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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Outras 10 maneiras de se comunicar melhor

        Como último post de 2014, não poderia deixar de dedicar a um assunto que beira o imaginário de qualquer pessoa nessa época do ano: será que 2015 será um ano melhor?
        Muitos sonham com um mundo sem violência, outros pedem o fim da corrupção e outros ainda verbalizam o desejo de dias mais amorosos, onde a compaixão e a fraternidade não sejam apenas temas das propagandas da Coca-Cola.
       Acredito, sem pestanejar, que é possível sim se ter um mundo melhor. Desde que (sempre existe um “desde”) cada um faça a sua parte, claro. E, como comunicadora, afirmo que é possível sim modificar pequenas e grandes “coisas” no mundo apenas usando sua comunicação com eficiência. Não falo da Oratória, mas sim da comunicação.
      Gosto de lembrar uma frase proferida por Gandhi quando as pessoas falavam pra ele sobre o desejo de um mundo melhor. A frase dizia assim “que sejamos a mudança que desejamos ao mundo”. Se ele conseguiu modificar a situação do país dele (naquela época), por que é que você não pode fazer o mesmo?
        Gandhi tinha em mente uma vida dentro de um processo colaborativo. O mundo, por si só, está se tornando mais colaborativo. Por exemplo, há dez anos seria meio impossível pensar em trabalhar em escritórios onde você não conhecia outros profissionais. Atualmente, os escritórios colaborativos são uma febre no mundo todo e uma realidade vivida por profissionais brasileiros. Assim como não fumar em locais fechados é atualmente uma regra que parece ter sido acatada pela maioria das cidades do mundo. Poderia ficar aqui horas citando inúmeras mudanças que “colaboraram” para um mundo melhor. Mas, tenho certeza de que você já entendeu essa parte.
        Por isso, digo: você também pode ser a mudança que tanto almeja para o mundo, tornando-se um agente ativo de pequenas e grandes atitudes. E, para isso, basta usar sua comunicação. Vamos aos 10 pontos.

1) Antes de iniciar qualquer conversa, observe como você amanheceu naquele dia, observe como irá se comunicar. Triste? Alegre? De TPM? O exercício da observação já é meio caminho andado para evitar a agressividade, tensões desnecessárias ou qualquer outro problema causados por uma comunicação mal feita.

2) Use a cordialidade para conquistar o mundo. Não é muito mais legal quando você entra em uma loja e alguém vira pra você e diz um “olá, tudo bem”, com um sorriso no rosto e boa vontade? A cordialidade é um antídoto contra qualquer embaraço, nervosismo ou mal humor.

3) Eu sei que existem dias cansativos, pesados. Nesses dias, espalhe esperança. Lembre as pessoas que nada é permanente na vida (nem mesmo a vida é permanente). Uma palavra de esperança pode mudar tudo e “contaminar” um ambiente inteiro de alegria (em casa ou trabalho).

4) Quem espalha esperança, em geral, não reclama da vida. Reclamar (um ato tão comum hoje em dia que mais se parece com um mantra), não leva a lugar algum. Conversar com alguém pode sim ajudar a chegar a algumas soluções para seus problemas, mas ficar reclamando não te leva a nada. Em pleno século XXI, reclamar é como jogar tempo fora. Só faz quem não está focado em buscar soluções (e honestamente, o que é que não tem solução hoje em dia).

5) Uma coisa que muita gente não repara na comunicação é que quando se aciona alguém está lhe “roubando” tempo. Nem que seja para coisas bobas como “amor, vem cá ver isso na televisão”. Quando for acionar alguém, lembre-se do por que você precisa da atenção e do tempo daquela pessoa. Tenho certeza que fazendo essa observação, você irá ficar espantando com a quantidade de vezes que acionou alguém só por acionar.

6) Pelo mesmo motivo (o tempo ou a falta dele) que digo que ter uma linguagem objetiva é uma maneira muito mais rápida de resolver a sua vida. Seja objetivo nos seus pedidos, nas suas respostas e o “mar vermelho” se abrirá diante de ti (em outras palavras, terá soluções mais rápido).

7) Cuidado com aquilo que você conta. Odeio teorias da conspiração, mas é um fato que uma ideia é apenas uma ideia até que você a coloque em prática. Em tempos de redes sociais, onde sua vida é quase que plenamente exposta, não vá se adiantar e contar seus planos aos quintos cantos. Se preserve. Uma comunicação fluída também é resultado das relações afetivas que temos. Então, cerque-se de pessoas que te amam, de verdade, e divida (agora sim) com elas seus planos, metas, pequenas besteiras. Contar coisas legais pra quem joga contra é perda de tempo (e de energia, em alguns casos).

8) Da mesma maneira quando alguém  joga contra, com indiretas, provocações, apenas se afaste e não fale nada (não seja reativo). O que as pessoas que fazem provocações esperam é que você entre na “vibe negativa” delas. Apenas se dê o direito de ser indiferente a provação alheia. Quem provoca não está em paz com o seu coração. 

9) Assim como você gosta de ser ouvido, ouça também. Ouça sem criar prejulgamentos, sem criar críticas. Ouça acolhendo, deixando a pessoa falar sem interrupções, sem dizer “o que a pessoa deve fazer”. Ouça e se a pessoa pedir (e só se ela pedir) dê a sua opinião.

10) E sempre, mas sempre mesmo (pelo menos quando possível) seja empático. O que é empatia? Roubei a definição do Dicionário Michaelis, que diz assim: “segundo a psicanálise, estado de espírito no qual uma pessoa se identifica com outra, presumindo sentir o que esta está sentindo”. Eu sei que esse exercício parece meio difícil quando se tem um dia estressante, por exemplo. Mas, por que não tentar? Lembro-me de uma amiga ter me contado, certa vez, que ela se sentia tão profundamente triste que imaginou que ninguém gostava dela. Então, ela ligou pra outra amiga que a alertou, dizendo: “saia já de casa, pare qualquer pessoa na rua e peça pra ela lhe contar a história de sua vida”. A amiga fez isso. Parou uma senhora. Era uma mãe que havia perdido os dois filhos em um acidente de carro, dois anos antes. Mas, naquele dia, ela estava feliz porque tinha tido coragem de voltar a trabalhar depois da “tragédia”. E, então, perguntei a minha amiga: “e você conseguiu ficar feliz?”. Ela disse: “profundamente”. Ser empático poder ser um benefício não apenas a pessoa na qual você se coloca no lugar dela, mas a você mesmo.
Simples, não? Que tal, então, ser a mudança que deseja ao mundo?



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