Marcadores

Cursos

Treinamento para falar bem na mídia, palestras, reuniões e vídeo aulas.

Comunicação como ferramenta

Conheça os benefícios de uma comunicação mais eficiente.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Mais amor, por favor!

        O discurso pronto de que o mundo precisa de mais amor está em quase todos os lugares e que se vá.  Desde propagandas de refrigerantes a marcas de roupas e até bancos têm utilizado do discurso de que o mundo precisa sim de mais amor. Pessoas falam sobre o amor nas ruas, nas redes sociais, no boteco.
        Todos querem o amor. Quem não deseja uma fagulha de amor no seu dia, seja de sua família ou um amigo querido que lhe estende a mão numa hora de necessidade?
        Quem não quer o amor?
        Mas, o que é o amor que todos desejam?
        Acredito que existem pontos de vista divergentes sobre o amor e que, por isso, o amor é tão discutido. Em vez de senti-lo, muitos preferem debate-lo como se, ao falar sobre o amor, fosse possível atingi-lo. Talvez algumas pessoas necessitam teoriza-lo para, então, senti-lo.
        Particularmente, acredito que as pessoas esperam receber amor muito antes de doa-lo. Não sei, exatamente, qual a equação do amor entre dar e receber, mas, de coração, entendo que seria mais fácil se as pessoas parassem de olhar o amor como algo inatingível e que alguém deva trazer de fora. Você é o amor, então, comece a amar!
        Ame as pessoas que você não conhece e cruza na rua. Ame seus colegas de trabalho. De verdade! Ame-os e agradeça a experiência de tê-los a seu lado, ainda que alguns não retribuam a seu amor.
        Ame dentro e fora do trabalho. Mas, enquanto estiver no trabalho abra seu coração para as boas experiências. Nem todas serão boas, então, se apegue as boas.
        Ame aquele seu amigo que lhe alfineta nas redes sociais. Mostre para ele o que é o amor. Talvez ele não saiba.
        Ame aqueles que tentam lhe depreciar. Pois, se precisam diminuir alguém, não possuem amor para dar nem para si mesmo, muito menos para os outros.
        Ame aqueles que lhe são cordiais.
        Ame seus amigos que lhe amam com todos seus defeitos.
        Ame sua manicure que cuida tão bem de você. Ame seu porteiro. Ame as pessoas que lhe ajudam a ter uma vida melhor, seja uma amiga, um parente, um médico.
        Ame seus vizinhos. Nada mais delicioso do que formar novas famílias.
        Ame aqueles que você conhecerá um dia e que lhe acalmarão seu coração.         Ame aqueles que você não tem certeza que ama. Mas, tente.
       Ame com os olhos da compaixão, ame com seu coração, ame com suas palavras.
        Ame o amor que tem dentro de você e, então, você verá que aquilo que você diz sobre o amor nem de longe é o que você pode sentir como amor. E quando cada um de nós (me incluo nisso) entender que o amor está em nós e não no mundo, aí, então, não será preciso aclamar por “mais amor, por favor”.  Você agora também entende que pode ajudar a transformar o mundo num lugar repleto de amor.
        Basta amar. 


p.s: a tradução desse post ocorrerá nos próximos dias.

      

         

