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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Chico e seus amores!

                Chico Buarque é um caminho sem volta pela alma feminina. Digam o que quiser os homens, mas não há homem como o Chico! Ele não apenas traduz uma sensibilidade que só as mulheres têm quando o assunto é o coração, como também expõe, sem ser piegas, as fragilidades do amor feminino.
        Não é que os homens não amam como as mulheres, mas poucos são capazes de assumir aquilo que o coração deseja. E Chico fez (e ainda faz) letras que mostram esse lado da mulher que não podia ser mostrado porque era coisa de mulher. Que machismo!
      Deus me livre classificar Chico Buarque como um cantor romântico. Não é isso. Todos sabem que, como uns dos artistas mais renomados em todo país e mesmo no mundo, Chico escreveu sobre inúmeras temas, não apenas sobre o amor. Foi revolucionário, criou letras sobre a cultura, sobre a miséria humana, sobre comportamentos. Mas, particularmente, acredito que é na hora de falar do amor ou da falta dele, que Chico mostra porque é Chico Buarque.
        Resolvi homenagear o Chico porque, convenhamos, não há letra mais ou menos criada por esse moço que tem um incrível par de olhos cor de ardósia. Todas as músicas de Chico tocam ou de alguma maneira alcançam até os mais peludos dos corações. E, depois de semanas atrás, quando ouvi “Tanto Mar” por mais de 20 vezes para a criação do texto sobre a língua portuguesa, pensei: ah, Chico, você também merece um post!
        E, depois de analisar como falar de Chico Buarque – sim, porque seria um post sem fim se eu escolhesse falar sobre todas as obras do Chico – optei para falar das músicas que tratam do amor ou da dor de cotovelo. Como conheço uma especialista em Chico, minha irmã, convidei-a para participar desse post.
        Acredito que vocês vão gostar. A seleção está ótima. Pelo menos, para nós!



        Digo que amor é aquela coisa que nasce da displicência. Seja honesto, ninguém ama ninguém na primeira olhada. Particularmente, já me senti atraída por alguém na primeira olhada. Mas, dizer que amei seria uma mentira. Mas, depois que se começa a reparar no outro, como as coisas mudam. Quando menos se espera está lá você pensando na pessoa que até ontem não fazia muita diferença na sua vida. O amor é um trem louco que não se sabe bem o que vai dar (aliás, a gente nunca sabe o que vai dar), mas que, por algum motivo qualquer, aquilo lhe dá um frio na barriga começa, aos poucos, a se tornar tão importante quanto aquele projeto novo no trabalho. E, com o tempo, se pensa: que se dane o projeto, tenho outras coisas a pensar. E aí, você se acostuma com aquela pessoa que chamou de “amor” e não consegue mais ficar sem. Ou chega um dia em que se diz: olha, posso ficar sem. É quando o amor morre. E todas as certezas somem na primeira briga ou na centésima e aí, o amor muda de tamanho. Mas, se durar é porque o amor é capaz de ser mais firme do que os problemas causados por ele.
        Enfim, amor é essa profusão de sentimentos, muitas vezes confusos, sobre aquilo que não se sabe exatamente o que se sente pelo outro, mesmo que se esteja repleto de certezas. Esse é o amor, para mim, claro. Para Chico Buarque, o amor é algo bem mais denso, complexo e tem muitas mais fases do que essas que expus aí em cima. Meu olhar vai parecer bem simplista perto do de Chico. Não tem problema. Já fiz isso de propósito, porque deixo para Chico mostrar os lados de seu coração.
        E, se fosse possível fazer uma ordem cronológica do amor, diria que ele, geralmente, começa com algo mais inocente. Como o amor de João e Maria.




                Também poderia começar de uma maneira despretensiosa, do tipo, ah, fica aí, vai:






        Mas, Chico parece não gostar de dividir seu amor com ninguém. Esse negócio de amor sem compromisso não é para ele não. Como diz Chico: é bom acabar com isso!





