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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Marketing às avessas


            Era uma vez uma linda consumidora feliz que saiu às compras, em um sábado qualquer, determinada a comprar o que tanto queria: um vestido!
            Depois de meses pensando em como seria o modelo e como iria pagar o “investimento”, não teve dúvidas e foi a primeira na porta do shopping naquela manhã. Não podia esperar mais nenhum minuto. Batendo os scarpins no piso do shopping, entrou em várias lojas, mas não encontrou nada. Até que eis que, ao passar por uma vitrine, lá estava ele: lindo, imponente. Tudo o que procurava.
            Ao perguntar da peça à vendedora ouviu a seguinte frase: “nós só temos G”. Como assim?  Não dá para encomendar? A vendedora, então disse: “amiga, não vai dar. Mas, eu tenho esse outro modelo aqui que é fashion e vai ficar lindo em você”.
            Ah, tá! Mas, a consumidora não era fashion.  E, depois de muita insistência da vendedora, a moça acabou provando o que não queria e saiu super aborrecida da loja, sem levar nada. Ali ela não voltava mais!
            Eu sempre digo: a insistência é a mãe da preguiça e a filha do egoísmo! Se a vendedora queria mesmo que a cliente levasse alguma coisa da loja e não o que ela queria, teria que deixar o egoísmo de lado e atender o desejo da cliente. E se não tivesse preguiça, não teria empurrado qualquer coisa que ela considera fashion para a consumidora.
            É uma chatice quando as empresas não entendem que você não quer determinado produto. Elas não te escutam! Esses dias, tentei cancelar um serviço adquirido pela internet e quando fui ver na página da prestadora não havia telefones de cancelamento. Entrei em contato pelo Facebook, Twitter, blog da empresa e só depois de alguns dias uma mocinha da empresa me ligou, desesperada, porque não havia como cancelar o produto, sem me cobrar uma taxa (que não estava escrito em lugar algum que ela existia). Depois de toda a papagaiada me mandou um formulário sobre a avaliação do serviço da empresa. Sentei para rir, claro. Você ainda quer que eu avalie o seu serviço?
            Isso é o que eu chamo de Marketing às avessas. Se você tem uma lojinha no seu bairro ou uma mega empresa de prestação de serviços, não só não aborreça seus clientes como “ouça” o que eles estão dizendo do seu produto ou serviço. Seu Marketing não te favorece quando você o utiliza apenas para ganhar mais clientes. A sua empresa também precisa saber deixar o cliente “ir embora”, para um dia voltar.
            E esse é só alguns de muitos erros que percebemos todos os dias, das empresas que juram que estão tentando “segurar” os clientes. Para listar os 10 principais erros das empresas com os clientes, convidei Nair Paz Siqueira, que é gerente de mídia da Exclam Comunicação de Londrina. Ela vai nos ajudar a lembrar o que as empresas não devem fazer:

(Nair Paz)
  1. NÃO ATUALIZAR MÍDIA SOCIAL - Se sua marca lançou presença na internet, através de qualquer canal social que seja, é importante estar “atento” atualizadamente. Supõe-se que um relacionamento direto, além de individualizado, deve ser tratado com respeito, gerenciamento e providências imediatas.
  2. NÃO GERAR RELEVÂNCIA – Hoje, diante de tantas abordagens, o cliente ou consumidor além de dispor de muitas possibilidades, conta com muitos impactos de comunicação, promoção, persuasão. Então, se você como marca ou produto não fizer diferença na vida do seu consumidor, não for relevante, provavelmente você terá altas chances de passar “batido”.
  3. GERAR FALSA INTIMIDADE – Tratar cada cliente como VIP, pelo nome, conhecer suas preferências, é uma excelente maneira de chegar ao seu “coração”. No entanto, lembre-se em treinar sua equipe e colaboradores que o cliente, não é um familiar, um amigo ou um “chegado”. Trate-o com o devido distanciamento que uma relação comercial exige. Se ele te forneceu dados cadastrais como número de celular, é sinal de que te permitiu o contato. Porém, cuidado com os excessos de liberdade.
  4. ABUSAR DOS SENTIMENTOS ALHEIOS – Está comprovado pela psicologia do consumo, que a compra hoje é uma experiência. Se você conceitua teu momento promocional numa vitrine (no caso do varejo, por exemplo) procure expor produtos em estoque e que possam atender qualquer demanda. É horrível a sensação de última peça no manequim. O consumidor não entende isso como oportunidade e sim como peça “encalhada”.
  5. ALIMENTAR EXCESSOS DE CONFIANÇA – Se tudo está indo bem, é natural que deixemos “rolar”. Porém, monitoramentos periódicos podem garantir revisões e readequações. Não tem nada pior do que produto que não se reinventa ou que não demonstra interesse em nos surpreender uma e outra vez.
  6. NÃO GERAR BANCO DE DADOS – Se no momento que um consumidor, cliente ou interessado entrou em contato com você, no PDV, nas Redes Sociais, no fale conosco, por telefone e você não conquistar seus dados, você perdeu a melhor chance que teve para estabelecer um relacionamento formal, prospectivo e direto. Hoje uma das melhores ferramentas de comunicação e relacionamento com o mercado é o bom gerenciamento do seu banco de dados.
  7. NÃO CAPACITAR – Por incrível que pareça (pois esse erro não deveria ocorrer mais de tão antigo, evitando o Marketing às avessas) ainda encontramos empresas e estabelecimentos que não estão preocupadas em especializar, capacitar e profissionalizar sua equipe. Seja em qual proposta de atuação for e com qualquer número na equipe, o despreparo no atendimento é intolerável.
  8. ABUSAR DE PROMOÇÃO/LIQUIDAÇÃO – Particularmente resisto muito em voltar numa loja ou pedir um serviço que não cumpre “honestamente” com os momentos de promoção. Se adquirir um produto por 100 reais na temporada e na liquidação ele estiver por 10 reais, ninguém vai me tirar a sensação de que fui roubada. Descontos em liquidações devem ser proporcionais, sob pena de absorver estoques. Também considero um verdadeiro desrespeito se uma promoção que vai durar um final de semana apenas, eu passar pelo comércio na quarta feira seguinte e ainda encontrar a mesma promoção/oferta.
  9. NÃO ZELAR PELOS DETALHES – Quem já voltou num restaurante onde percebeu falta de higiene? Quem já voltou no dentista que atendeu logo após fumar ou estar gripado? Sim! Pequenos detalhes fazem toda a diferença.
  10. PRATICAR O JEITINHO BRASILEIRO – Esse é o erro mais clássico, na minha opinião, e a alavanca para o Marketing às avessas. Não existe mais espaço para mentiras, liberdades e desrespeitos. Imprevistos acontecem em todo lugar e de toda natureza, mas se estas situações forem tratadas com ética e profissionalismo, maiores as possibilidades de você manter clientes na casa. Se um prazo não for cumprido, uma peça de roupa não cair bem, uma cobrança indevida vão ferir a sua imagem. Honestidade e ética em qualquer caso.

            E então, vamos às compras?




p.s: gostaria de agradecer a gentil participação de Nair Paz. Show de bola as dicas dela, não? Agora, é só seguí-las. Para quem não conhece a Nair:


Publicitária, pós-graduada em Administração de Marketing e Propaganda, especializada em Mídia. Experiência de 15 anos em planejamento de mídia em agencias de São Paulo/SP e Londrina/PR, Consultora de Marketing, Mídias Digitais e Redes Sociais.
Nair também tem um site muito bacana: é o ttp://www.paznamidia.wordpress.com




p.s1: Sabe onde a consumidora encontrou o vestido que tanto queria? Na lojinha da esquina, quando, entrou para dar uma olhada, ficou mega à vontade, tomou um café com a dona e ainda encontrou o que precisava.



Que tal investir na sua comunicação? A DNA Comunicativo (empresa de Alloyse Boberg) oferece cursos em formato podcast (áudio) a preços acessíveis. Ou seja, você pode fazer um curso correndo no parque ou até mesmo preso no trânsito. Basta ir até a LOJA DA DNA COMUNICATIVO. 




quarta-feira, 19 de setembro de 2012

10 maneiras de se comunicar melhor!