sábado, 25 de julho de 2015

Reuniões eficientes



       Volta e meia o assunto “reuniões” aparece nesse blog. Não é à toa. Boa parte dos e-mails que recebo refere-se justamente a esse tema. A dúvida dos leitores não é apenas sobre o que deve ser dito ou não nas reuniões, mas o propósito delas: para que serve uma reunião?
       É necessário voltar um pouco no tempo para entender a utilidade das reuniões. Muito antes dos escritórios surgirem e o trabalho ser organizado como atualmente, as pessoas se reuniam em praça pública (e também em teatros de arena) para trocar conhecimentos. E, por que não, técnicas de trabalho. A função das reuniões nada mais era do que encontros (muitas vezes informais, sem haver uma convocação hierárquica), para debater assuntos e, de certa forma, se chegar à possíveis conclusões.
        Um espírito mais espontâneo tomava conta das reuniões. O que, dificilmente, se percebe nas reuniões da atualidade. Um dos motivos para que esses encontros corporativos percam seu caráter de “debate” é o tempo. Não há mais tempo para se “perder” com inferências.
        O fato é que mesmo naquelas reuniões onde há foco, nem sempre há um resultado esperado ou conclusões. Portanto, o tempo não é o único ponto a ser observado numa reunião, mas todo o contexto que a envolve.  Vou citar alguns itens que valem a pena ser pensados muito antes de se iniciar uma reunião.
1) Sua reunião tem um propósito?
        Essa é uma pergunta que deve ser feita por qualquer pessoa que marque uma reunião. Se o seu tema é de caráter informativo, não seria melhor fazer esse “comunicado” por e-mail, telefone, mural ou outra plataforma de comunicação? Lembre-se, tirar as pessoas de suas tarefas para comunicar algo pode ter um efeito colateral e tanto: parecer que sua ideia é apenas a de “se aparecer” no trabalho.
2) Se tem um propósito, quem deve participar?
        Quando se tem um assunto mais abrangente, como metas, por exemplo, criam-se reuniões com 20, 30 até 50 colaboradores. É importante refletir, nesse caso, quais departamentos precisam, de fato, participar ou se não seria interessante criar pequenas reuniões sobre o mesmo assunto para departamentos diferentes.
3) Conduza com maestria.
        Nem de longe conduzir com maestria significa falar sem parar e não deixar os colaboradores participarem. Significa que você vai traduzir com objetividade e sensatez todos os detalhes a serem pontuados. Por isso, faça um roteiro antes, com tudo o que for preciso dizer e treine em casa a apresentação dessa reunião. Cronometre o seu tempo de fala e quanto tempo você terá para as possíveis perguntas de seus colaboradores e chefes.
4) Saiba ouvir, mas conduza seu rebanho.
        Boa parte das pessoas que conduz reuniões tem muito receio do que vá escutar. É natural do ser humano querer fugir de conflitos e opiniões discordantes. Mas, no mundo corporativo esses conflitos vão existir sempre. Portanto, é hora de saber administrar o que se escuta e aprender a pontuar.  Ouça atentamente o que as pessoas dizem, perceba suas expressões faciais, seu tom de voz, suas escolhas de palavras e tente não ser reativo ainda que já saiba a resposta. Quando a pessoa terminou de falar você, então, pode concluir: “esse é um ponto de vista que veio a acrescentar, por isso vamos pensar nesse argumento.” Ou, é possível dizer também: “entendo seu ponto de vista, no entanto, o que nos apresenta nesse momento não é uma solução imediata, mas de longo prazo.” Enfim, você saberá quais argumentos caberão para validar o que foi dito. Mas, nunca desconsidere a opinião alheia, porque ela é válida sim. E se não for válida, é preciso dar um feedback assertivo do motivo desse argumento não ser válido.
        Quem conduz uma reunião, também pode ter receio de que os assuntos se percam e a reunião acabe se tornando uma farofa. Para que isso não ocorra, é preciso lembrar o seu “rebanho” do tema central em discussão. Então, por exemplo, se assuntos paralelos surgiram, você pode dizer: “pessoal, esse assunto é interessante, mas gostaria de hoje focar apenas no assunto x.”
        Com essas dicas simples é possível conduzir suas reuniões com mais eficiência e, por que não, até espontaneidade? Agora, é com você!


p.s: esse tema faz parte de um curso on-line da DNA Comunicativo. Se quiser adquiri-lo, acesse o banner abaixo:



