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Comunicação como ferramenta

Conheça os benefícios de uma comunicação mais eficiente.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Tolerância

   

     Tolerância, essa é a palavra de ordem para esse momento. Numa Era em que a informação prevalece, a comunicação parece ser fácil, mas, na verdade, comunicamos pouca tolerância.
        Por isso, esse foi o tema que escolhi para encerrar os posts desse blog de 2015. Tolerância não significa postar mensagens de paz no Facebook. Ela está atrelada a comportamentos individuais expressos em palavras e que são oriundos dos sentimentos que carregamos.
        Já reparou que nem sempre somos tolerantes? Ou somos tolerantes com uns, mas não com outros? Será que somos tolerantes nas redes sociais? A tolerância não apenas comunica os sentimentos de nossos corações, mas expõe aquilo que não sabemos lidar direito. Preconceito, medos e até certa preguiça de conviver com os outros são fatores decisivos para nossa tolerância ou falta dela.
        Mas, por que a tolerância é tão importante? Bom, se você acha que está morando num mundo pacífico talvez esteja em Marte. Mais do que nunca o mundo pede paz. As pessoas saem para pedir paz nas ruas em protestos sem perceber que todos nós podemos promover a paz. Basta abrirmos nossos corações e demonstrarmos todo o amor que podemos ter aos outros, sem o receio de sermos piegas, bobos ou de sermos passados para trás.
        Existe muito amor dentro de nós. Sim, aquele que anda guardado em nossos corações, atrás daqueles nossos inimigos conhecidos como a vaidade e o medo (e muitos outros) e que nos impedem de simplesmente viver e tolerar. 
        E tolerar significa rever como nos sentimos e porque escolhemos tais sentimentos. Brinco que se vários tsunamis devastassem a Terra e tivéssemos a escolha de dizer umas últimas palavras, tenho certeza que muitos de nós aproveitaria esse momento para simplesmente dizer: eu lhe amo.
        E podemos trazer essa sensação para o presente toda vez que odiamos alguém. Você odeia mesmo? Você acha que NUNCA vai ficar em paz com essa pessoa ao seu lado? Então, tente a tolerância. Busque olhar diferente para as pessoas e as situações. Mas, antes busque ser tolerante consigo mesmo, entendo suas imperfeições, seus receios.
        É hora, mais do que nunca, de apostar no amor. Num amor que nem sempre percebemos que temos, mas que a urgência faz florescer em nós, olhando mais compassivamente a quem somos e respeitando aos outros.
        Gandhi estava certo: “não há caminho para a paz. A paz é o caminho.” E a tolerância é pista mais certeira para esse caminhar, com menos julgamentos, menos culpas atribuídas, com menos expectativas projetadas e com muito mais amor.
        Que possamos fazer um 2016 muito mais tolerante. Um grande abraço e até fevereiro!


p.s: torne sua comunicação um diferencial. Faça os cursos on-line da DNA Comunicativo. 




Tolerance

Tolerance, this is the order word for this moment. In a period that information prevails, communication seems to be easy, but, actually, we communicate few tolerance.
Therefore, this is the topic I chose to close the posts of 2015. Tolerance doesn’t mean to post peace messages on Facebook, It’s linked with individual behaviors expressed in words and they coming of feelings we have.
Have you ever note we aren’t tolerant all the time? Or we’re tolerant with some, but don’t with others? Are we tolerant on social medias? The tolerance doesn’t communicate just our feelings on our heart, but it exposes what we don’t know how to deal. Prejudice, fears and even a certain laziness of live with others are decisive factors for our tolerance or lack thereof.
        But, why tolerance is so important? Well, if you think you’re living in a peaceful world, maybe you’re living at Mars.More then never the world asks for peace. People go to streets to ask peace without realize that all of us can promote peace. Just open our hearts and demonstrate all the love we have for others, without the fear of being corny, silly or being taken advantage of.
        There is so much love inside us. Yes, that one that is stored in our hearts, behind those our enemies known as vanity and fear (and many others) and that prevent us from simply live and tolerate.
        And tolerate means reviewing how we feel and why we choose such feelings. I joke that if several tsunamis devastate Earth and we had the choice to say a few last words, I'm sure many of us would take advantage of that moment to just say: I love you.
        And we can bring that feeling to every time we hate someone. Do you really hate? Do you think that will NEVER be at peace with that person next to you? So try tolerance. Try to look different to people and situations. But rather seek to be tolerant with yourself, understand yours imperfections, accepting yourself.
        It's time, more than never, to bet on love. A love that we don’t always realize we have, but that urgency does flourish in us, looking more sympathetically to who we are and respect others.
        Gandhi was right: "there is no way to peace. Peace is the way. "And tolerance is the more accurate clue to this walk, with fewer judgements, less guilt attributed to lower expectations and with more love.

