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Conheça os benefícios de uma comunicação mais eficiente.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Entrevista de emprego

      


       Um dos maiores desafios de quem procura um emprego é saber o que falar para conquistar o seu próximo “chefe”. Existe uma série de situações que podem atrapalhar o desempenho do candidato durante a entrevista. Um desses fatores é não saber o que dizer sobre si mesmo, talentos ou desempenho em empregos anteriores.
        Muitos falam que ficam nervosos ao fazer uma entrevista. De fato, quando alguém precisa de um trabalho para sua sobrevivência ou expansão profissional, é comum que o nervosismo possa tomar conta naquele momento em que se está com o “entrevistador”. Afinal, a entrevista, muitas vezes tão simples, “tem que dar certo”.
        Então, se você procura por um trabalho ou almeja um emprego melhor, é hora de prestar atenção na sua comunicação. Uma das maneiras de se controlar o nervosismo durante a entrevista de emprego é, justamente, usando a comunicação a seu favor, fazendo com que a comunicação mostre quem você é e como pode contribuir com a vaga tão sonhada. Mas, o importante, é fazer isso sem parecer arrogante.
        A dica número um é: treine em casa o seu discurso. Sem medo se sentir ridículo. Estude bem a vaga que está buscando, selecione os atributos que vão ser condizentes com o novo trabalho e crie um discurso linear sobre seus talentos.
          Mas, o que é um discurso linear?
       Bom, quando se está sendo testado, uma das primeiras coisas que as pessoas fazem é aumentar suas competências para tentar ser competitivo para aquela vaga. Ou ainda, pode acontecer o contrário: o profissional se sentir demasiadamente intimidado com o entrevistador (que nem sempre é simpático) e acabar se esquecendo de seus atributos para a vaga.
        Então, estude (e seja honesto com você mesmo) a respeito de como você pode colaborar com aquela empresa, enumerando algumas de suas competências. Por exemplo, se você almeja um cargo operacional, estude um discurso sobre suas experiências anteriores e se estruture com informações sobre os benefícios de seu desempenho para seu antigo emprego. Bem como se sua função nova exige idioma específico, é hora de treinar mais um pouco essa entrevista no idioma pedido. Se você busca um cargo de chefia, por exemplo, estruture um discurso sobre a liderança e como está acostumado a lidar com sua equipe. De que maneira realiza a motivação, como auxilia nos problemas, como fornece feedback.
        E, depois de fazer esse levantamento, faça uma simulação dessa entrevista com alguém de sua confiança. Mas, não alguém muito bonzinho (como a melhor amigo ou companheiro). Pense naquele colega de trabalho que você confia e simule a entrevista, nem que seja on-line (por Skype, por exemplo) com ele. E melhor, grave com o seu celular a sua simulação de entrevista.
        Feito isso, é hora de analisar seu desempenho: como foi o seu discurso? Como observa seu tom de voz? De que maneira se portou diante das perguntas mais “difíceis”?
    É muito importante observar uma coisa: diante do comportamento provocativo do entrevistador (se ele ocorrer) não seja reativo. Os profissionais estão cada vez mais (infelizmente) acostumados a lidar com perfis de pessoas que nada ajudam no andamento de uma empresa. Então, a entrevista não é o momento de você demonstrar irritação. Use a elegância para as saias justas. E, se você perceber que as provocações estão indo muito além do que imaginava, é hora de pensar se quer mesmo a vaga nessa empresa, pois, se o entrevistador é uma pessoa agressiva, como será sua rotina?
        E um detalhe também importante: anote todos os tipos possíveis de perguntas e peça para o seu entrevistador de simulação fazê-las. Assim, você está preparado para imprevistos.
        Lembre-se, sua comunicação não é apenas aquilo que você fala, mas um conjunto de fatores comunicativos que irão denunciar quem você é, como o tom de voz, as expressões faciais, a escolha das palavras certas, o modo assertivo que lida com as situações limites e, também, postura corporal. Sabendo disso, agora é hora de praticar para sair tudo certo na hora da entrevista.
          Uma boa sorte! 

