has a very high guard, who is always defend himself, is because has fear of love. Of course this is my observation, without any scientific theory involved. But in a certain way, it makes sense.

        It’s not unusual find in routine conversations people who surprise me (and maybe surprise you too, reader) aggressively when approached with simple questions. Like, for example, “will you go to that party?” and the person aswers “why you’re asking?”.

        I’m not here to question the defensive of each person even because this would be an endless job for whole life. If you don’t know what makes you have a such high defensive, maybe I’m not the right person to figure it out. But what I think is interesting in the defensive is that it’s generate in a feeling that isn’t always real. I mean, it’s real to the person who felt invade by a question, approach even by a comment of someone and it sounded like a threat. And it’s in that moment he defended. But does this person really want to attack you?

        When you think someone said something to hurt you is a sign that you’re waiting to be hurt, somehow in some moment. But it’s not always that a person says something to attack the other. This can be just a way to face the things. And maybe you have fear even of the good things. For example, have you ever doubted of someone who was kind to you just because you thought he wanted something back?

        I believe there are some people who are afraid of many things at this moment so they defend themselves: fear of being beaten, fear of being left behind or look silly (in a more competitive way), fear of not equate to the other (also a competitive way) and they're defending themselves. No need to fear all the time. Just believe that people do not always express themselves in the best way.

        And more! Fear love's acts of anyone who can offer to you is like believing that there are only self-serving people in this world. If you, dear reader, is facing the facts from that perspective, it might be time to calm your heart and give a chance to love and not fear it. Don't be afraid to find love in small and big things. Don't be afraid of being surprised by someone.

        And yes, maybe there are those who want to hurt you in some way. To those you can demonstrate love by opening a smile, offering help or simply understanding that this person who attacks you is not ready for love.

        But this don't stop you from simply love. Do it?



Bruna Gonçalves. 23 anos. Redatora publicitária e marketing digital. Faço freelas de conteúdo e de tradução. Pode me encontrar também no blog Não Sei se é Fome ou Tédio ou por e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


Bruna Gonçalves. 23 years old. Copywriter and digital marketing. Freelances in copywriting and translation. You can find me in Não Sei se é Fome ou Tédio’s blog or by e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com