        I hope we can make 2016 much more tolerant. You and me together. A big hug and until February!


Translator:


Bruna Gonçalves. 23 anos. Redatora publicitária e marketing digital. Faço freelas de conteúdo e de tradução. Pode me encontrar também no blog Não Sei se é Fome ou Tédio ou por e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


Bruna Gonçalves. 23 years old. Copywriter and digital marketing. Freelances in copywriting and translation. You can find me in Não Sei se é Fome ou Tédio’s blog or by e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com








quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

A lista do seu coração

       


       Quando chega o final do ano, geralmente fazemos aquela lista interminável de “coisas” que queremos para o ano seguinte. E comunicamos nossos desejos mais profundos ou mais superficiais mesmo.
        Não há nenhum problema em querer coisas, afinal é isso que nos mantém vivos. Observo, no entanto, que às vezes a lista de desejos nem sempre nos leva a sentirmos de fato realizados. Você já deu uma olhadinha em sua lista de desejos? Então, convido você a fazer esse exercício antes mesmo de iniciar a sua nova lista do que quer para o ano que vem. E, para tanto, é preciso entender melhor o que está em seu coração.
        Alguns vão defender a ideia de que a razão é o que nos rege. Pode até ser. Mas, lá no fundo, nosso coração é o que nos leva a optar por esse ou aquele caminho. Quando ouvimos apenas nossa razão durante uma escolha podemos nos sentir enganados e até mesmo traídos por nós mesmos! “Como não percebi tal coisa antes?” Vou trazer um exemplo: conheci uma pessoa que tinha um sonho de fazer um curso fora do país. Passou no teste e foi. Até aí, tudo bem! Mas, não se sentia feliz. Então, perguntei por que se sentia infeliz já que estava realizando o sonho de sua vida e a resposta foi direta: “fiz isso racionalmente porque era bom pro meu currículo. Lá no fundo, queria estar perto dos meus amigos e familiares.” Adivinhe o que aconteceu? A pessoa não concluiu o curso e voltou para perto dos amigos.
        Não há escapatória! Por melhor que seja o planejamento de sua vida (ter um trabalho incrível, um salário bacanão, um namorado bonito, um carro do ano) o desejo somente será uma realização, de fato, quando passar pelo crivo do seu coração. Então, é hora de se comunicar verdadeiramente com ele.
        Antes de fazer isso, preciso adverti-lo(a): não é assim que a sociedade entende as coisas. As pessoas acham que você deve ser isso ou aquilo e cumprir expectativas o tempo todo. Bom, diante do exemplo acima, não preciso dizer que a felicidade não reside em “cumprir padrões.” Tenho certeza que você (assim como eu) já fez meia dúzia de coisas na vida apenas para agradar aos outros. Então, pergunto-lhe: o que lhe faz feliz?
        Sugiro que até o final do ano tire um tempinho para você e anote num caderno suas lembranças mais felizes. O que lhe fazia feliz cinco anos atrás? É o mesmo que lhe faz feliz agora? Seu coração quer jogar futebol? Quer fazer aula de ballet? Quer estar perto de amigos queridos? Quer um filho(a)?
        Anote, sem receio, do que virá! E comunique-se verdadeiramente com seu coração. Assim, sua lista tende a ser um caminho um pouco mais fácil pra felicidade. Lembro-me de uma frase de um livro de Elizabeth Gilbert, em que ela dizia algo assim: “se você tiver coragem de largar tudo aquilo que é confortável e sair em busca da verdade, ela não lhe será negada.”

        E, isso, caro(a) leitor(a) somente seu coração lhe dirá! 

p.s: aprimore sua comunicação fazendo os cursos da DNA Comunicativo.


Your heart’s list

        When it’s the end of the year, we usually do that endless list of “things” we want to the next year. And we communicate our deepest wishes or even more surperficial.   