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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Comunicação num mundo real



        Era uma vez um mundo perfeito onde tudo aquilo que era dito era compreendido de imediato. Não havia equívocos, nem ruídos, nem qualquer mal entendido.
        Talvez, caro(a) leitor(a), você já tenha tido vontade de morar nesse mundo. Então, preciso lhe dizer: ele mora dentro de você! Isso mesmo. Não se assuste e nem tente encontra-lo em alguma parte do corpo. Apenas, está em você.
        Como assim? – você pode me perguntar.  Sei que parece romântico e até pouco prática a afirmação. Mas, na verdade, a boa comunicação é simples e viável. E ela não se faz sem a observação daquele com quem se está falando.
        Um dos motivos pelos quais os ruídos de comunicação existem é que boa parte das pessoas se comunica acreditando que aquilo que está dizendo é perfeitamente claro para quem está ouvindo. Falar sem analisar contextos, sem trazer exemplos que o outro vá compreender, sem ser empático, são caminhos fáceis para que os problemas de comunicação apareçam.
        Vou trazer um exemplo para ilustrar: é muito comum pessoas  que atuam em profissões que têm um linguajar próprio acabarem levando esse linguajar para as situações cotidianas. Mas, muitos não percebem que quem não tem essa linguagem não tem obrigação de entendê-la. E, então, muitas vezes provocam um desentendimento sem querer.
        E quando eles ocorrem, alguns ainda se irritam porque o outro não entendeu o que se disse. Não se irrite. Quando alguém se comunica, deveria dialogar de um modo compreensível e colaborativo, permitindo que a mensagem seja captada imediatamente pelo outro. E mais, se quiser ter certeza de que a pessoa lhe entendeu, pergunte de um modo tranquilo: “você entendeu o que eu disse”? Não custa nada perguntar, né?
         Portanto, antes mesmo de sair de casa, acione o seu mundo da comunicação eficaz: esteja atento ao que você irá dizer. E, ao dialogar, se certifique que o outro entendeu o que você disse. E, se o outro não entendeu, não se zangue. Afinal, falar e ouvir (de verdade, ouvindo sem julgamentos, preconceitos ou ansiedade) são práticas que tem horas que são esquecidas e que devem, claro, ser colocadas em prática.
            Quem sabe o seu mundo real não se torna um pouco mais prático também, né?


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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Use a comunicação a seu favor

        


       Não é todo mundo que repara que a comunicação pode ser um instrumento e tanto para o bom relacionamento no trabalho. É a comunicação que mostra (como se fosse um moldura) quem realmente cada um é. Formada pelas expressões, o tom de voz, o uso das palavras, a expressão corporal, tudo isso compõe o ser humano, atribuindo a ele características transparentes.
        A comunicação está em todos os cantos do trabalho. Está no cafezinho, na mesa de trabalho, na troca de olhares ora complacentes, ora não. Não há vida numa empresa sem a comunicação. Então, por que não fazer bom uso dela?
        Quando um país passa por um momento de insegurança, como na atualidade, é comum perceber o medo dos profissionais verbalizado em queixa. Aumenta também o estresse e as relações podem se tornar mais difíceis, afinal os ambientes ficam mais competitivos. E, é nessa hora que é preciso ter um olhar mais observador em relação a sua comunicação.
        A primeira dica é “não vá armado para o trabalho” (leia-se, pronto para a briga). Boa parte das pessoas tem a defensiva muito alta, principalmente quando estão num ambiente competitivo. Demonstrar que você está armado para qualquer situação pode gerar mais estresse. Então, seja cordial. Chegue no trabalho distribuindo sorrisos, cordialidades. E não seja reativo à primeira provocação. Lembre-se, ser gentil é uma das maneiras mais deliciosas de expressar o seu melhor.
        Outra dica muito simples é não seja você o pessimista. Se você quer encontrar soluções para “passar” pelo momento de crise do país ou da sua empresa, não é desaforando palavras ruins que você vai conseguir. Pelo contrário. Então, saia de perto dos pessimistas e tente sempre mostrar e ver o lado bom das situações.
        Uma sugestão que vale a pena em qualquer situação (principalmente as de tensão) é “não faça um inimigo por acaso.” Muitas pessoas pensam que podem falar tudo aquilo que vem a cabeça. Quando as pessoas estão numa situação de estresse qualquer frase dita fora de contexto pode gerar conflito (e até revolta). Você não quer isso, certo? Então, pense muito bem no que vai falar.
        E, apesar disso, tente manter a espontaneidade. Ninguém gosta de trabalhar com colegas que não conseguem dividir uma piada. Mesmo num momento de tensão, permita-se rir, tente manter o ambiente tranquilo e, por que não, até relaxado?
        É importante também levar em conta que por mais relaxado que se esteja não se pode relaxar com o seu trabalho, muito menos com sua escrita e fala. Então, nada de escrever aquele e-mail dizendo “a maioria vão”. Lembre-se: seu chefe lhe contratou por suas competências e, é claro, quer que você não escorregue nem gramática, nem na fala.
        E, muito importante: tenha noção de como é que você se comunica. Peça feedback a colegas que você confia. E se você tiver alguma dificuldade, como de apresentação, coordenação de uma reunião ou até e-mails que geraram ruídos (ainda que sem intenção) é hora de investir na sua comunicação. Sem medo do que irá encontrar pela frente porque, afinal, sua comunicação é o melhor que você pode comunicar de você mesmo.