                E aí, quando se viu, pronto. Já se está apaixonado. E aí, começa o “amor cego”, que é quando se está tão inserido no contexto do outro que a realidade alheia e os problemas se tornam seus. E os defeitos do outro são compreendidos. E tudo se faz com açúcar e com afeto.






                E aí, em algum momento, amor e dependência podem caminhar pelo mesmo caminho. Chico dizia que o amor pode ficar no corpo como tatuagem ou como ferida mesmo. Mas, no fundo tem quem “gostas”.




       

        Chico também gosta de um amor provocante. Aquele que a cama dá um jeito em qualquer coisa e ainda passa por cima de qualquer situação. O que vale não são as palavras que o(a) amado(a) possa dizer, mas algo que lhe rouba os sentidos.





                 E, claro, uma hora Chico iria parar de duvidar do amor verdadeiro. E, encontraria aquele que não faz sentido e não exige explicação. E, por isso mesmo, é amor! Ou o que será?





        Mas, como tudo na vida, o amor também vira rotina.





               
        Mas, existe algo no amor que faz com que ele supere qualquer coisa. E, que nenhum cotidiano é capaz de abalar ou o tempo desfazer. O amor pode ser uma valsinha.






        É... mas, infelizmente, o amor nem sempre resiste a tudo. E qualquer desatenção pode ser a gota d´água.





                E, quando se chega a acreditar que já não há mais nada para ser resgatado, uma tristeza imensa invade o coração. O amor se foi. O problema não é que qualquer coisa possa virar uma gota d´água, mas a certeza de que se já vai tarde:





                 E aí, existem alguns caminhos. Ficar remoendo um rancor da pessoa que se foi, tentando achar sentido na própria realidade:






        Ou então jogar a última pá de cal e enterrar aquele amor que você já não sabia se era mesmo amor. E, mesmo os que se permitem ao amor novamente têm o prazer de dizer: “quero ver como suporta me ver tão feliz”.







        E chega uma hora que nada mais disso faz sentido.  Um novo amor entra no seu coração e o passado azedo não deixa mais o sabor do rancor. Rancor pra quê, se é possível amar?







                Ah, o amor. O que seríamos sem ele, não é mesmo, Chico?





Para quem curte Chico, um site imperdível:  http://www.chicobuarque.com.br/




p.s: gostaria de agradecer a colaboração da minha amável irmã mais nova, Dellyana. Além de ser a caçula e a gente esmagá-la como felícia, é também linda e inteligente!! Ah, esqueci de dizer que é doutora em genética (coisa para poucos) e é a médica da família, mesmo sendo apenas bióloga. É mãe de Clara, uma miniatura da nossa caçulinha. Não preciso dizer que é tão amada quanto a mãe dela. Obrigada, pequena por conhecer tão bem Chico. Amamos você muito, do tipo, com açúcar e com afeto!

p.s1: pessoal, sei que inúmeras músicas bacanas do Chico ficaram de fora. Então, mande o link da sua música preferida e que fale de amor e coloque abaixo, nos comentários. 

p.s2: oh, gente, tem várias músicas em que há o comentário do Chico, como se fossem partes de um documentário.  Preservei esse comentários porque acho para lá de interessantes!

4 comentários:

Fantástico!
Parabéns Alloyse e Dellyana.
Adorei o texto, que mostrou tão bem as diferentes faces do amor em cada um de seus momentos na vida. Amor alegre, apaixonado, triste, desiludido, desencantado, acabado...
Chico fez músicas para todos eles...
Você, Alloyse, com suas palavras, fez o ligação perfeita de tudo isso.

Obrigada, Adelir. Nós agradecemos, com amor no coração! ;)

Bom dia Alloyse. Só agora vi o erro na última frase de meu comentário. Pensei nas palavras "o link", troquei por "a ligação" e acabou ficando "o ligação". Rsrsrsrs
Dá para arrumar?

Oi, Adelir. Para arrumar preciso apagar o seu primeiro comentário. Acho que não precisa não. Deu para entender o que você quis dizer. Mas, se fizer questão, começamos tudo do começo, rssssss. Abraços.

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