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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Você vai sobreviver ao final do ano!



        Dezembro, aquele mês tão sonhado por você. O décimo terceiro no bolso (para os que são empregados), a família reunida em poucas semanas e a viagem dos sonhos marcada. Na teoria, o final do ano é lindo de viver! Na prática, um pesadelo para muitas pessoas.
        Por que pesadelo?  Porque o final do ano é aquele momento em que as pessoas querem resolver tudo o que não fizeram no ano todo. Perder sete quilos, entrar numa academia de ballet power water, fazer inscrição para aquele curso que já está quase no fim.
        A ansiedade também se amplia: ver a amiga que teve bebê há quatro meses e até agora você não foi visitá-la, comprar aquela travessa de vidro (que você encontrou tão baratinha naquela loja do centro) pra sua sogra, mas que até agora você não teve tempo de ir buscá-la, levar os sapatos no conserto, arrumar o vestido de festa. Enfim, sua lista parece não ter fim. E é isso mesmo o que acontece.       E é por essa lista infindável de coisas a fazer que as pessoas tendem a ficar mais irritadas, mais cansadas, mais ansiosas e menos pacientes, menos cordiais e, claro, verbalizam todo o seu desgosto no fim do ano. Não à toa, as brigas de família ocorrem, geralmente, entre o Natal e o Ano Novo. Você não quer deixar essa marca nesse ano, certo?
        Por isso, a organização das informações pode lhe dar uma forcinha no mês de dezembro. Em princípio, é preciso pensar que dezembro é um mês como outro qualquer. Você não ficará mais bonito até o final do ano (quer dizer, se ganhar na Mega da virada pode ficar não só mais bonito como mais rico. Mas, não conte com essa possibilidade antes que ela ocorra).
        A sugestão que dou é: antes de fazer qualquer coisa, coloque tudo no papel acerca daquilo que você gostaria de fazer em dezembro. Tire 50% das atividades dessa lista, porque a maioria delas (uns 80%) são “coisas” que podem ser feitas em outro momento. Se você não as fez até agora é porque, talvez, não tenha tido vontade mesmo de fazer, como, por exemplo, comprar a travessa de vidro pra sogra. É preciso coragem e honestidade para olhar para a sua lista e tirar os excessos. Veja bem, não estou dizendo para você “adiar” alguns projetos da sua vida, mas priorizar aquilo que realmente é importante.
        Feito isso, lembre-se de TUDO, mas TUDO mesmo que é preciso para você realizar a sua agenda. Um exemplo para ilustrar melhor: você quer dar uma festa bonita na sua casa, para os amigos, no Natal. No entanto, ainda nem comprou a árvore de Natal. Então, antes de sair de casa, anote tudo o que vai precisar para o Natal e separe um ou dois dias de compras para isso. Assim mesmo, como os sacoleiros e comerciantes fazem. Leve sua dose extra de paciência (talvez leve uma amiga com você), mas nunca os filhos. Eles pedem atenção extra.
        É importante ressaltar um detalhe sobre o “ir às compras”. É pouco provável que encontre lojas vazias nesse período. Então, seja breve em suas escolhas. Desenhe em um papel ou até mesmo na sua mente os tipos de presentes que servem a cada pessoa e quanto pode gastar. Confira valores em site, ligue para as lojas para ver a disponibilidade de cores e tamanhos antes de ir até o shopping ou loja de rua.
        Outra maneira de não se estressar tanto para fazer as compras é observar se é possível deixar o carro em casa. Ruas lotadas, shoppings com os estacionamentos abarrotados. Quem aguenta? É hora de usar o transporte coletivo (para ir até as compras – não é muito seguro na volta, com as compras já feitas) e o táxi. Divida táxi com os amigos, assim evitará despesas extras.
        Se você tem muitas informações para lidar ao mesmo tempo (filhos + administração da casa + trabalho + marido – não necessariamente nesta ordem) é hora de delegar funções. Distribua (e coloque num papel também) quem cuida do quê: se é o marido que vai cuidar das crianças enquanto você faz as compras, se é a sogra que passará no conserto para levar sapatos e roupas, se é a prima que ficará responsável pela compra dos produtos da ceia e se depois todos dividem as despesas. O importante é não tentar dar uma de super herói nessa época. Até porque super heróis salvam o mundo, não precisam ficar se preocupando com a ceia do Natal.
        E o mais importante: preste muita atenção na maneira como você faz seus pedidos. Você já fala bravo(a), como se as pessoas fossem obrigadas a cumprir os seus desejos, ou você consegue solicitar apenas? Verbalizar chatices só aumenta a pressão nessa fase. Se as pessoas já estão estressadas, porque você irá ajudar a aumentar a irritabilidade? Como diz o ditado (dizem que é uma passagem bíblica): “pois a boca fala do que está cheio o coração”. Na verdade, entenda o seu estado de espírito antes de falar qualquer coisa. Se as coisas não estão saindo como o esperado, relaxe. Se não deu para comprar aquele presente que gostaria para os sobrinhos, se permita encontrar outro. Se não teve tempo de encontrar outro, se permita a dar um presente após o Natal. Seu sobrinho entenderá que o Papai Noel virá um pouco mais tarde.
        Se você não conseguiu fazer nada disso, lembre-se que ter um Natal e um Ano Novo mais simples, sem planejamentos milaborantes, festas incríveis pode ser a saída para a sua saúde mental e a daqueles que estão ao seu redor.
        O mais importante, nessa fase, é demonstrar todo carinho que você pode dar às pessoas que viverão o final do ano com você. Não importa muito o presente, a mesa bonita, a rouba elegante. Isso tudo são acessórios quando se é capaz de uma coisa muito simples: verbalizar o seu amor!





          

2 comentários:

Alloyse, ótimas sugestões. Sobretudo seu curso, em vídeo, "Como escrever mensagens de fim de ano". Sempre recebo muitas que causam o efeito contrário do que quem escreveu pretende. Ou seja, amigos ou empresas que querem demonstrar apenas que lembram de mim no Final de Ano e Natal, não raro caem na mesmice, pieguice ou, de alguma forma, 'ferem' conceitos que valorizo. Seu curso, tenho certeza, evitaria tudo isso. Abs.

Oi, Reinaldo. Obrigada por seu comentário.
É bem verdade a questão dos "conceitos religiosos". Falo bastante a respeito disso no curso (como nem sempre respeitamos as opiniões religiosas de nossos clientes). Dou dicas práticas de como escrever mensagens sem "ferir" qualquer conceito. Abraços.

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