Marcadores

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Cinco passos que facilitam sua comunicação



       Você não quer ter um bom dia? Muita gente que deseja um dia maravilhoso, no entanto, não entende como (ou não pretende) contribuir para que isso ocorra.
        Digo nos cursos, palestras e até para clientes, que não existe mais espaço para caprichos nesse mundo. Em um ritmo ditado pelas coisas (e até pessoas) volúveis, se não se entra na dança corre-se o rico de ser retirado da roda. Observe mais facilmente esse movimento no ambiente de trabalho, onde a rotatividade de pessoas é cada vez mais crescente. E isso se deve a vários fatores. Um deles, sem sombra de dúvidas, é que a empresa não agradou o funcionário ou o funcionário não agradou a empresa. As pessoas (e coisas) são substituídas numa velocidade incrível.
        A comunicação na sociedade dos tempos de hoje (ah, como gosto do termo “hipermoderna” de Gilles Lipovetsky) é rápida, imediatista, volúvel e, por que não, leviana. Não quero entrar muito no mérito do quão rasa ela pode ser em várias situações, nos relacionamentos e até nos empregos. Acredito, no entanto, que cinco passos simples no seu dia vão facilitar, e muito, sua comunicação. Mas, por que eu iria querer tornar minha comunicação mais simples, você pode estar se perguntando, caro leitor. Bom, a resposta para esse questionamento é o primeiro passo.
        Você é responsável pela sua comunicação.
        Entenda a frase acima e todas as situações do seu dia irão mudar. Não é mágica. Assumir toda a responsabilidade sobre aquilo que se fala (e como se fala) é um passo importante para mudar sua realidade, porque lhe coloca em situação de vigilância (não o tempo todo, mas principalmente nos momentos em que você poderia falar aquela bobagem e repensa: “ops, melhor não”). Assumir o que vai falar ajuda-o a escolher bem suas palavras; ajuda a parar de ser reativo e a buscar ser assertivo em todas as situações. Observe também que eu disse para você assumir o que você diz, mas não o que os outros entenderam. Afinal, cada um entende como quer.
         Ao acordar, respire.
      As pessoas mal abrem o olho, já checam o e-mail, ligam a televisão (que com certeza tem uma tragédia para mostrar – vou abrir um parêntese dentro desse parêntese: sou comunicadora com formação jornalística e boa parte da minha vida estive nas redações. Respeito o trabalho dos meus colegas. No entanto, acredito que uma pausa ao acordar pode fazer “mais bem” do que assistir a um desabamento, por exemplo). Lembre-se de acordar com calma, tente lembrar sobre o que sonhou, tome um banho, faça sua higiene, tome um café e, aí sim, abra o e-mail ou ligue a televisão. Vive-se hoje um excesso de informações oriundas das mais diversas plataformas de comunicação. Você não vai morrer se ler o e-mail depois de respirar fundo e tomar um banho. Tente reservar esse tempo matinal. Pode ser revelador.
        Perceba seu humor.
       Você tem problemas? Ah, bem-vindo ao clube! Você pode estar com TPM, endividada(o), brigada(o) com o(a) namorado(a), chateada(o) com a(o) amiga(o), com o carro batido, o filho com febre, se achando gorda(o), enfim, poderia fazer uma lista infindável de problemas. Porque, mesmo quando a gente não tem problemas, acha que tem, não é verdade?
        Então, vou lhe contar uma historinha. Certa vez, num dia muito triste da minha vida, conversava com uma amiga (muito, muito querida) e então eu disse: “acho que nunca mais serei feliz.” (que tolinha!) E, então, a amiga me disse: “quando perdi meu filho, achei que nunca mais iria ser feliz. Mas, vi que ainda tinha muita vida para se viver. Mesmo com aquela dor que cortava meu coração, tinha que trabalhar e cuidar de outros filhos. Aprendi a guardar minha dor numa gavetinha quando saía de casa. Me permitia ter um dia tranquilo e só lembrava da dor quando chegava em casa.”
        Diante daquela história, engoli o choro e entendi que o humor é uma escolha, que a felicidade é uma escolha, mesmo diante da dor. Portanto, observe seu humor antes de sair de casa, em vez de “descontar” nas pessoas sua raiva, ódio, ressentimento ou tristeza, verbalizando aquilo que sente.
        Vamos manter a educação?
       Esse é o quarto passo mais importante para sua comunicação. Tudo bem que na atualidade as pessoas começam uma conversa pelo Whatsapp e terminam pelo Facebook ou por e-mail. Mas, nenhuma conversa vai valer a pena se você se esquecer da sua educação. Falo de educação, não etiqueta.
        Palavras educadas são utilizadas para estabelecer diálogos cordiais entre pessoas. “Bom dia”, “boa tarde”, “olá”, “licença” e “por favor”, infelizmente, estão caindo em desuso. “Obrigada”, então, parece ter ficado no século passado. Quanta ingratidão, rssss.
        Na verdade, como “acionar” as pessoas ficou muito fácil, muita gente acredita que os outros têm obrigação de ter uma resposta imediatamente. Não, não, isso não é uma verdade. É apenas a sua falta de educação mesmo.            
          Deixe as pessoas falarem sem interromper.
        Treine seu ouvido para ouvir o que seu interlocutor está falando. Caso contrário, irá ouvir pela metade, fará julgamentos precipitados e não deixará que o outro se expresse, por mais bobagem que pareça que o outro esteja falando. Aliás, por que todo mundo tem que ter a mesma opinião? Deixe as pessoas discordarem de você. Mas, esse é um assunto para outro post. Por hora, esses cinco passos estão de bom tamanho para tornar sua comunicação cada vez melhor.







1 comentários:

Alloyse, bom dia! Não, não acordei agora. 'Tava 'respirando' pra recuperar o bom-humor um tanto abalado nesses tempos bicudos. Que artigo de 'responsa'. Com a maior assertividade: tenho absoluta certeza que ajudará na comunicação de muita gente "fina, elegante e sincera"! Vai pro meu 'bloguinho', ah "Vai-Vai"...

Postar um comentário