Traslation:
Efficient Meetings
        Every now and then the subject "meeting" appears in this blog. It is not for nothing. A great number of the e-mails I receive refers precisely to this issue. Our readers want to know not just about what should be said or not at the meetings, but their purpose: what’s a meeting for?
        We need to go back in time to understand the usefulness of the meetings. Long before the offices arise and work got organized as it is nowadays, people would gather at the public squares (and in the arena theaters) to exchange knowledge. And, as well, work techniques. The role of the meetings was nothing more than meetings (often informal, with no hierarchical call), to discuss issues and, in a way, to come to possible conclusions.
        A more spontaneous spirit was in the meetings. What, hardly can be seen nowadays. One of the reasons why these corporate events lose their character of "debate" is the time. There is no time to "lose" with inferences.
        The fact is that even in those meetings where there is focus, not always there is an expected result or conclusion. Therefore, time is not the only thing to note in a meeting, but the whole context that surrounds it. I will name a few items that are worth much thought before starting a meeting.
1) Is there a purpose to your meeting?
        That is a question that must be asked by anyone who wants to set an appointment. If your theme is for information only, wouldn’t it be better to make this "statement" by e-mail, telephone, or other communication platforms? Remember that getting people out of their jobs to report something may have a harsh side effect: it looks like your idea is just to "show off" at work.
2) If there’s a purpose, who should attend to it?
When you have a broader subject, such as goals, for instance, set up the meetings for 20, 30 to 50 employees. It is important to reflect, in this case, which departments need, in fact, to participate or whether it might be interesting to create small meetings on the same subject for different departments.
3) Lead it masterfully.
Leading a meeting masterfully does not mean talking nonstop and not let employees participate. It means that you will translate objectively and sensibly all the details to be discussed. So, make a script before, with everything you need to say and practice at home the presentation of the meeting. Time your talk time and how long you have for potential questions from employees and bosses.
4) Learn to listen, but leads his flock.
        A great amount of those who are leading meetings are afraid of what they might listen to. It is human nature to avoid conflicts and dissenting views. But in the business world these conflicts will always exist. So it's time to learn to manage what is heard and learn to discuss. Listen carefully to what people say, realize their facial expressions, their voice, the words they choose and try not being reactive, even when you already know the answer. When a person finishes speaking you can then conclude: "this is a nice point of view, so we’ll take it under consideration." Or, you can also say: "I understand your point of view, however, what you’re giving us time is not an immediate solution, but a long-term one." Anyways, you know what arguments will be suitable to what was said. Yet, never disregard the opinion of others, because it is worthy. And if not worthy, you need to give an assertive feedback why the opinion was not so.
        Who leads a meeting may also be afraid that the issues might get lost and the meeting ends up into a mess. To avoid this, you must remind those who are attending the meeting about its central theme under discussion. So for example, if side issues arise, you might say, "guys, this subject is interesting, but let’s focus only on the subject x, shall we?"
        With these simple tips you can conduct your meetings more efficiently and, even more spontaneously? Now it's up to you!


Translator:

Pedro Proniewicz. 22 years old. Word lover, law student and dweller of an amazing world.
Pedro Proniewicz. 22 anos. Amante das palavras, estudante de direito e habitante de um mundo incrível.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Na minha opinião..




