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quinta-feira, 27 de março de 2014

Uma mentirinha!

                Quem nunca contou uma pequena mentira para si mesmo?
        Não falo daquela mentira cabeluda que atrapalha a vida. Quer dizer, quase toda mentira atrapalha a vida.
        É sabido que mentiras não valem a pena porque, claro, uma hora a verdade aparece. No entanto, uma mentirinha pequena, quase boba, de vez em quando, confesso que traz até paz de espírito.
        Uma mentira é um compromisso que ainda não foi assumido. É verdade que não amadureceu. Dizer que você irá começar o regime na segunda-feira, por exemplo, é uma mentirinha. Você sabe que talvez precise, mas ainda não está tão certo na sua mente como irá resolver isso. Então, chega a segunda-feira e você mente para si mesmo: será que não posso começar amanhã?
        Honestamente, acredito que não há um grande problema nas pequenas mentiras. E não falo isso porque não faço regimes. Aliás, numa menti quando falei que faria um. Mas, defendo esse ponto de vista por dois motivos: primeiro porque as pessoas não querem assumir que mentir é ser falível. E ser falível torna, a princípio, as pessoas menos interessantes. Uma besteira, na verdade! Assumir quem se é, com todas as suas verdades, é uma batalha para a vida toda. Se você mentir para si mesmo, de vez em quando, numa tentativa de esconder sua própria preguiça ou seu medo de enfrentar algo, é sinal de que você é um ser falível. E como todos estão em processo de aprendizado (a não ser que você seja Deus), portanto, sinal de que se está no caminho certo.
        Mentir também pode ser entendido como uma fuga. Você pode mentir que irá começar o sapateado na semana que vem ou fazer aquela academia de box de que fala todos os meses que vai se matricular. Mas, será que quando você arranja uma desculpa por não ter conseguido se inscrever será apenas uma fuga? Ou será que você entendeu que não aguenta mais tantas cobranças internas ou externas?
        E as cobranças não ajudam em nada. Nem as dos outros, nem as suas. Todos os dias, deparo-me com pessoas incríveis e talentosas e amáveis se cobrando de uma maneira inacreditável. E, claro, como elas não conseguem fazer “tudo ao mesmo tempo agora” acabam se frustrando porque não conseguem nem contar uma mentirinha para si mesmo, de vez em quando. Ou simplesmente, não conseguem nem mentir que tinham um desejo que não foi realizado. Coisas do tipo: ah, deixa para lá, uma hora me resolvo com isso.
        É um fato que deixar para lá é uma evidência quase hippie dentro do século XXI. Tudo o que as pessoas querem é ser livres para viver e curtir a vida. Conhecer pessoas novas, ousar, experimentar. Mas, confesse, agora de verdade, quantas vezes você se sentiu livre em sua rotina? Quantas vezes você pensou: por que é que eu quero toda essa rotina?
        E aí, claro, as mentirinhas são o reflexo de uma administração insuportável de vida, numa tentativa de ter uma agenda inatingível de buscas inexistentes. Então, vendo por essa perspectiva, acredito que a “mentirinha” diz muito mais do que a verdade. Porque ela vai evidenciar o que talvez você gostaria, realmente, de fazer. Ou o que você gostaria, realmente, de ser.
        Por isso, digo que existem duas maneiras de lidar com a mentirinha: entender que ela realmente não amadureceu a ponto de virar uma verdade e está comunicando imputs para a sua mente, que ainda não conseguiu assimilar os desejos do seu coração (e aí, é preciso paciência da sua parte); ou você pode ir anotando as suas mentirinhas. Observe-as como um objeto que você deixa na estante e, quando criar coragem, converse com essas anotações como se fosse um amigo novo. Daqueles que você não tem muita intimidade, mas tem o maior respeito.
        Mentir, portanto, dentro de uma vida caótica, cansativa e pesada pode ser a porta de entrada para muitas soluções. Se permita mentir (de leve), de vez em quando, e você verá quantas coisas importantes há nelas. De verdade!     



quinta-feira, 20 de março de 2014

Um dia com Sara!


