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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Tá nervoso? Vá pescar!

                  
           Perder a compostura até pode parecer bonito na novela das oito. Mas, na vida real, o desaforo verbalizado pode render frutos (ou pencas mesmo) de situações delicadas. E quando o assunto é mercado de trabalho, então, não caia na tentação de ser um desaforado.
        Que a vida anda meio estressante, todo mundo sabe. Aliás, um dos grandes desafios da atualidade é conseguir manter o equilíbrio em qualquer situação do dia a dia. No entanto, o que muita gente não percebe é que, em geral (ou em via de regra), as pessoas não são responsáveis pelos problemas que lhe acometem. Pelo contrário.
        Sei que vai parecer um pouco abrangente o que vou dizer, por isso, vou tentar delimitar uma esfera para explicar o argumento. Parte do estresse do dia a dia é decorrente da expectativa depositada em coisas ou em pessoas mesmo. E, então, quando as coisas e as pessoas não são como se espera, pode-se gerar um estresse. Por exemplo, você quer comprar uma casa, mas não calculou seus anos de economia pra isso. Ou até mesmo um carro. Isso pode gerar um estresse!
        Assim também quando você conhece alguém e deposita toda sua expectativa naquela pessoa (até fantasiando mesmo, afinal, você acha que a grama do vizinho é sempre mais verde) e, quando aquela pessoa não se mostra como você esperava, pronto! Aí, começa a detonar a pessoa.
        O nome disso é ponto de vista. E os pontos de vistas são repletos de ilusões, buscas equivocadas e projeções erradas. E, em geral, eles não são construídos com base na empatia ou troca justa. Pelo contrário, acredito que os conflitos ocorrem porque o ponto de vista de alguém foi pautado apenas em seu desejo, e não na realidade.
        Pois, bem. Onde entra a comunicação em tudo isso, você pode me perguntar? É que boa parte dos conflitos ocorre justamente em virtude da falta da empatia. E para se ter empatia é preciso tirar as paixões da frente e simplesmente ouvir seu interlocutor, assim como se escuta uma sinfonia. Fácil, não? Mas, por que é que não se faz isso?
        Ah, porque é tão mais fácil se deixar levar pelas paixões, não é mesmo? E, mais, culpar os outros é tão mais simples do que olhar para os próprios problemas! Quando alguém perde o controle e é rude com alguém pessoalmente, por e-mail ou por telefone mesmo, deu o primeiro passo errado da comunicação: não entendeu que quem está com problemas é quem grita! Isso porque, quando alguém precisa defender seu ponto de vista, a ferro e a fogo, é porque nem ouviu o que o outro tem a dizer. Está desconsiderando não apenas o argumento do outro, mas como seus próprios defeitos. Muita gente é rude com os outros para ofuscar as suas próprias falhas!
        Particularmente, acredito que ninguém precisa concordar com um argumento seu (ou meu). Mas, é preciso ter respeito na hora de contra-argumentar. Mostrar desaforos, caras feias ou rispidez é um sinal de deselegância e também revela pouco preparo profissional, afinal, quem aguenta gente estouradinha se o mundo é repleto de oportunidades e de gente é muito mais fácil de lidar?

        Não use o trânsito como desculpa pra despejar seus problemas em cima de alguém, bem como não despeje sua raiva apenas porque não concorda com o argumento de alguém. Se está nervoso, vá pescar! 















2 comentários:

Ótimo texto, adorei. Realmente a maior parte dos estresse do dia a dia é questão de ponto de vista.

Com certeza, meu querido. Com certeza!

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