        Não é preciso dizer que se está vivendo numa época em que os pontos de vista são permitidos. Tão poucas vezes na história da humanidade foi possível expressar aquilo que se pensa diariamente e sobre qualquer assunto, na velocidade que se é permitido opinar.
        Basta acessar as mídias sociais para se ter “a comprovação” disso. Uma passada rápida de olhos em sua timeline, já se percebe diversas opiniões a respeito de inúmeros assuntos.
        Essa sensação de liberdade total de expressão, no entanto, nem sempre traz junto a quem se expressa a possibilidade de entendimento de que uma opinião é apenas uma opinião.
        E existem alguns detalhes interessantes a ser observados a respeito da opinião. Um deles é que um ponto de vista nem sempre encontra pontos de vistas parecidos. E aí é que a comunicação pode entrar num abismo sem fim.
        É comum as pessoas acreditarem que aquilo que elas pensam é a “verdade sobre a vida”. Você foi criado assim, com seus dogmas, forma de ser, agir e pensar. E, então, você encontra alguém com quem precisa dialogar (no trabalho, por exemplo) e aí começa a perceber que aquela pessoa não tem as mesmas convicções que você. Não tem o mesmo ponto de vista, nem o mesmo entusiasmo pelo assunto, se quer tem uma opinião para suas observações. E, então, esse não compartilhamento de opiniões lhe soa como uma indiferença. Mas, calma, essa é apenas sua opinião.
        Diálogos assim podem gerar certo constrangimento a quem não está acostumado com as diversidades de opiniões. Quando alguém não entende sua opinião não quer dizer que está contra você. Quando alguém não aceita sua opinião, não significa também que está contra você. Significa, na verdade, que a forma como você entende o mundo (e as coisas do seu mundo) não é a mesma que determinada pessoa. Isso seria tão simples se fosse assim entendido. Mas, é claro, as relações humanas são menos simples que essa constatação em si.
        E, então, o que ocorre muitas vezes é que ao perceber que alguém não está de acordo com a sua opinião, logo é entendido como alguém que você deva persuadir. Veja, às vezes é necessário persuadir a pessoa com quem você está dialogando. Principalmente, quando a opinião alheia pode ser um risco para aquele quem fala. Sua opinião pode servir de alerta. Por exemplo, “amigo sei que você adora fumar, mas não seria hora de parar?”
        No entanto, esse limiar entre um alerta e forçar com que as pessoas tenham a mesma opinião que você, é muito tênue. E o fazer com que as pessoas engulam seu argumento é um dos principais motivos que levam as ruídos de comunicação. E, tem horas, que à discórdia mesmo.
        Você não se aborrece quando alguém tenta lhe impor uma opinião que é contrária àquela que você possui? Então, por que seria diferente com aquele com quem você dialoga?
        É evidente que opiniões diferentes da sua podem engrandecer seus argumentos, discurso, vocabulário. Enfim, podem ser de grande valia quando não impostas pelo outro.  Aliás, acredito que opiniões contrárias sempre engrandecem. Mesmo que demore alguns anos para entendê-las.
        Portanto, não tente convencer alguém de que aquilo que você acha adequado para você é interessante para os demais.
        E uma maneira de saber se você não está sendo invasivo(a) é perguntar: posso lhe dar minha opinião?
         Já pensou se fosse assim também nas mídias sociais?


Tranlation:
In my opinion...

Saying that we live in an age when one can express their points of view is not necessary. Few times in history it has been possible to truly express what daily comes to our mind about any topic and at the speed that it has been happening.
Just access the social media to have such “confirmation”. Have a quick glance at your timeline and you’ll see people sharing different viewpoints over anything.
Still, this overall freedom of expression sensation does not always come with the open mindedness of those who express it that an opinion is, after all, just an opinion.
Over more, there are several interesting detail to be observed about opinions. One of them is the fact that a viewpoint does not necessarily match another, and that’s when communication might face an endless chasm.
Usually people believe that whatever they think is the “ultimate truth”. You’ve been raised like this, with your dogmas, your ways of being, acting and reasoning. Therefore, whenever you come across anyone who you need to talk to (at work, for instance) that’s when you start realizing that he or she does not think the way you do. That someone does not share the same points of view, nor enthusiasm about the topic as you do even if you wish to have an opinion towards your observations. And, then, this process of sharing opinions feels hollow and indifferent to you. Take it easy, I mean, that’s just your opinion.
Dialogs like this might trigger awkward situations to anyone who isn’t used to the diversity of opinions. When someone does not understand your opinion, does not mean that that someone is against it, or against you. Actually, it means that the way that you see the world (and whatever comes within it) is different from the world that the other one sees. This would be so simple if it were understood as such. Obviously, human relationships are far less simple than that finding.
What happens very often is that when anyone realizes that they don’t share the same point of view, well, you must persuade. See, sometimes this is necessary, mainly when that opinion is a risk to the one who’s giving it. Your opinion could be an warning, such as “buddy, I know you love smoking, but, don’t you think it’s time to quit?”
 Anyways, this thin and blurred line between an warning and making the people share the same viewpoint as yours is very complicated. What makes people “gulp down” your opinion and argument is one of the main reasons that generates noise towards any conversation. Sometimes, it triggers discord.
 Don’t you get upset when anyone attempts to impose an opinion which goes against yours? So, why would it be different to those whom you dialog with?
 It’s clear that different opinions may enlarge and enrich dialogs and conversations, even vocabulary. It might be absolutely delightful when not imposed. By the way, I believe that opposite opinions always enlarge and enrich anything. Even if it takes time to understand them.
 Therefore, don’t try to convince anyone that what you believe as interesting and important should be believed as such to anyone else.
  A nice way so that you can be aware if you’re not being invasive is asking: “May I give you my opinion?”
  Could you imagine this happening over the social media?