        There are no problem to want things, after all it’s what makes us alive. I observe however that sometimes our wishes’ list not always take us to feel performed. Did you see your wishes’ list already? So, I invited you to do this exercise before you do your new list for the next year. And is necessary to understand what is in your heart.

        Some will defend the idea that the reason is what governs us. Maybe it is. But, in the deep, our heart is what takes us to decide for this or that way. When we listen only to our reason in a decision moment, we can feel cheated and even betrayed by ourselves! “How I didn’t realize this before?”. I’ll take an example: I met a person who has the dream to study in another country. He passed in the exam and went. Until then, ok! But he wasn’t happy. So I asked him why he was unhappy once he was living the dream of his life and the aswer was direct: “I did this rationally because was good to my curriculum. In the deep, I wanted to be close of my family and friends”. Guess what happened? This person gave up and came back to be close of his friends.

        There is no scape! No matter how good is your life planning (have an incredible job, an awesome salary, a handsome boyfriend, the car of the year) the wish just will be an achievement indeed when it pass to the heart approval. So it’s time to truly communicate with it.

        Before you do that, I need to warn you: it’s not like that the society understands things. People find you need to be this or that and to meet expectations all the time. Well, in front of this previously example, I don’t need to say the happiness isn’t in “meet standards”. I’m sure you (as like me) have done already things just to please others. Then, I ask to you: what makes you happy?

        I suggest that until the end of the year, you take a time to yourself and take note of your happiest memories. What used to make you happy five years ago? Is it the same thing that makes you happy now? Does your heart want to play soccer? Does it want to take ballet class? Does it want to be close of dear friends? Does it want a child?

        Write without fear of what will come! And truly communicate with your heart. Thus your list tends to be a little easier way to happiness. I remember a phrase of Elizabeth Gilbert’s book, it says something like that: “if you have the courage to leave everything that is confortable and go out in search of the truth, this won’t be denied”.

        And this, dear reader, just your heart will say!



Bruna Gonçalves. 23 anos. Redatora publicitária e marketing digital. Faço freelas de conteúdo e de tradução. Pode me encontrar também no blog Não Sei se é Fome ou Tédio ou por e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


Bruna Gonçalves. 23 years old. Copywriter and digital marketing. Freelances in copywriting and translation. You can find me in Não Sei se é Fome ou Tédio’s blog or by e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com



quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Respira e vai!






      Falta muito pouco para o fim do ano. Mas, a maioria das pessoas não se sente aliviada.
        Pelo contrário! Existe a sensação, no ar, de que ainda há muito o que fazer para terminar o ano: encontrar a roupa do Natal e Ano Novo, participar de todos os amigos secretos (da família, do trabalho, dos amigos), comprar presentes e lembranças, comprar “coisas para levar para a praia”, levar o carro para a manutenção, terminar os check-ups nos médicos e ainda perder os três quilos que você prometeu eliminar desde o começo do ano. Ufa! Quanta coisa.
        Se você for olhar para tudo o que precisa fazer (ou acha que precisa), talvez faltem dias na sua agenda. De duas uma: ou assume uma disciplina espartana, se enche de coragem e fôlego extra para dar conta de tudo ou simplesmente comunica a verdade a si mesmo(a): você não irá conseguir fazer tudo.
        A maioria das pessoas está fazendo as coisas sem refletir o que, de fato, quer e pode fazer, o que gera muito cansaço. Por isso, mais do que nunca, esse é o momento de usar a sua comunicação:

Diga a verdade a você mesmo(a)
        Abra sua agenda, olhe verdadeiramente para ela e escolha quais são as prioridades nesse momento. Elimine aquilo que você não vai fazer. Por exemplo, se você não vai participar de todos os amigos secretos já avise que não vai.

Saiba dizer não
        Não há nada de errado em dizer o “não”. Tudo depende de como você fala. Cuidado com o tom e também com os argumentos. Se você tem muita dificuldade em dizer não para alguém é hora de rever suas relações.

Opte pelo simples
        Muita gente quer aquela árvore de Natal que está na revista feminina, quer também comprar presentes para a família toda, quer usar aquele batom da moça da novela no Reveillon. Novamente, a dica é: faça escolhas! Mas, acima de tudo, opte pelo simples: não deu tempo de comprar o presente ideal? Leve um vinho. Não vai dar tempo de ver os amigos que moram longe? Mande um cartão de Natal bem amoroso. Quem lhe ama irá entender sua expressão de amor.