         Sou Alloyse Boberg, Diretora da DNA Comunicativo. Digo sempre para as pessoas: comunicar é um exercício de observação! Guarde essa informação!
         Você passa o dia conversando com os amigos, colegas de trabalho, não desgruda das Redes Sociais, mas quanto da interação com alguém é realmente uma comunicação?
         Muitas pessoas me perguntam sobre isso, afinal, comunicação é o meu negócio. Depois de pensar muito e analisar várias situações, conclui o seguinte a respeito desse assunto: "comunicar é a intenção que você coloca quando vai falar com alguém".  
         Lembro-me da minha avó contando que quando as vizinhas de sítio da minha bisa iam visitá-la, nem era preciso abrir a porteira. A conversa acontecia ali mesmo, na cerca. Uma amiga levava o ovo, a outra um pão e entre a troca de “mercadorias” no cercado, havia muito conversa. E, ao final da prosa que seguia naturalmente, cada uma pegava seu rumo de casa. Segundo minha vó,  a conversa era espontânea e havia cordialidade. As amigas esperavam cada uma falar algo para então concluir seu pensamento! O que será que mudou no prosear?
         É claro que de lá para cá as pessoas passaram a ter uma rotina muito atarefada e viver se parece mais com “sobreviver”, principalmente para aqueles que moram nas grandes cidades. Então, porque você está atarefado não pode efetivamente se comunicar com as pessoas?
        E é aí que entra o tal da observação! Acredito que o primeiro passo para a comunicação é quando se observa como você interage em um diálogo. Você dá respostas rápidas e tenta de livrar das pessoas ou simplesmente vive aquele momento, como se fosse uma troca de informações?
            Comunicar-se bem não é sinônimo, nem de perto, de falar bem. Isso é a boa Oratória. A boa comunicação depende de uma regrinha muito básica: saber ouvir os outros. Ouvir mesmo, sem interferências! Você tira suas opiniões da reta e apenas escuta o que o outro está falando.  
           Quando você escuta as pessoas, e não apenas fala sem ouvir, tem mais chances de entender o que o outro está, realmente, dizendo. Não estou falando que a sua opinião não é importante. Ela é sim! Mas, não se pode achar que apenas a sua opinião é relevante! Além do mais, com base naquilo que se ouviu do outro, tem-se mais chances de ter um argumento bem estruturado para dar uma resposta, até mesmo para dizer um "não". 
          Não é necessário concordar com seu interlocutor para ser um bom comunicador, mas é melhor ouvir antes de falar. E, nesse exercício, você se fortalece porque também vai poder dizer o que tem a falar (afinal, você também deu a chance ao outro de falar, agora é sua vez), desde que seja de maneira firme e educada, sem ferir ninguém. 
             Agora, você também não é obrigada(o) a ouvir abobrinha. Se você percebe que um diálogo está caminhando para uma briga, uma polêmica, saia de perto! Existem pessoas que, mesmo quando são ouvidas, não terminam nunca de defender seu ponto de vista e vão fazê-lo até cansar a todos que estão em volta. Permita-se ouvir o seu interlocutor, claro. Mas, permita-se também não ter que ouvir os chatos insistentes!
             Com exceção dessa situação, experimente se comunicar com seu ouvido e coração e veja o que acontece. Tente conversar com as pessoas e dê a elas a chance de falar. E  se dê a chance de também discordar do seu interlocutor. Permita-se se observar e dizer tudo o que sente. 
        Tomei a liberdade de resumir alguns itens que podem ser importantes para uma boa comunicação. Tais como:

1) Entenda, acima de tudo, que se você quer se comunicar melhor com as pessoas, terá que ser tolerante. Tolerante mesmo, uma pessoa com paciência. Tente ser tolerante em um dia bem chato, tipo 23 de dezembro, às seis da tarde, em um shopping. Teste sua capacidade de comunicação nesse dia e veja se você é mesmo tolerante!

2) Abuse do bom humor e da leveza. Quem gosta de ouvir palavras pesadas? Quem aguenta o mau humor de alguém? Não à toa as pessoas sorridentes são mais bem aceitas pelos outros.

3) Não encare os desconhecidos como adversários porque eles podem te trazer informações úteis. Esteja aberto ao diálogo. Puxe conversa no elevador, na padaria, com aquele colega que você não conversa muito. 

4) A cordialidade tem que partir de você. Se a pessoa não foi receptiva com você em um primeiro momento, abra um sorriso. Pode ser infalível. Além do mais, sorrir é uma linguagem universal. Todos entendem!

5) Abuse da democracia: converse com o porteiro como você conversa com o seus colegas de trabalho ou com a família. Todos têm o direito de receber o mesmo tratamento. Você não gostaria de ser sempre bem tratado?