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quinta-feira, 4 de junho de 2015

O inferno são os outros?

        Maurício é um cara tranquilo de pouco mais de quarenta anos. Ama andar de bicicleta e aprendeu a ter uma vida mais saudável, quando se mudou para um bairro distante do agito. Frequenta a feirinha de orgânicos e joga futebol com os amigos no campo do bairro. Tem uma namorada linda (com quem se uniu recentemente), um cachorro e uma coleção de bolinhas de gude que guarda desde a infância.
        É um cara feliz, pode-se dizer assim. Tem os pais jovens que também cultivam hábitos saudáveis (ex-hippies). Possui o trabalho dos sonhos, é reconhecido e bem pago. Ao final do dia, leva uma baguete no bagageiro da bicicleta para comer com a sopa que sua esposa fez.
        Mas (sempre há um mas), um belo dia, Maurício descobre que será substituído no trabalho. Alguém mais novo e com menos talento vai ocupar a vaga que sonhou desde a faculdade. Então, aborrecido, volta pra casa, sem a baguete (naquele dia), xingando a todos e a tudo. “Como assim, isso acontece comigo?” – pensa Maurício. Justo ele que, até então, parecia ser um ativista da paz, um cara do tipo sem inimigos.
        Cabisbaixo, Maurício passa a semana trancado em casa, se sentindo derrotado, pensando no que fará agora de sua vida. Sem digerir o que aconteceu, busca encontrar respostas. Passa os canais da televisão sem se importar. E, aquela sensação de vida cheia se esvazia como um balão de ar de uma festa infantil.

    E, então, só então, Maurício percebe que sua paz estava atrelada a uma série de coisas que não a si mesmo. A felicidade estava em algo externo, como se fosse possível mensurá-la. Felicidade de ter, obter, estabelecer. No entanto, bastou tirar um dos itens da “coleção de coisas” de Maurício para seu sonhado mundo desabar.
        Que paz é essa? Maurício talvez faça parte de um time de pessoas que acredita que a paz é a ausência de conflitos, que é tudo aquilo que dá certo sem obstáculos. Mas, onde está a paz se há obstáculos pelo caminho?
        Maurício, então, pensou um pouco e entendeu que ele conseguiria sobreviver num outro trabalho. Melhor, pensou que, de repente, era hora de ter uma empresa, um brechó de brinquedos antigos. E, aos poucos, sua paz retomou.
        Foi, então, que percebeu que a paz está dentro de si, apesar das estranhezas da vida. E que os obstáculos ajudam a comunicar a paz que tanto busca. Sem, desta vez, recorrer a Sartre (“o inferno são os outros”), Maurício se permitiu não mais se sentir excluído, se sentir julgado, permitiu-se apenas estar em paz!


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