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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Na minha opinião..




        Não é preciso dizer que se está vivendo numa época em que os pontos de vista são permitidos. Tão poucas vezes na história da humanidade foi possível expressar aquilo que se pensa diariamente e sobre qualquer assunto, na velocidade que se é permitido opinar.
        Basta acessar as mídias sociais para se ter “a comprovação” disso. Uma passada rápida de olhos em sua timeline, já se percebe diversas opiniões a respeito de inúmeros assuntos.
        Essa sensação de liberdade total de expressão, no entanto, nem sempre traz junto a quem se expressa a possibilidade de entendimento de que uma opinião é apenas uma opinião.
        E existem alguns detalhes interessantes a ser observados a respeito da opinião. Um deles é que um ponto de vista nem sempre encontra pontos de vistas parecidos. E aí é que a comunicação pode entrar num abismo sem fim.
        É comum as pessoas acreditarem que aquilo que elas pensam é a “verdade sobre a vida”. Você foi criado assim, com seus dogmas, forma de ser, agir e pensar. E, então, você encontra alguém com quem precisa dialogar (no trabalho, por exemplo) e aí começa a perceber que aquela pessoa não tem as mesmas convicções que você. Não tem o mesmo ponto de vista, nem o mesmo entusiasmo pelo assunto, se quer tem uma opinião para suas observações. E, então, esse não compartilhamento de opiniões lhe soa como uma indiferença. Mas, calma, essa é apenas sua opinião.
        Diálogos assim podem gerar certo constrangimento a quem não está acostumado com as diversidades de opiniões. Quando alguém não entende sua opinião não quer dizer que está contra você. Quando alguém não aceita sua opinião, não significa também que está contra você. Significa, na verdade, que a forma como você entende o mundo (e as coisas do seu mundo) não é a mesma que determinada pessoa. Isso seria tão simples se fosse assim entendido. Mas, é claro, as relações humanas são menos simples que essa constatação em si.
        E, então, o que ocorre muitas vezes é que ao perceber que alguém não está de acordo com a sua opinião, logo é entendido como alguém que você deva persuadir. Veja, às vezes é necessário persuadir a pessoa com quem você está dialogando. Principalmente, quando a opinião alheia pode ser um risco para aquele quem fala. Sua opinião pode servir de alerta. Por exemplo, “amigo sei que você adora fumar, mas não seria hora de parar?”
        No entanto, esse limiar entre um alerta e forçar com que as pessoas tenham a mesma opinião que você, é muito tênue. E o fazer com que as pessoas engulam seu argumento é um dos principais motivos que levam as ruídos de comunicação. E, tem horas, que à discórdia mesmo.
        Você não se aborrece quando alguém tenta lhe impor uma opinião que é contrária àquela que você possui? Então, por que seria diferente com aquele com quem você dialoga?
        É evidente que opiniões diferentes da sua podem engrandecer seus argumentos, discurso, vocabulário. Enfim, podem ser de grande valia quando não impostas pelo outro.  Aliás, acredito que opiniões contrárias sempre engrandecem. Mesmo que demore alguns anos para entendê-las.
        Portanto, não tente convencer alguém de que aquilo que você acha adequado para você é interessante para os demais.
        E uma maneira de saber se você não está sendo invasivo(a) é perguntar: posso lhe dar minha opinião?
         Já pensou se fosse assim também nas mídias sociais?


Tranlation:
In my opinion...

Saying that we live in an age when one can express their points of view is not necessary. Few times in history it has been possible to truly express what daily comes to our mind about any topic and at the speed that it has been happening.
Just access the social media to have such “confirmation”. Have a quick glance at your timeline and you’ll see people sharing different viewpoints over anything.
Still, this overall freedom of expression sensation does not always come with the open mindedness of those who express it that an opinion is, after all, just an opinion.
Over more, there are several interesting detail to be observed about opinions. One of them is the fact that a viewpoint does not necessarily match another, and that’s when communication might face an endless chasm.
Usually people believe that whatever they think is the “ultimate truth”. You’ve been raised like this, with your dogmas, your ways of being, acting and reasoning. Therefore, whenever you come across anyone who you need to talk to (at work, for instance) that’s when you start realizing that he or she does not think the way you do. That someone does not share the same points of view, nor enthusiasm about the topic as you do even if you wish to have an opinion towards your observations. And, then, this process of sharing opinions feels hollow and indifferent to you. Take it easy, I mean, that’s just your opinion.
Dialogs like this might trigger awkward situations to anyone who isn’t used to the diversity of opinions. When someone does not understand your opinion, does not mean that that someone is against it, or against you. Actually, it means that the way that you see the world (and whatever comes within it) is different from the world that the other one sees. This would be so simple if it were understood as such. Obviously, human relationships are far less simple than that finding.
What happens very often is that when anyone realizes that they don’t share the same point of view, well, you must persuade. See, sometimes this is necessary, mainly when that opinion is a risk to the one who’s giving it. Your opinion could be an warning, such as “buddy, I know you love smoking, but, don’t you think it’s time to quit?”
 Anyways, this thin and blurred line between an warning and making the people share the same viewpoint as yours is very complicated. What makes people “gulp down” your opinion and argument is one of the main reasons that generates noise towards any conversation. Sometimes, it triggers discord.
 Don’t you get upset when anyone attempts to impose an opinion which goes against yours? So, why would it be different to those whom you dialog with?
 It’s clear that different opinions may enlarge and enrich dialogs and conversations, even vocabulary. It might be absolutely delightful when not imposed. By the way, I believe that opposite opinions always enlarge and enrich anything. Even if it takes time to understand them.
 Therefore, don’t try to convince anyone that what you believe as interesting and important should be believed as such to anyone else.
  A nice way so that you can be aware if you’re not being invasive is asking: “May I give you my opinion?”
  Could you imagine this happening over the social media?



Translator:


Pedro Proniewicz. 22 years old. Word lover, law student and dweller of an amazing world.
Pedro Proniewicz. 22 anos. Amante das palavras, estudante de direito e habitante de um mundo incrível.

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