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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Proteste!

       Se formos olhar no dicionário o conceito de protestar, algumas das explicações que vamos encontrar são: reclamar, levantar-se contra alguma coisa!
          Eu acredito que protestar é uma das maneiras de fazer valer o nosso direito de se expressar. É quando utilizamos a língua para demonstrar os nossos sentimentos, independentemente da língua que falamos! O protesto, mesmo solitário, traduz um pensamento coletivo de algo que nos incomoda e que alguém teve coragem de ir lá e dizer.
            Por isso, penso que essa é um das ações mais humanas que temos. O protesto não é um ato bobo de se opor a tudo e a todos. O nome disso é chatice! Quando unimos nossas forças em prol de um bem maior, de um direito a ser adquirido, de uma barreira a ser quebrada, criamos uma voz coletiva que nos move para aquilo que precisamos mudar! Então, protestamos.
            Vários protestos ficaram famosos no mundo por conta da ideologia por trás desses atos. Quem não se lembra do jovem que conseguiu parar vários tanques de guerra na Praça da Paz Celestial, em Pequim, na China? Desarmado e sozinho, ele peitou a repressão chinesa colocando em risco a sua própria vida. E deu voz a um pensamento coletivo de basta ao Partido Comunista, demasiadamente violento e opressivo, na época.  





            Uma cena que impressiona até hoje! Com um ato simples, esse jovem foi o pontapé inicial da mudança de rumo de uma China que se viu obrigada a repensar o seu próprio sistema.
            Mais de vinte anos depois, o mundo continua assistindo a uma onda de protestos por quase tudo! Pela economia, inclusive:



           Apesar das inúmeras cenas de horror que vemos todos os dias nos noticiários em manifestações, é também uma verdade que o mundo tem sido mais pacífico com as ideologias e as diferenças. Existem também alguns protestos que são bem menos violentos do que esse ou que chegam até a serem engraçados. Até porque, qualquer governo hoje sabe que pega mal você dominar estudantes, professores, funcionários públicos, profissionais liberais, à base da força.
            E quanto mais nos sentimos livres para nos expressarmos, mais protestamos! Coisas que antes não faziam o menor sentido ou desejos que não podíamos falar, hoje podem se ditos, sem medo. Quer um exemplo? Na década de 80, você protestaria pacificamente pelo direito de usar a bicicleta ou pediria uma ciclofaixa? 





          Eu acredito, realmente, que o mundo hoje está mais aberto aos novos conceitos e permite que as pessoas digam o que pensam. As redes sociais demonstram esse movimento. Mas, vamos ver isso na prática: o nosso país, por exemplo, tem as maiores Paradas Gay do mundo -  que é sempre uma festa divertida e colorida -  e  tem também os maiores movimentos religiosos que unem milhões de pessoas em atos de fé! Que coisa mais linda que é a liberdade de expressão!
            Protestar, portanto, é uma maneira de dizer: eu defendo uma causa e ela é importante para mim e eu estou dizendo isso agora. Então, mostre ao mundo aquilo que você acredita, que te faz diferença! Mas, não proteste à toa. Minha sugestão é: não seja um rebelde sem causa e nem jogue palavras ao vento.  A revolta gera revolta, então, proteste sim, mas com sabedoria.
            O meu protesto é contra a falta de consciência. Assim como muitos, também estou em busca, constante, da minha. Mas, fico chocada ao ver que pessoas ainda utilizam o seu discurso para ferir, desmerecer, humilhar, se sobressair. Estamos em pleno século XXI, se não tivermos consciência de quem somos, o que queremos, o que buscamos e, principalmente das nossas falhas, não podemos protestar. Afinal, estaremos lutando pelo o que, se nem nos conhecemos? Você não vai mudar o mundo se não se mudar primeiro!
            Com muita maturidade e um mar de consciência, Ongs e instituições de todo mundo estão dizendo: chega! Não precisamos mais aceitar o que nos parece errado! Então, assim como eles, proteste! 





p.s: Ao longo da história da humanidade, o homem utilizou as artes para traduzir conceitos e idéias, inclusive aquelas que geravam incômodo. Assim como o teatro, o cinema tem sido, até hoje, um porta-voz dos sentimentos humanos.  Existe uma infinidade de filmes que falam sobre o preconceito contra negros, índios, sistemas políticos abomináveis, tiranias e sobre o desejo de mudança. Eu poderia citar vários filmes, mas tem um, em especial que marcou uma geração inteira. Hair é um protesto do começo ao fim. Mas a última cena traduz o desabafo das pessoas que não aguentavam mais a Guerra do Vietnã. Bom demais!




p.s1: um dos protestos que ficaram famosos, este ano, foi a da menina Isadora Faber, de apenas 13 anos. Ela criou uma página no Facebook para protestar contra as más condições estruturais do prédio onde ela estudava e também sobre o ensino. 









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