Não é hora de barraco
        No final do ano, você já sabe, muita gente quer acertar as contas com aquele parente. Escolha outro momento para fazer seus acertos afetivos. Com cansaço extra do final do ano e muito a fazer, você pode dizer coisas desnecessárias durante uma briga e dar um peso “surreal” às situações.

Respira e vai
        E, acima de tudo, respire fundo. Fale apenas o necessário e se foque no que fazer. Garanto a você que  tudo vai dar certo.

p.s: Você sabia que a comunicação mal executada é um dos principais motivos de demissão? Não saber se apresentar, não saber comunicar ideias, não estar preparado para saias justas, não saber vender um argumento, não saber expor conceitos, não ser assertivo nos conflitos. Tudo isso são armadilhas para o dia a dia. Agora você pode fazer os cursos on-line da DNA Comunicativo pagando apenas R$ 15,00 por cada curso. E mais! Além de baixar os áudios no seu tablet, celular, computador ou aparelho de mp3, ainda recebe uma apostila. Agora você não tem mais desculpa para não cuidar da sua comunicação. Click no banner para conhecer os cursos!






Breathe and go

     Lack very little for the end of the year. But almost everyone don’t feel relieved.  Otherwise, there is the feeling, in the air, that still are too much to do to finish the year: find clothes to Christmas and New Year, participate of all secret santa (from family, work, friends), buy gifts and souvenirs, buy “things to take to the beach”, take the car to the maintenance, finish the check-ups in the medical clinic and lost that three quilos you promisse since the beginning of the year. Wow! So many things.

     If you look to everything you need to do (or think you need), maybe will miss a few days in your calendar. One of two: or you assume a Spartan discipline, fill yourself with courage and an extra breathe to deal with everything or simply tell yourself the truth: you won’t be able to do everything.

     Most of the people are doing things without meditate what they want and can do indeed and that generates severe fatigue. That is why, more than never, this is the moment to use your communication.

Tell yourself the truth.

Open your schedule, look truly to it and choose your priorities at this moment. Delete what you won’t do. Like, if you won’t participate in all secret santa, tell then that you won’t participate.

Learn to say “no”.

There's nothing wrong with say “no”. Everything depend of how you say that. Watch your tone and your arguments too. If you have too much trouble in say “no” to someone, it’s time to review your relationships.

Opt for simple.

A lot of people want that Christmas Three that is on woman’s magazine, want to bought gifts for all family, want to use that lipstick of the soap opera’s lady for the Reveillon. Again, the tip is: make choices! But, above all, opt for simple: you didn’t have time to bought the perfect gift? Take a wine. You won’t have time to see those friends who live far away? Send a lovelly Christmas Card. Who loves you will understand your love expression.

This is not the time to confusion.

In the end of the year, you already know, a lot fo people want to settle accounts with a relative. Choose another moment to do your affective arrangements. With the extra fatigue of the end of the year and to much to do, you can say unnecessary things during a discussion and give a "surreal" weight to these situations.

Breathe and go

And, above all, deeply breathe. Say just the necessary and focus in what youre doing. I guarantee that everything is going to be alright.

Translator:


Bruna Gonçalves. 23 anos. Redatora publicitária e marketing digital. Faço freelas de conteúdo e de tradução. Pode me encontrar também no blog Não Sei se é Fome ou Tédio ou por e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Todo trabalho é um trabalho