        Sara pula atrasada da cama. Mal dá tempo de ligar a cafeteira, liga o chuveiro, toma uma ducha, escova os dentes, passa na cozinha, pega a xícara do café e, num gole só, toma aquilo que sustentará a sua manhã.
        Enfrenta um trânsito daqueles. Mas, o mais difícil é enfrentar o marido reclamando, todos os dias, que ele vai ter aquela reunião chata já no começo da manhã, que vai tirar o humor dele pelo resto do dia. O dela também.
        Dá um beijo rápido no marido e lhe deseja sorte, com a certeza de que ele não ouviu e que não vai acreditar em suas palavras. E, então, entra correndo no escritório, vai direto para a sala do chefe, onde debatem a agenda para aquele dia. Vai ser um dia cheio, ela pensa.
        Depois de duas reuniões e uma visita rápida a um cliente (rápida para ele, porque ela teve que enfrentar meia hora de trânsito até chegar ao destino, mais cinquenta minutos até voltar), é hora do almoço com o pessoal do escritório.
        Durante aquela manhã, algo de diferente aconteceu com Sara. Em vez de se relacionar normalmente com as pessoas, preferiu se preservar e observar como as pessoas se comportavam. Ela estava cansada de desejar o melhor para o marido que não acompanhava seu desejo de “sorte” e então pensou: será que todas as pessoas são assim ranzinzas?
        Na primeira reunião com o chefe, ele já avisou: “se prepara, porque vamos ter um dia daqueles”. Como se fosse preciso ele dizer. Há anos no mesmo escritório, Sara não só sabia como era a rotina como também ajudava a ditar o ritmo do trabalho. Claro, com a aprovação do chefe. E, então, ela percebeu que ele tinha um prazer mórbido em lhe dizer que ela iria passar uma “manhã daquelas”.
        Na segunda reunião, com o departamento financeiro, Sara preparou não só o seu discurso como o estômago. Carlos, o chefe do departamento, é daqueles senhores que acha que o dinheiro dita o coração de uma empresa. Na verdade, dita. Mas, Carlos não precisava lembrar aos colegas o tempo todo sobre isso. Afinal, as pessoas sabem que elas trabalham também para ganhar dinheiro e não para ganhar uma estrelinha no caderno no fim do dia. Carlos conseguia ser aquele chato de todo santo dia! Daqueles que quando alguém fala “nossa, que dia ensolarado”, ele diz “vou morrer de calor”. Quase toda empresa tem um chato como Carlos e, naquele dia, Carlos estava especialmente chato.
         Sara, então, saiu já cansada da empresa para pegar um taxi (o que representa demora em uma grande cidade) até o cliente. Chegando lá, ele atrasou quinze minutos e chegou cuspindo marimbondo, porque naquele dia a mulher não pode levar o filho no colégio e sobrou para ele. Numa tentativa de acalmá-lo, Sara diz: “seu filho é lindo”! O cliente não diz nada.
        Sara então volta para o escritório e acha que todo mundo está tendo um dia ruim. Só pode! É o dia da TPM coletiva? Será?
        Quando volta para o almoço, reza pelo silêncio. Mas, o chefe a chama para almoçarem juntos e discutirem o “balanço” da manhã.
        E, então, durante dias, Sara apenas observou o que as pessoas estavam comunicando, dentro e fora da empresa. E, diante de pessoas que gostava tanto, começou a observar uma falta de alegria ou de leveza. Tudo parecia muito difícil para elas. Parecia que elas nunca estavam felizes. “Com certa razão, pensou. A vida está muito estressante”!
        Mas, aí, sem entrar na esfera dos “aborrecidos”, Sara percebeu que as pessoas com quem ela sempre convivia adoravam cultivar uma reclamação. Era quase um prazer para elas falar uma palavra negativa. E, foi então que Sara refletiu: “Será que eu sempre fui assim? Será que eu também reclamo tanto assim?” Ligou para Marta, sua amiga desde a adolescência.
        Tomaram um sorvete no fim do dia. Diante da amiga, perguntou: “Flora, você acha que eu reclamo muito? Tenho achado as pessoas tão reclamonas! Até o Júlio anda chato. Lembro que há alguns anos, a gente acordava sorridente e alegre e a vida parecia uma conquista atrás da outra. O que aconteceu”?
        E, então, a amiga disse: querida, essa Sara ainda está dentro de ti, mas quando começamos a olhar apenas as chatices da vida, achamos que está tudo errado e que nos falta muito. E, parece que quanto mais a gente tem e mais se conquista, mais insatisfeitos ficamos. Por isso, te digo: não te acho reclamona. Mas, acho que você tem olhado os 50% do copo vazio, ou seja, aquilo que lhe falta. Já parou para olhar tudo aquilo que conquistou até aqui? E mais, as pessoas tendem a não encontrar pequenas soluções para seus atos. Se se quis ter um carro, e se aborrece com os barbeiros, porque não usa o metrô? Percebe, amiga? As pessoas querem reclamar e não encontrar soluções para as situações que elas mesmas conseguiram criar para elas. Aí é fácil ver o copo vazio!
        Sara, confessou: está aí! Parece que todo mundo, (e eu inclusive), vê o lado ruim de tudo e, por isso, nada está bom!
        Nas semanas seguintes, Sara continuou observando. Mas, antes que as pessoas começassem a reclamar, dava um belo sorriso e dizia: eu sei, seu dia não está sendo fácil, mas já, já vai melhorar. Ela não conseguiu mudar ninguém, mas as pessoas não tiveram mais coragem de estragar aquele sorriso incrível que só Sara sabia dar! Sara ainda levanta atrasada, mas garante que ninguém mais vai estragar seu dia! Nem mesmo ela!


quarta-feira, 12 de março de 2014

Buffet por quilo!




