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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Eles querem falar!

          Assista ao vídeo e não se assuste!






        Quando eu assisti a esse vídeo pela primeira vez no curso de Coolhunting, pensei: Meu Deus! Essas crianças são espertas demais! Qual seria o limite de poder desses consumidores?
        O vídeo criado pela empresa de comunicação, mídia e inovação chamada PHD WorldWide é uma provocação à maneira como as marcas estão lidando com os seus clientes. E, principalmente, estão ouvindo-os. A proposta do vídeo era imaginar como seria o marketing daqui a 10 anos e como seria o comportamento dos consumidores naquele momento.
         Certeza de como o mundo será assim daqui a uma década, não há nenhuma. Mas, é um fato que o vídeo virou polêmica em vários países e muita gente diverge da filosofia do We are the future. Principalmente, em relação à perda de monopólio das empresas sobre as decisões de compra dos seus clientes.
        Será? O que me chama a atenção nesse vídeo é justamente o apelo do consumidor pelo “me escute”. Quem é que não quer ser escutado? Quem não gostaria de um produto feito para você, de modo que atendesse a seus desejos?
        A provocação é válida. Se observarmos o nosso momento atual e analisarmos como já somos exclusivistas como consumidores, talvez não estejamos tão distantes desse futuro próximo. Um exemplo disso é a campanha da Coca-Cola com o nome das pessoas que está, há meses, circulando no Facebook. Ninguém mais aguenta ver latinhas de Coca-Cola, mas a tentação de ter o nome da latinha é grande. Sabe por quê? Porque queremos dar opinião, queremos ser ouvidos e fazer parte do mundo que compramos. E mesmo que meu desejo não seja completamente atendido, quando sou ouvida por uma marca, por exemplo, me dá a sensação de “queridagem”, um tipo de atendimento personalizado.
       E mais, se observarmos pelo lado da Comunicação, quando as marcas proporcionam o “ouvir”, elas se abrem também para o diálogo, para a troca. Elas trazem os clientes para dentro da realidade delas. É como dizer: você faz parte do meu time. Por isso, eu concordo com o vídeo apesar de não poder prever como será a realidade em 2021.
       Agora vamos nos colocar no lugar das empresas. Será que é fácil entender o que os clientes querem? E como fazer isso?
         Eu acredito que o primeiro passo é simplesmente ouvir o cliente para só depois fazer suas adaptações, se elas forem necessárias. É o que eu chamo de falar a mesma língua do seu cliente: preste atenção no que ele está dizendo mesmo que você não fale o mesmo idioma dele.
      Talvez nem tudo o que seu cliente fale caiba na sua planilha ou faça parte do seu planejamento estratégico. Você não precisa mudar todos os seus conceitos de uma só vez ou talvez nem precise mudar os seus conceitos. Mas, para falar a mesma língua do seu cliente, se aproxime dele e diga: hei, amigo, como você faria isso? Já pensou como isso poderia ser uma experiência enriquecedora?
         Você pode também contar com artifícios mais precisos, como pesquisas de tendências, buscar ajuda de empresas especializadas em Co-criação e Branding. Mas, nada disso vai te ajudar se você simplesmente não ouvir os que os clientes dizem através das pesquisas.
        Eu espero que os adultos de 2021 digam exatamente aquilo que pensam e exijam das marcas o melhor que elas possam dar. Vamos esperar para ver! Você está preparado para isso?

p.s: para quem quer conhecer um pouco mais o trabalho da PHD!


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