        Rita é uma senhora de setenta e poucos anos que trabalhava num supermercado e que puxava a conversa com os clientes quando observava um ar mais tenso. “Não gostava de ficar em casa”, comentou Rita comigo para puxar assunto.
        “Então é por isso resolveu trabalhar?” – pergunto à senhora.
        “Claro que não. Todo trabalho é um trabalho.”
        Abri um sorriso concordando com Rita. E, então, ela acrescentou: “já fui gerente de banco, já vendi sorvete na praia, já tive uma pousada, mas o que gosto mesmo é o que faço no momento.”
       “Ser caixa?” – perguntei com certa curiosidade. Ela retrucou: “não, exatamente. Conversar com as pessoas.” Fazia todo sentido! Rita me fisgou de imediato e, mesmo que não notasse, me abri a uma desconhecida que cativou minha alma em pouquíssimo tempo.
       Ouvi essa frase de Rita há uns oito anos. Nunca mais a vi e confesso que nunca mais essa frase saiu da minha cabeça. Mas, por que a trago agora? E o que ela tem a ver com a comunicação?
        Bom, você já deve estar cansado(a) de ler nesse blog que a comunicação permeia o trabalho das pessoas, o tempo todo, e de quase qualquer profissional. Rita me provou que a comunicação é um agente modificador poderoso, capaz de prender a atenção até das pessoas que não estão muito a fim de papo. Mesmo sem um conhecimento profundo em comunicação ela sabia, como ninguém, a ter persuasão.
        E mais, a relação que ela tinha com o trabalho comunica a coragem dela diante da vida. Rita entendia que o importante era o momento que ela vivia com o trabalho e não um cargo em si. E como fazia aquilo com amor! E, então, aguardava diariamente, o que uma conversa, fruto de seu trabalho, poderia revelar.
        Quantas vezes alguém permite que o acaso, o destino (se preferir chamar assim) revele coisas novas, inesperadas e até mesmo melhores do que as sonhadas?   Mas, isso só ocorre quando se permite ser surpreendido, sem esperar que o trabalho vá ocorrer exatamente assim ou assado, ou que deve sair desta ou daquela maneira ou que você só conseguirá fazer um bom trabalho se tiver essa ou aquela pessoa em sua equipe.
        Rita me mostrou o contrário: todo trabalho é um trabalho. Se você tiver sorte de estar distraído apenas fazendo o seu trabalho, sem ficar pensando no seu salário, no seu próximo cargo, na sua efetivação, talvez perceba tudo aquilo que um trabalho é capaz de lhe trazer e de lhe comunicar. Nem que seja uma conversa boa numa fila de supermercado. 


Every job is a job

        Rita is a sixty something lady who used to work in a market and used to start a conversation with clients when she noticed a very tense atmosphere. “I don't like to stay at home”, she told me to bring a topic.
        “So that’s why you decided to work?” - I asked to her.
        “Definitely not. Every job is a job.”
        I started to smile agreeing with Rita. And so, she continued: “I was a bank manager, I sold ice-cream on the beach already, I used to have a inn, but what I really like is what I do in the moment”.
        “Be a cashier?” - I asked with some curiosity. She snapped: “not exactly. To talk with people”. It makes sense! Rita hooked me immediately and, even she didn’t realize, I open myself to an unknown that captivated my soul in few time.
        I heard this from Rita about eight years ago. I never met her again and I admit that this phrase never get out of my mind. But why I bring it now? And what it has to do with communication?
        Well, probably you are tired to hear communication permeates people’s work, everytime, and almost every professional. Rita proved me communication is a powerfull change agent, able to  catch attention even those people who don’t want to talk. Even without any deep communication knowledge, she knew, like nobody, to have persuasion.
        And more, the relation she used to have with her job, communicates her courage in face off life. Rita understood that the important is the moment she was living with her job and not the role itself.
        And how she used to do that with love! And daily, she waited, what a talk, the fruit of her work, could reveal. How many times someone allows that the random, the destiny (if you prefer to call like this) reveal new things, unexpected and even better than the dreamed things? But this just happen when you allow to be surprised, without expect that the job will happen exactly like this or that, or the result should be this or those or you just could do a good job if this or that person is in your team.
        Rita shows me the opposite: every job is a job. If you have luck to be distract just doing your job, without thinking about your salary, in your next role, in your effectuation maybe you’ll realize everything a job is capable to bring to you and to communicate to you. Even if it's a good conversation in a supermarket queue.