Translator:


Pedro Proniewicz. 22 years old. Word lover, law student and dweller of an amazing world.
Pedro Proniewicz. 22 anos. Amante das palavras, estudante de direito e habitante de um mundo incrível.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Um discurso para chamar de seu

       


    Quando Martin Luther King fez seu discurso em Washington, enfatizando “I have a dream”, criou uma mensagem que seria eternizada. Talvez as gerações mais recentes não se lembrem, mas Luther King se tornou um símbolo na luta pela paz, numa época de conflitos políticos, interesses díspares e preconceito à flor da pele.
        Décadas depois e com muito mais tecnologia, a busca pelos direitos de homens, mulheres e crianças pode ser expressa por qualquer um. Todos são Luther King. A busca por direitos de igualdade está na timeline das redes sociais de muitos e a sensação é de que há uma tentativa de tornar um mundo melhor.
        Pelo menos nas redes sociais. Mas, e fora dela?
        Levantar bandeiras se tornou um senso comum na atualidade. Não que as pessoas não devam fazer, pelo contrário. Quanto mais ativistas lutando por causas reais, mais chances de se realmente ter um mundo melhor. Mas, esse é um assunto que merece atenção e um pouco mais de profundidade.
        Quem não gostaria de viver num mundo melhor, repleto de paz, seria um tolo. No entanto, a força da mudança expressa em bandeiras só faz sentido quando, realmente, a intenção vira uma ação. Não estou dizendo que quem levanta bandeiras não tem a intenção de mudança. Nada disso.
        No entanto, como diz o ditado “de boas intenções, o inferno está cheio.” De fato, é preciso abraçar as causas, não no sentido de lutar a todo custo, de chegar a ferir alguém para defender uma causa. Não é com a violência e agressão que se chega a sensação de igualdade, não é mesmo?
        Mas, é preciso sim ir além do discurso. Se você veste a bandeira contra a homofobia, transmita em seu comportamento diário o sentimento de igualdade. Se você defende o direito dos negros, seja um exemplo da inclusão.
        Mais do que isso, buscar uma bandeira é acima de tudo, fazer uma reflexão sobre si mesmo. Você pode lutar pelo direito dos animais, mas como tem lidado com seus vizinhos? Você pratica o julgamento para aqueles que estão ao seu lado, mas defende o direito das mulheres de terem mais tempo de licença maternidade?  A paz não é um caminho unilateral. A paz não está em uma única causa. Como diria Gandhi “não há caminho para a paz, a paz é o caminho.” E, então, quando se abraça uma causa é hora de olhar o caminho que se traça para sua paz. Mas, acima de tudo, é hora de olhar para si e se perguntar: “o que devo mudar em mim para ajudar a tornar um mundo melhor?”
        Buscar um mundo melhor não deve ser expresso apenas em bandeiras. Um mundo melhor não é mais um sonho, como dizia Luther King. É uma possibilidade real que deve começar por uma avaliação sobre nós mesmos.




