Marcadores

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Olhos da desconfiança


                Lembro-me de um amigo muito querido (e de quem confio muito) ter me dito que a beleza está nos olhos de quem vê. Achei meio bobo o que disse, num primeiro momento. Parecia um argumento rápido para um elogio que eu havia feito a ele, como quem diz “que isso, bonita é você”.
        Depois de certa convivência ouvi a frase mais vezes e passei a adotá-la também como minha. Não porque achei de “efeito”, mas porque, de fato, faz todo sentido. Não, ele não estava se esquivando de aceitar um elogio. Apenas reforçando que a maneira como se olha para as pessoas é algo que está na mente de cada um.
        Num mundo imediatista onde as pessoas são pré-definidas (feia, bonita, alta, baixa, rica, pobre, bem sucedida ou fracassada), na velocidade em que postam suas fotos nas redes sociais, é incomum enxergar as pessoas pelo o que elas são em essência. A análise rápida é no mínimo superficial, para não dizer perigosa.
        É aí que a frase do meu amigo faz todo sentido: se alguém observa a bondade (ou beleza) no outro é porque existe esse sentimento dentro de si. E o mesmo vale para o oposto: se você enxerga a maldade, o ódio, o ressentimento no outro é porque você também reconhece esses sentimentos dentro de você. Basta escolher “como” você quer enxergar aquela pessoa. É comum também as pessoas dizerem que fulano é assim ou assado (quase sempre taxando como bom ou ruim), sem antes observar o quanto os sentimentos estão em seus olhos (ou melhor, em seu coração). Ninguém é somente bom ou ruim.
        É o que chamo de olhos da desconfiança, que é quando se faz um julgamento em relação a uma pessoa pautado em critérios pessoais (e até coletivos) sem dar a chance para a pessoa mostrar um outro lado. Não que se deva confiar cegamente nas pessoas e contar seus segredos a qualquer um. Não estou dizendo isso. Nem que você precise conviver com pessoas das quais desconfia, afinal confiança não nasce do dia para a noite.
Mas, é possível sim ter um olhar mais compassivo, amoroso e até conciliador com aqueles dos quais se desconfia. Basta você tentar enxergar tal pessoa de outra maneira, pautado no entendimento de que aquilo que enxerga no outro você reconhece também dentro de si.
        Um movimento que, no mínimo, pode gerar uma tolerância maior em relação aos outros, fazendo comunicar o melhor de si. Afinal, você já sabe: “a beleza está nos olhos de quem vê”. Você somente enxerga as falhas dos outros? E o que seu coração está querendo comunicar para você?

p.s: que tal aprimorar sua comunicação? Faça os cursos on-line da DNA Comunicativo.




Mistrust eyes

        I remember a dear friend (whom I trust a lot) that told me the beauty is in the eyes of whom see. I thought silly what he said at first. It looked like a quick argument to a compliment I’ve done to him, like whom says “oh no, beuty is you”.
        After some coexistence I heard the phrase more often and began to embrace it as well as my own. Not because I thought that had an “effect”, but because indeed it makes sense. No, he wasn't dodging of accept a compliment. Just reinforcing that the way we look at people is something that is in the mind of each one.
        In a immediatist world where people are predefined (ugly, beautiful, tall, short, rich, poor, sucessfull, looser), the speed they post their photos in social medias, it’s unusual to see people for what they are in essence. The quick analysis is at least superficial, to don’t say dangerous.
        At that moment my friend’s quote makes sense: if someone notes the kind in the other is because there is this feeling inside. And the same for the opposite: if you see the badness, the hate, the resentment in the other is because you recognize this feelings inside yourself too. Just choose “how” you want to see that person. Is usual to people say too that someone is like this or like that (often marking like good or bad), without note before how this feelings are in your eyes (better, in your heart). No one is just good or bad.
        This is what I call of mistrust eyes, when you make a judgement about someone based in your personal criteria (and even collective) without given the chance to that person to show another side. It’s not that you have to blindly trust and tell all your secrets to anyone. I’m not saying that. And neither you need to live together with people you don’t trust, after all trust doesn't come from day to night.
        But it’s possible to have more compassionate, lovely and even conciliatory eyes wich whom you mistrust. You just need try to see this person in another way based in what you recognize inside yourself.
        A movement that at least can generate more tolerance in relation to others, making communicate the best of yourself. After all, you already know that “the beauty is in the eyes of whom see”. Do you see just the failures from othes? What your heart is trying to communicate to you?

Translator:


Bruna Gonçalves. 23 anos. Redatora publicitária e marketing digital. Faço freelas de conteúdo e de tradução. Pode me encontrar também no blog Não Sei se é Fome ou Tédio ou por e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


Bruna Gonçalves. 23 years old. Copywriter and digital marketing. Freelances in copywriting and translation. You can find me in Não Sei se é Fome ou Tédio’s blog or by e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


3 comentários:

Adorei, é isso mesmo, a beleza está nos olhos de quem vê.

Olá, Edmar. Pelo menos eu acredito nisso. Um excelente restinho de ano para você!

Olá, Edmar. Pelo menos eu acredito nisso. Um excelente restinho de ano para você!

Postar um comentário