Translator:

Bruna Gonçalves. 23 anos. Redatora publicitária e marketing digital. Faço freelas de conteúdo e de tradução. Pode me encontrar também no blog Não Sei se é Fome ou Tédio ou por e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O mundo das crianças




        Passou-me pela cabeça, por esses dias, o que eu faria se tivesse oito anos. Buscava me lembrar das brincadeiras, do que gostava de fazer, do que gostava de comer (isso é fácil, eu gostava de tudo!). Lembro-me de ser uma criança saltitante, inquieta, que gostava muito de água (leia-se rio ou piscina) e natureza, com as bochechas rosadas, curiosa até dizer “chega” e que, como dizia minha mãe, eu achava que tudo ia ficar bem. Quanta energia!
       Não posso dizer que tenho mais a mesma disposição dos oito anos, afinal, quase trinta se passaram desde então. Talvez não tenha também mais o mesmo olhar sobre tudo.
        Lembro-me de ver a vida mais cor de rosa quando pequena. De amar coisas bobas como o algodão doce da feira, de brincar de elástico à exaustão, de escutar música com os priminhos, de pular muito durante as brincadeiras (como meus pais aguentavam uma criança tão saltitante?). A vida, de fato, parecia um capítulo novo a cada dia, ainda que, claro, a vida não era nada cor de rosa nem para mim nem para ninguém. Também havia brigas e discussões e competições bobas. Mas... havia o dia seguinte.
        E ainda que o mundo caísse, achava que o dia seguinte ia ser bom. Pergunto-me por que quando adulto a gente não olha pra vida com o mesmo olhar? Por que comunicamos apenas coisas sérias a nós mesmos? Muitos de nós (e já me inclui aí por tabela) se esquece de quantas vezes caiu, de quantas vezes brigou, de quantas vezes chorou quando pequenos e no dia seguinte a vida era outra. Havia o sol no dia seguinte, talvez a piscina, o cachorro-quente, a grama verde, a brincadeira na escola, o dever para fazer e o gostinho de tirar um dez.
        Em que momento amar as coisas simples da vida foi deixado de lado? Em que momento cargos, títulos e outras coisas bobas passaram a ser importantes? Por que não comunicar a maior alegria que é saborear a vida?
      Hoje, olhando para trás, penso que muitas coisas aconteceram nesses últimos trinta anos. Talvez coisas boas, talvez ruins. Mas, quando me lembro daqueles olhinhos que ansiavam por um novo dia, penso: nada tem muita relevância, de fato. Talvez tenhamos que aprender com a criança que um dia fomos, de cair e levantar, de saborear sem culpa, de sorrir por nada, de acreditar que amanhã será um dia melhor. Afinal, o que importa é apenas viver.

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The kids’ world

        It was on my mind, by these days, what I would do if I was eight years old. I tried to remember the games, what I used to like, what I used to like to eat (this was easy, I used to like everything!). I remember I was a bouncy child, restless, that used to like too much of water (river or pool by the way) and nature, with rosy cheek, curious even someone says “enough” and, like my mother used to say, I thought everything would be fine. How much energy!
        I can’t say I have the same disposal of my eight years old, after all, almost 30 years passed since then. Maybe I don't have even the same look about everything.
        I remember seeing a more pink world when I was little. Loving silly things, like the fair cotton candy, play with rubber band to exhaust, listen to music with my little cousins, jump a lot during the games (how my parents endured such a bouncy child?). Life, actually, looked like a new chapter each and every day, even of course life wasn't so pink to me neither anyone. There were fights and silly discussions . But… there was the next day.
        And even the world fall, I thought the next day would be good. I ask myself why when grow up we don’t look to life in the same way? Why we communicate just serious things to ourselves? Many of us (including me) forget how many time we fall, how many times we fought, how many times we cried when little and, in the next day, the life was other. There was sun in the next day, maybe a pool, the hotdog, the green grass, the game on school, the lesson to do and the taste of a A+.
        In which moment loving the simple things of life was left behind? In which moment the roles, titles and others silly things became more important? Why don't communicate the biggest happiness that is to delight the life?
        Today, looking back, I think that many things happened in the last 30 years. Maybe good things, maybe bad things. But, when I remember those little eyes that yearned for a new day, I think: nothing is such relevant indeed. Maybe we have to learn with the child we were one day, of fall and get up, of delight blameless, of smile for nothing, of believe that tomorrow will be a better day. In the end, what is important is to live.

Translator:



Bruna Gonçalves. 23 anos. Redatora publicitária e marketing digital. Faço freelas de conteúdo e de tradução. Pode me encontrar também no blog Não Sei se é Fome ou Tédio ou por e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Não se justifique!



