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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Que ridículo!

          Você é ridículo? Talvez seja. E qual o problema?
          O que é ridículo para você?
        Ser ridículo pode ser aquela coisa engraçada que você faz sem perceber. Uma mania boba, um jeito estranho de lidar com os fatos, uma “mandinga” antes de fazer alguma coisa.
        É evidente que existem outras conotações, mais sérias, para a palavra ridículo. Guerras são ridículas! Qualquer forma de agressão é completamente desnecessária e, portanto, ridícula. É ridículo aquele que fere por meio das palavras. Ridículo é aquele que não deixa o outro se expressar. É ridículo qualquer coisa que tire o equilíbrio de um ambiente harmônico.
        Quero se você preste atenção na primeira definição de ridículo. Porque quando se é ridículo em alguma situação é porque, de certa forma, algo saiu do seu normal. E normal, você sabe, ninguém é.
        Por isso, gosto de dizer que o lado ridículo de cada um pode trazer surpresas interessantes. Em um mundo onde a seriedade predomina e que para ser “alguém” é preciso lutar por uma série de coisas (ou passar a vida lutando mesmo), o ser ridículo ficou meio que deixado de lado.
        “Mas, por que, em plena quinta-feira eu devo lembrar do meu lado ridículo?” – você pode me perguntar.
        Quando você tinha sete anos e fazia muitas coisas ridículas, seus pais, irmãozinhos, parentes e a tia da escolinha considerava você o máximo. O que aconteceu com o seu lado ridículo, desde então? Com certeza, não teve mais o mesmo sucesso.
        Talvez na faculdade você tenha se lembrado dele em algum momento. Ou, naquela festa de poucos amigos em que cantou Sidney Magal ao lado da fogueira, se sentindo Sandra Rosa Madalena.
É que sair do normal pode ser confundido com muitas coisas, atualmente (e diagnosticado por muitas pessoas que acessam a internet). Tempos idos, quando alguém tomava umas cervejinhas a mais e dançava lambada com a vassoura ao som de Beto Barbosa era considerado normal. Coisa de quem tomou umas a mais.
        Hoje em dia, se você fizer isso, pode ser taxado de carente, alcoólatra, não merecedor de nenhum crédito no dia seguinte. Só porque você saiu "fora da casinha"! Rsssss.
        O que será que tem de tão ruim em sair fora do normal? Calma, não estou dizendo que a humanidade deva enlouquecer e ficar, todos, "fora da casinha". Mas, proponho que você observe seu lado ridículo vez ou outra, sem se recriminar. Explico: se colocar sob vigilância durante muito tempo, cumprindo ordens e sendo somente aquilo que a sociedade espera de você vai lhe deixar louco. Então, para não entrar em loucura, sugiro que cada um se comunique, um pouquinho, com seu lado ridículo.
      Esse estado de espírito mais alegre, divertido, pode trazer relaxamento e até fazer com que saia de um momento de tristeza ou tensão.
        Não importa qual seja o seu jeito ridículo, o importante é deixar acontecer. Quando estou muito chateada, por exemplo, ridiculamente imagino que estou recebendo o Oscar, no banho. Faço aquele discurso de agradecimento e tudo mais. A toalha representa aquele longo vestido vermelho da Lanvin que ainda terei. Óbvio que não ganharei o Oscar, afinal, não sou atriz. Uma pena, pois meu discurso já está pronto. Rssssss. Eu sei que é ridículo, mas é o meu ridículo que me tira do lado mais chato da vida, quando necessário.
        Entre meus atos ridículos está também o de escovar os dentes antes de escrever textos. Porque, claro, quando escrevo, converso com alguém (sim, você que está lendo). Pode parecer ridículo, mas ajuda muito na limpeza das ideias.
        Brinco que o ridículo é um momento que saiu certo, mas que ninguém esperava que fosse dessa forma. Então, é identificado como estranho ou ridículo mesmo. Mas, e daí? E se foi legal?
        Portanto, hoje, em plena quinta-feira, convido você a levar seu lado ridículo para tomar um sorvete, dançar na fila do supermercado, cantar no elevador, gargalhar em praça pública ou receber o Oscar.
        Faça o que quiser (com um pouquinho de bom senso, claro. Não me vai sair pelado porque pode ser preso). Mas, comunique-se com seu ridículo! Pode ser revigorante. E, com certeza, será ridículo!


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