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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Um papo com Chica!


       Sinto algo passando em minha perna, enquanto converso via Skype com um cliente. Uma bolinha de pelos senta-se aos meus pés e começa a ronronar tão bonitinho que quase me desconcentro da reunião.
        Essa é Chica, a gata linda e toda charmosa da minha irmã. E que, sem nenhuma cerimônia, entrou em meu coração! Assim, sem bater na porta, mesmo! E, hoje, é uma grande “companheirinha” minha. Batemos altos papos. E, se você duvida que os animais entendem aquilo que falamos é porque você ainda não conversou com a Chica.
        Até conhecê-la, imaginava que deveria haver uma conexão entre homens e animais muito especial. Mas, ainda, não tinha tido qualquer convivência muito próxima com um animalzinho de estimação. Quer dizer, quando era criança, sim. Mas, depois de adulta, não.
        Chica, me deu de presente uma nova forma de me comunicar com o mundo. Isso porque, além de se acostumar com minha presença, Chica realmente tenta puxar assunto. Ela tem, claro, todos os requisitos de um gato, como a preguiça, por exemplo, e a folga. Meu Deus como Chica é folgada. Ela não tem nenhuma vergonha para pedir carinho ou atenção. Espalha-se toda ao meu lado, se espreguiça me arranhando e me lambe naqueles momentos menos apropriados.
        Mas, o que mais gosto é de um “miadinho” logo que entro porta adentro. Antes de eu começar esse amor intenso e quase exclusivista (coitadinho do irmão dela, não tem a mesma atenção), eu entrava na casa de minha irmã e ela começava com uma “miadeira” e eu ficava intrigada. Até que um dia perguntei para minha irmã: o que ela tem? E minha irmã disse: ah, ela gosta de conversar.
        E, então, comecei a puxar assunto com a Chica, assim como quem conversa com uma criança. E não é que funcionou?    Agora, o diálogo é tão fluído que Chica espera minhas respostas. Fica aguardando o primeiro sinal de meu tom de voz para dar sua réplica. E como tem argumentos! Eu não sei ao certo o que Chica conversa, mas como conversa. E, se não dou atenção e tiro uns minutinhos de prosa, não tenho sossego.
        Chica tem seus horários preferidos de papo. O café da manhã, de longe, é seu predileto. Fico imaginando: será que ela está contando que sonhou algo?
        Chica também gosta de conversar quando a casa está muito quietinha. Do nada, aparece a princesinha com seu miadinho, passando por entre as pernas, miando, miando.
        E, então, um dia em que estava cansada (de um dia daqueles), Chica veio e se deitou na cama onde estava. Sem falar nada, encostou seu rostinho em minha perna, fazendo carinho.  Quer melhor maneira de comunicar afeto? Como sei que Chica não é muito de colo, apenas agradeci com o olhar. Outra coisa que ela faz com maestria: a bichinha te encara por minutos, se você permitir. Com se fosse possível ler a sua mente.
        E foi, então, que entendi que essa relação entre homens e animais é a coisa mais deliciosa do mundo. Os animais comunicam alegrias vinte e quatro horas em um dia. Eles não têm medo daquilo que você tem a oferecer (e nem sempre pedem muito mesmo) e também não guardam rancor. É como se, todos os dias, você chegasse das suas férias, abrisse a sua porta e está lá o bichinho mais amado do mundo muito feliz em te ver. Chica faz isso todos os dias! Muitas vezes por dia.
        E, é por isso mesmo que os bichinhos existem em nosso coração: eles comunicam a beleza e a leveza de um amor incondicional. Quem não gosta?





1 comentários:

Gatos, como a Chica - e animais em geral -, nos comunicam que é possível, sim, ir além do "humano, demasiado humano"

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