  
       Quando comecei a estudar a assertividade escutei em cursos e até de pessoas interessadas no assunto, uma frase recorrente: “não se justifique.”
     Não entendia aquela frase no início, mas depois de anos trabalhando com o tema finalmente captei o real sentido dela. E mais, entendi também que quanto mais assertivo você se torna, menos justificativas concede aos outros.
        Mas, o que é se justificar? Bom, fazer uma justificativa significa dar uma explicação sobre algo que você fez, sobre uma decisão, uma escolha, um caminho e até sobre uma intenção sua.
        E qual o problema em se justificar? Criar uma justificativa para suas escolhas pode ser bastante cansativo ao longo de uma vida porque lhe tira a oportunidade de ser você mesmo(a). Pensa que chato seria ter que explicar por que você decidiu morar na cidade que mora, fazer os cursos que fez, ter os relacionamentos que tem ou teve e usar as roupas que usa. É como se sentir na espera de que alguém sempre dê um “parecer final” sobre suas decisões.
        É evidente que, em alguns momentos, qualquer pessoa terá que se justificar. Por exemplo, você terá que justificar para seu chefe quando chega atrasado. No entanto, tirando as “regras” empresariais, a justificativa tem um aspecto delicado e até doloroso.
        Observando mais profundamente, dentro da alma das pessoas, a justificativa tem um apelo de tentar agradar. Quando alguém, por exemplo, explica sua opção sexual para os outros (independentemente de qual seja essa opção), possivelmente está tentando ou agradar alguém, esperando um feedback de aceitação ou está tentando falar alto para se ouvir. Quando se fica esperando a aceitação do outro, então, a justificativa se torna um perigoso jogo afetivo (ainda que inconsciente) de pedir, pelo amor de Deus, para ser aceito(a) e amado(a).
        É muito triste analisar a justificativa por esse ponto de vista, mas quantas vezes isso já não lhe ocorreu, leitor(a)? Buscou justificar uma escolha sua, esperando o acolhimento nos olhos dos outros, que não encontrou dentro de si?
E ainda tem outro problema. A justificativa pode parecer tentadora para ganhar mais facilmente a aceitação dos outros, mas diante da negativa alheia em relação às suas escolhas, uma pessoa pode passar a vida toda buscando o acolhimento de suas ideias em braços errados. Tudo bem, ninguém é obrigado a "aceitar" as escolhas que você faz o tempo todo. Mas, às vezes se espera de pessoas que nunca vão apoiar suas escolhas, uma palavra amiga. Neste caso, a pessoa passa a ter a sensação de que está errado o tempo todo.
        A justificativa é uma bola de neve sem fim. Não importa quais sejam as suas escolhas, elas são suas! Aqueles que lhe julgam pelas escolhas que faz também têm o direito de fazer as escolhas delas. Mas, não têm o direito de julgar você pelas suas! É uma verdade que a sociedade espera que você se torne alguém rico, famoso, com uma boa carreira, que você tenha a opção sexual que as pessoas achem adequado para você e por aí vai. De verdade, acredito que as pessoas nem sabem se é isso mesmo que elas querem para a vida delas porque ninguém sabe tudo sobre suas escolhas. Elas são apenas tentativas. E não se preocupe em relação ao julgamento porque vai ocorrer! Por que, então, dar tanta bola à opinião dos outros sobre suas escolhas?
       Portanto, quando você se sentir pronto, encha sua vida de coragem e diga para si mesmo(a) quais são suas escolhas, entenda-as e ame-as, pois elas são suas. E, aceite, que é livre para ser quem é!

p.s: a possibilidade de ser você mesmo(a) é algo que sufoca as pessoas. O tema está em poemas, canções, em cartas entre os primeiros estudiosos da Psicologia, mas também está ali na esquina quando alguém fala para você: "liga não, bobo. Siga sua intuição." 

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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O medo do amor



