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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Dialogue-se!


             Pode parecer utópico o que eu vou dizer, mas eu vou dizer mesmo assim: eu acredito na força do diálogo! Isso mesmo, eu acredito na prática da conversa em que estabelecemos uma troca com alguém através do discurso.
            A palavra diálogo assusta, em um primeiro momento, porque parece uma palavra velha tirada do dicionário de papel e que era usada no ensino fundamental para explicar a conversa da vó com a tia. Eu acredito que essa é uma explicação convincente, porém rasa para a palavra diálogo.
            Diálogo é um exercício milenar existente que permite ganhos se praticada de verdade. É através do diálogo que conseguimos quase tudo o que queremos. Mesmo antes de você começar a falar, sua mãe já tentava adivinhar o que você queria dizer através dos seus gestos e sons. Ela dialogava com você.
            Mas, quando a criança passa a falar, é o diálogo que permite que ela se entenda como indivíduo no mundo, principalmente aquilo que ela pode ou não fazer. 
            Falando assim, parece muito teórico, então vou dar exemplos mais práticos.  Acredito que tudo na vida começa através do diálogo. Então, cenas como essas não existiram sem uma tentativa de diálogo.





            Mas, se isso te parece ainda muito distante da sua realidade, que tal diálogos menos formais?




            O diálogo é a maneira que encontramos para nos conectar com pessoas e ele serve para, basicamente, compreendermos o mundo. Não é uma conversinha qualquer. É uma intenção de recebimento do que o outro fala e que, por isso, demanda atenção e tempo. E é também o momento em que você pode se expressar, em pé de igualdade com o seu interlocutor. Sem esforço.
            Com esse “tempo dedicado” você passa a perceber como o outro formula o seu mundo e você tenta se inserir nele ou não conforme a sua necessidade ou desejo. Portanto, diálogo é uma troca real de intenções, sejam elas quais forem.
            Uma amiga me disse, esses tempos, que diálogo é como uma partida de squash: o importante é deixar a bolinha em jogo, se ela não voltar é porque não tem jogo, e portanto, não tem diálogo. Para mim essa comparação é muito nítida. Não podemos estabelecer diálogo com quem não quer dialogar, isso é um fato. Ninguém faz acordos de paz sozinho, por exemplo. Mas, se praticamos com quem também quer praticar, permite ganhos de experiências. Algumas bem legais, como:
            Uma conversa incrível:






            Trocas deliciosas:



      

          Momentos exclusivos:  





            E outros, inesquecíveis:



           
            E quando esses diálogos se transformaram em trocas verdadeiras, passam a ser aquilo que chamo de entendimento. Você, com certeza, tem uma amiga ou amigo que te entende só de você olhar para ela(e)! Quantos diálogos existiram até chegar a esse amadurecimento de troca?
            O que me surpreende, no dia de hoje, é que o diálogo tem sido visto como cafona, tem caído em desuso, talvez porque as pessoas estejam vivendo muito tempo no mundo virtual. Não sei.
            Só sei que dialogar pode ser um momento maravilhoso. Pode representar o começo de uma nova amizade, de um trabalho futuro, de uma pareceria incrível.  Mas, para isso, você terá que jogar a bolinha. 




  

2 comentários:

Espetacular. É isso aí, a gente joga a bola e espera que retorne, não é?

bjokas e parabéns pelos excelentes textos.

Adriana Ferrareto

Oi, Adriana. Obrigada pelo seu comentário.
Todos os dias eu vejo pessoas jogando tênis e não squash. Jogar tênis é fazer com que a pessoa do outro lado da quadra perca o jogo. Então, na fila do supermercado, nas empresas, nos lugares comuns é possível perceber, diariamente, pessoas que não estão nada a fim de dialogar e sim "detonar" o outro. Tem se tornado raro vermos pessoas com atitudes mais pacíficas, que querem jogar a bolinha e esperar que ela volte. E todo mundo pode jogar squash em qualquer lugar que esteja, basta desejar. Por isso, a comparação. Um beijo grande.

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