        Você chega a um restaurante, pega o seu prato e enfrenta uma longa fila de bandejas dispostas, uma ao lado da outra, repletas de comida. Preenche o seu prato pegando um pouquinho de cada produto exposto e quando chega à balança percebe que pegou muito mais do que gostaria.
        Assim é o buffet por quilo. Um lugar onde comida é ofertada na maior quantidade e variação possíveis. Mesmo olhando para o seu prato e sabendo que você já está satisfeito, sempre acha que cabe mais aquele franguinho ou aquela tortinha tão bonitinha.
        Particularmente, acredito que o buffet por quilo é a maior metáfora do mundo contemporâneo. Ali, há toda a variação possível de alimentos dentro de um único almoço. E o que as pessoas querem não é experimentar cada vez mais? Portanto, no buffet por quilo seu pedido é atendido. Você pode comer peixe com carne, empada com feijão e ovo de codorna com omelete. Uma overdose de tudo ao mesmo tempo agora. Por isso, digo que é a metáfora do tempo em que vivemos atualmente.
        Ter um prato muito variado (o que pode ser saudável em alguns momentos) é um reflexo de que as pessoas estão querendo muitas coisas, mas sem saber ao certo o que querem. Como na vida cotidiana: atende-se o celular dirigindo, fala-se com alguém ao telefone olhando a internet. Não que não se possa fazer isso. Não, não. São apenas reflexos de nossos tempos!
        O que questiono, no entanto, assim como nos pratos muito cheios e variados do buffet por quilo, é a qualidade daquilo que se vive naquele momento. Que qualidade existe em um prato muito cheio e variado? Assim como, que qualidade existe em fazer tudo ao mesmo tempo e agora? É preciso mesmo fazer tudo ao mesmo tempo? Ou apenas se quer demonstrar que se é muito atarefado? É tão preenchido assim o dia, como o prato do buffet por quilo?
        Em geral, o que as pessoas não percebem é que, assim como elas não buscam olhar um prato com saúde e sim quantidade, também não observam aquilo que dizem. Você já reparou na quantidade de coisas que as pessoas dizem? E como elas, muitas vezes, dizem coisas que você não entende? Ou dizem coisas da boca pra fora sem reparar na qualidade do que estão dizendo?
        Brinco assim que as pessoas que gostam de um prato variado e cheio do buffet por quilo são aquelas que, em geral, chegam em turma (geralmente a do trabalho) no restaurante buffet, fazem o seu prato (já descrito acima) e falam alto, falam mal do chefe, falam, falam, falam e voltam para o trabalho como se o almoço não fosse um momento de prazer, mas o confessionário do Big Brother.
        Convido o leitor a voltar um pouco no tempo. Não faz cinquenta anos (aliás, acredito que não faça nem 20) que almoço era aquele momento de relaxamento familiar, em que as pessoas se sentavam ao redor da mesa. Os mais religiosos faziam uma oração antes de comer, outros apenas tentavam tornar aquele momento de prazer e satisfação (sim, porque os pratos eram caprichados).
        O que aconteceu desse tempo para cá é que se tornou inviável almoçar juntos em uma mesa e, então, os restaurantes passaram a ser a principal atração. Não há nada de ruim nisso. Conheço excelentes restaurantes que servem comidas maravilhosas.
        No entanto, questiono a postura que as pessoas têm diante da comida e da fala. Por que é que se quer mais e mais, cada vez mais? Será que as pessoas não estão fazendo a mesma coisa com a comida e com a fala? Todo mundo hoje pode se expressar (principalmente em casa e nas mídias sociais). Será que elas estão reparando naquilo que estão dizendo ou estão misturando o que dizem, misturando, inclusive, as ferramentas para expressar o que sentem?
        Honestamente, acredito que o que colocamos para dentro da boca é um reflexo do que colocamos para fora dela!
         E, então, te pergunto: como está a sua comunicação nesses tempos de buffet por quilo?



p.s: nada contra os buffets por quilo. Apenas os utilizei como metáfora para a comparação entre alimentação e comunicação.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Olé!