                Digo que quando uma pessoa tem uma guarda muito alta, daquelas que fica se defendendo o tempo todo, é porque tem medo do amor. Claro que essa é uma constatação minha, sem nenhuma teoria científica envolvida. Mas, de certa forma, ela faz sentido.
        Não é incomum encontrar em conversas do dia-a-dia pessoas que me surpreendem ( e talvez lhe surpreendam, leitor) agressivamente ao serem abordadas com perguntas simples. Como, por exemplo, “você vai àquela festa?” E a pessoa responde: “por que pergunta?”
        Não estou aqui para questionar a defensiva de cada pessoa até porque seria um trabalho interminável para uma vida inteira. Se você não sabe o que lhe faz ter uma defensiva alta talvez eu não seja a melhor pessoa para descobrir. Mas, o que acho interessante na defensiva é que ela é gerada por um sentimento que nem sempre é real. Quer dizer, é real para a pessoa que sente que foi invadida com uma pergunta, abordagem ou até mesmo com o comentário de alguém e que lhe soou como uma ameaça. E é aí se defende. Mas, será que essa pessoa quis lhe agredir mesmo?
        Quando se acha que alguém disse algo para lhe ferir é sinal de se está esperando ser ferido, de alguma maneira, em algum momento. Mas, nem sempre as pessoas falam coisas para agredir alguém. Isso pode ser apenas um jeito seu de encarar as coisas. E, talvez, esteja com medo até das coisas boas. Por exemplo, já lhe ocorreu de alguém ser gentil com você e duvidar da boa vontade da pessoa achando que quer algo em troca?
        Acredito que existem algumas pessoas que estão com medo de muitas coisas nesse momento e por isso se defendem: medo de serem agredidas, medo de ficarem para trás ou parecerem bobas (num ato mais competitivo), medo de não se igualarem aos demais (também num ato competitivo) e aí ficam se defendendo. Não é preciso temer o tempo todo. Basta acreditar que nem sempre as pessoas se expressam da melhor maneira.
        E mais!  Temer os atos de amor que alguém possa lhe oferecer é como acreditar que só há pessoas interesseiras nesse mundo.  Se você, caro leitor, está encarando os fatos a partir dessa perspectiva, talvez seja hora de acalmar o seu coração e dar uma chance para o amor e não temê-lo. Não tenha receio de encontrar o amor nas pequenas e grandes coisas. Não tenha receio de ser surpreendido por alguém.
        E sim, talvez existam ainda aqueles que querem lhe agredir de alguma forma. A esses você pode demonstrar amor, abrindo um sorriso, oferecendo uma ajuda ou simplesmente entendendo que aquela pessoa que lhe agride não está pronta para o amor.
        Mas, isso não lhe impede de, simplesmente, amar. Não é mesmo?


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         The fear of love

        I usually say when a person has a very high guard, who is always defend himself, is because has fear of love. Of course this is my observation, without any scientific theory involved. But in a certain way, it makes sense.

        It’s not unusual find in routine conversations people who surprise me (and maybe surprise you too, reader) aggressively when approached with simple questions. Like, for example, “will you go to that party?” and the person aswers “why you’re asking?”.

        I’m not here to question the defensive of each person even because this would be an endless job for whole life. If you don’t know what makes you have a such high defensive, maybe I’m not the right person to figure it out. But what I think is interesting in the defensive is that it’s generate in a feeling that isn’t always real. I mean, it’s real to the person who felt invade by a question, approach even by a comment of someone and it sounded like a threat. And it’s in that moment he defended. But does this person really want to attack you?

        When you think someone said something to hurt you is a sign that you’re waiting to be hurt, somehow in some moment. But it’s not always that a person says something to attack the other. This can be just a way to face the things. And maybe you have fear even of the good things. For example, have you ever doubted of someone who was kind to you just because you thought he wanted something back?

        I believe there are some people who are afraid of many things at this moment so they defend themselves: fear of being beaten, fear of being left behind or look silly (in a more competitive way), fear of not equate to the other (also a competitive way) and they're defending themselves. No need to fear all the time. Just believe that people do not always express themselves in the best way.

        And more! Fear love's acts of anyone who can offer to you is like believing that there are only self-serving people in this world. If you, dear reader, is facing the facts from that perspective, it might be time to calm your heart and give a chance to love and not fear it. Don't be afraid to find love in small and big things. Don't be afraid of being surprised by someone.

        And yes, maybe there are those who want to hurt you in some way. To those you can demonstrate love by opening a smile, offering help or simply understanding that this person who attacks you is not ready for love.

        But this don't stop you from simply love. Do it?



Bruna Gonçalves. 23 anos. Redatora publicitária e marketing digital. Faço freelas de conteúdo e de tradução. Pode me encontrar também no blog Não Sei se é Fome ou Tédio ou por e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


Bruna Gonçalves. 23 years old. Copywriter and digital marketing. Freelances in copywriting and translation. You can find me in Não Sei se é Fome ou Tédio’s blog or by e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com