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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O começo do fim!

             Não. Talvez não seja nesse último mês que você vai perder aqueles três quilos que desejava perder desde o começo do ano. Talvez não conclua aquele curso de inglês que interrompeu três vezes, no último semestre. Talvez não encontre mais horários vagos na agenda da ginecologista que você adora e que vai ficar os três primeiros meses de 2014 fora, fazendo pesquisas.
        Acredito também que talvez não consiga ver aquela amiga do coração, que teve bebê há quatro meses, mas você não teve tempo para vê-la. Penso também que talvez não encontre aquela passagem aérea para o destino que tanto queria ir e que você se esqueceu de reservar. Talvez você não encontre apartamentos na praia. Não encontre aquele vestido ou aquela camisa para passar o Réveillon dos sonhos porque a loja, que tanto gosta, já reservou as peças as outras clientes fofas(os).
        Talvez você não encontre vagas nos shoppings. Talvez não encontre vaga na lista cobiçada do seu cabeleireiro, que, coitado, não vai respirar até às 23h do dia 24 deste mês. Talvez você não encontre aquele livro de arte que queria dar para sua orientadora e que quis comprá-lo o ano todo, mas simplesmente deixou para dezembro.
        Talvez você não encontre também quem possa cuidar dos cachorros para viajar tranquilo. Ou, talvez não encontre aquele panetone artesanal que só a dona Cidinha faz e que, como acontece todos os anos, os pedidos se encerram na primeira semana de dezembro.
        Aliás, talvez não dê conta de tantos compromissos! E talvez tome todo refrigerante que não tomou o ano todo porque, com certeza, tem pelo menos cinco festas de fim de ano para ir: a da família, a do serviço, a das colegas da pós, a das amigas do curso de francês e dos amigos de corrida no parque. Pensando bem, se duvidar, talvez não sobrem nem Coca-Colas nos supermercados até o dia 24 de dezembro. Rssssss.
        Está aberta a temporada do começo do fim! O mês de dezembro é, sem dúvida alguma, o momento em que todo mundo quer tudo como se, em vez de se celebrar a chegada de algo novo, estivesse se protegendo do fim do mundo.
        Até agora na história da humanidade, ao final de um ano, inicia-se outro. Normal, né? Então, por que todo mundo quer fazer tudo em dezembro? E mais: com tantos compromissos a serem realizados, como você acredita que se comunica com qualquer pessoa durante esse mês? Com mais estresse, mais cansaço, mais pressões de todos os lados, acredita que estará conversando e dialogando naturalmente com as pessoas? De que adianta tantos compromissos se você está transbordando irritação ou insatisfações?
       Não à toa, o fim do ano é aquele momento em que as pessoas mais brigam, discutem ou trocam ofensas pelo nada, seja em família ou no trabalho e até em uma viagem tão desejada.
        E aí, existem existem caminhos prováveis (tudo pode ser o “talvez”) para a sua comunicação: exercer profundamente a sua diplomacia, entendendo que fez a escolha por manter tudo e que vai se sair bem nessa maratona. Portanto, esteja consciente de que irá ao “front” e a batalha só termina daqui um mês. Até lá, sua comunicação deverá se parecer como a do presidente dos Estados Unidos: sempre pronta e quase sempre bem humorada para quase tudo! Ou, você pode simplesmente se dar o direito de não escolher pela maratona e entender que talvez não dê conta de tantos compromissos e que terá que tirar eventos da agenda. E que, por mais diplomacia que se tenha, talvez você não tenha mesmo é vontade de lidar com tudo isso. E garantir que sua comunicação possa ser a tradução do seu respiro!
        E agora? A largada dessa maratona já foi dada. Qual a sua escolha?





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