quinta-feira, 2 de julho de 2015

E-mail, de vilão a mocinho

      

    Quantas vezes um e-mail que você mandou retornou com uma resposta estranha?
        Ou melhor, quantas vezes um e-mail que você enviou voltou com uma resposta?
        Entre todas as ferramentas de comunicação, o e-mail é um dos que mais apresenta possibilidades de erro. Isso porque, ao contrário do telefone, o e-mail não possui tom de voz. Esse é o motivo também pelo qual as mídias sociais são um campo minado para interpretações equivocadas.
        Mas, elas ainda são uma ferramenta menos utilizada do que o e-mail nas corporações. O bom e velho e-mail ainda é uma das ferramentas preferidas das empresas. Pena que as companhias nem sempre percebem sua importância. É comum, por exemplo, conflitos surgirem após e-mails que deveriam ser uma troca simples de informações.
     Portanto, um e-mail bem escrito deveria ser uma regra nas empresas. E, acima de tudo, ter um propósito bastante claro.
        Mas, como escrever um bom e-mail?
      Um bom e-mail possui clareza para quem escreve e para quem vai ler. Quem escreve deve perceber, acima de tudo, que aquilo que é claro para si, nem sempre é nítido para quem lê. Então, preste atenção em alguns detalhes muito simples, mas relevantes na elaboração de um e-mail.
Tenha um bom título
        Boa parte das pessoas não abre um e-mail por causa do título. Títulos muito genéricos como “reunião” ou “contabilidade” podem não traduzir muito sentido para quem lê. Faça um título que já indique sobre o que se trata. Por exemplo, “reunião de metas” é um título melhor que apenas “reunião.” Tome cuidado, apenas, para não criar um título muito grande.
Coloque um assunto por e-mail
    Infelizmente, as pessoas estão lendo cada vez menos, principalmente no Brasil. Não dê margem para que seu e-mail seja lido pela metade. Então, seja sucinto em sua mensagem, direto, mas educado e gentil. Se precisar escrever sobre mais de um assunto, então crie outro e-mail.
Assuntos delicados não devem ir para o e-mail
        Vale lembrar que e-mail não é consultório de Psicologia. Por isso, se você tem algum assunto delicado não o faça por e-mail. Temas como demissão, fazer um pedido urgente ou qualquer coisa que vá envolver um sentimento negativo, evite o e-mail.
Brigas, jamais!
        Não é necessário dizer que brigas por e-mail nunca devem acontecer. Se você está chateado (e até irado) com alguém no trabalho, converse pessoalmente. Se isso não é possível, telefone. Mas, não use o e-mail para troca de ofensas e grosserias. Se alguém encaminhou um e-mail grosseiro para você, se levante e vai conversar pessoalmente com o “agressor”.
Leia seu e-mail em voz alta
         Você criou um e-mail e está se sentindo seguro da mensagem que escreveu. Que bom! Então, antes de enviá-lo é hora de ler a mensagem em voz alta (alto para você, não é necessário ler para todos os que estão a seu redor). Você não repara, mas quando recebe um e-mail escuta uma voz interna (a sua) que vai narrando o e-mail na sua cabeça. Ler o e-mail em voz alta antes de mandar é entender o ritmo de sua escrita, se está mesmo compreensível para quem vai ler, se necessita de alguma alteração ou se não está dando um peso desnecessário a uma mensagem simples.
        Agora, é só enviar seu e-mail. Simples assim.
       

p.s: gostou desse texto? Ele faz parte do curso on-line chamado E-mail, de vilão a mocinho. Clique no ícone, abaixo, para saber mais sobre como escrever e-mails e fazer o curso completo.