        Estava sentada diante de uma das pessoas mais equilibradas que já havia visto na vida. E, então, ela me perguntou: qual é a sua verdade? Pensei um pouco e respondi: como assim?
        Verdade é a sua verdade, ela explicou. Não é o que os outros esperam o que você seja, mas o que você é. Mesmo com essa explicação demorei um pouco para entender que ela falava de um modo universal. Verdade não era apenas “as coisas em que eu acreditava”, mas como eu me sentia diante das minhas verdades.
        E, então, passei a entender que, de um modo geral, existe verdade verdadeira apenas para nós. Algumas pessoas podem compreender a sua verdade e te ler exatamente como é. Outras não irão compreender nunca, por mais que você explique.
        Foi seguindo esse pensamento que entendi que verdade é um conceito que se aplica a todas situações do dia a dia. O modo como você tira o carro da garagem é a sua verdade. Desde que você não atropele ninguém, rsssss, ou amasse uma parede (e ainda assim, é sua verdade). Não importa muito se irá virar o volante duas vezes para a direita ou para a esquerda. Os outros até podem implicar com o seu modo de retirar o carro da garagem. E daí? Essa é a sua verdade!
        Pois bem. Acredito, que verdade é aquilo que fazemos com o coração. Ou quando fluímos em nossa essência nas pequenas realizações diárias (ou nas grandes). Mas, tentar superar qualquer expectativa é quebrar “a sua verdade” para atender a uma demanda que não é sua. Portanto, é uma mentira! 
        Quando me perguntaram qual é era minha verdade, passei a entender o quanto fazia o que os outros queriam apenas para tentar ser amada ou aceita. Que perda de tempo! Preciso abrir esse parêntese: é bem verdade que as pessoas convivem em sociedade e que, portanto, é importante tentar fazer com que a harmonia ocorra e, tem horas, que é preciso ceder. Mas, ceder não é ferir a sua verdade. Ceder é flexibilizar em algo que se possa ser feito sem ferir ninguém.
        Você já reparou quantas inverdades existem por trás dos desejos das pessoas? Aquela amiga querida te ama se você fizer somente o que ela quer? Ou as pessoas te amam enquanto você é útil? E se você deixar de ser ou não puder atender as demandas, é um estorvo?
        Acredito que as pessoas precisam aprender a encontrar suas verdades antes de “exigir explicações” sobre a dos outros.
        É bem verdade também que “a verdade” está contida no trabalho e ela é um reflexo de como a usamos "as nossas verdades" no dia a dia. Lembro-me uma vez que alguém perguntou por que eu escrevia um blog. E aí, falei qualquer coisa para despistar (já entendendo que esse é problema da pessoa e não meu). A pessoa, então, disse: você não vai ter muito tempo para fazer outras coisas. Pensei sem pronunciar nada: ah, sim, você está incomodado com a minha verdade!
       E, então, percebi que é importante não ouvir, algumas vezes, as vozes externas sobre suas verdades, muito menos quando o assunto é trabalho. É preciso criar um filtro. Se sua verdade é verdade para você que diferença faz se seu colega de trabalho achou uma porcaria?
        Falo isso porque, claro, o mundo é muito dinâmico e cheio de novidades. É possível observar, todos os dias, listas e mais listas de como se fazer coisas: desde como cuidar bem de bebês, até como virar um empresário de sucesso em três meses. Temo muito essas pessoas que acham que tem a solução (ou "a verdade") para a vida dos outros. Será que elas estão, verdadeiramente, ouvindo a “verdade do seu coração” ou apenas jogando a sua expectativa nos outros?
        Por isso, é preciso estar atendo a seu movimento criativo. Deixe que o melhor de você seja exposto. Se você varre rua e faz isso com amor, então, deixe o seu jeitinho transparecer. Se você acha que vai varrer primeiro a calçada e depois o meio fio e essa for a sua verdade, ótimo. Siga o seu coração.
        Até porque é do ser humano se questionar assim: “será que vou ter sucesso fazendo isso”? “Será que isso está bom”? Será que outras pessoas vão aprovar?
        Não perca seu tempo! Onde está a sua verdade nessas horas? Não se prenda à verdade dos outros porque, fatalmente, sempre existirão aqueles que não te admirarão em absolutamente nada e farão questão de te depreciar.
        Por isso, repito: respeite sua criatividade! Eu sei que não é fácil acreditar em si o tempo todo. Mas, não deixe que sua exigência e a expectativa alheia (ou até a inveja mesmo, rssss) tirem a sua luz.
        Pensei durante meses sobre esse assunto até que encontrei uma palestra realizada pela Elizabeth Gilbert. Para quem não conhece, ela é autora do livro “Comer, rezar e amar”, que particularmente amo. E amo pela verdade da autora.
        Elizabeth chama de “Olé” o que eu chamo de “verdade”. Ela acredita que todo mundo tem um “olé” dentro de si, mesmo nos pequenos trabalhos cotidianos. Vale a pena tirar um tempo para ver o vídeo. É grande, mas cada segundo compensa. O vídeo está em inglês (é um TED), com legenda em espanhol. É o que consegui.
        E, então, você já pensou em qual é a sua verdade? 
    



         

 p.s: agradeço, imensamente, quem me perguntou qual era a minha verdade. Só depois disso, parei de buscar respostas fora de mim.