6) Simplifique a sua fala: não espere que as pessoas tenham o mesmo conhecimento acadêmico, teórico ou qualquer outro que você tenha. Não utilize uma linguagem rebuscada o tempo todo. Isso é chato!  Deixe a linguagem rebuscada para os momentos em que ela realmente for útil. 

7) Seja gentil quando acionado. Quem nunca se esqueceu de mandar um e-mail importante?  Se já, peça desculpas, mas responda. Antes tarde do que nunca. 

8) Mas, como nem sempre se pode contar com a tecnologia, não caia na teoria da conspiração. Está esperando a resposta do cliente, mas ele não te responde? É bem pouco provável que ele esteja rindo nas suas costas e dizendo ”não vou responder, não vou responder.” Que tal ligar para ele e ter certeza de que recebeu ou não o seu e-mail?

9) É pelo mesmo motivo que digo: não seja xiita. Se algo que você leu, viu, ouviu e não gostou pode não ter a ver com você. É preciso ainda um pouco de análise sobre a maneira como são utilizadas algumas ferramentas de comunicação, principalmente as Redes Sociais. Quem as utiliza para "dar indiretas, ferir alguém", fatalmente será ferido. Sabe por que? Porque sempre tem alguém mais nervosinho que você, então, não corra esse risco.

10) Acredite no poder da troca: abra um sorriso, o seu coração e tire alguns minutos do seu dia para conversar com alguém. Estabeleça o diálogo, permita-se ao diferente e perceba quantas coisas legais você pode ganhar com uma única conversa em seu dia.
         Pode-se dizer que comunicar é mesmo um exercício de observação. Você já se observou nessas situações que foram acima citadas? Então, é hora de praticar!



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Atendimento também à distância.
Escreva para contato@alloyse.com.br
Abaixo, alguns dos in companys da DNA Comunicativo

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Curso de Comunicação e Marketing em Londrina!

Oi, pessoal.
Tudo bem com vocês? 
Já pensaram que a maneira que você se comunica pode dizer muito da sua imagem pessoal e profissional? 
Então, venha treinar a sua Comunicação Profissional e dar uma mãozinha no seu Marketing Pessoal.
O curso é em Londrina.



domingo, 16 de setembro de 2012

Tá dito!

          Steve Jobs era um cara que conseguiu simplificar conceitos e traduzir sentidos. Assista esse pequeno trechinho que ele comenta sobre "amar o que faz". Se ele disse, tá dito!



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O que é belo para você?


        Você já reparou como somos instantaneamente atraídos por aquilo que consideramos belo? Mas, o que é o belo para você? Com certeza, já deve ter reparado que aquilo que você acha bonito nem sempre é considerado belo pelas pessoas que estão ao seu redor.
         Para mim, belo é algo que primeiro vemos com a alma e depois sentimos vontade de ter fisicamente e que, não necessariamente, podemos comprar. Uma jóia da Cartier é belíssima, mas existem belezas menos palpáveis. Você vê beleza em um dia chuvoso, por exemplo? No sorriso de uma criança? Esses são tipos de beleza que não podemos “tocar”, mas podemos sentir profundamente.
         É o mesmo tipo de beleza quando fazemos a viagem dos sonhos! Apesar de, geralmente, enfrentarmos um canhão de dificuldades até chegar ao destino, como longas horas de viagem e aeroportos lotados, o que fica em nossa memória é a sensação de satisfação de registros legais dessa viagem. Algo, que posteriormente, qualificamos como belo: uma peça de teatro, um café, uma lojinha engraçada.







            Mas, existem outros conceitos de belo mais concretos e que, em um primeiro momento, são unânimes. Por exemplo, quem não acharia beleza nesse lugar?




                Não sabemos porque classificamos imediatamente o belo, mas, de fato, a beleza é “percebida” como algo que paralisa nossos sentidos, nem que seja por alguns segundos, para que possamos contemplar. Uma paisagem é um momento de beleza, assim como pessoas ficaram famosas pelo belo. Marilyn sabia usar sua beleza como ninguém! Até hoje é o símbolo de exuberância.



   


       
               Até quem não tem a beleza como profissão se destaca por ela. O nadador francês Camille Lacourt chamou a atenção nas Olimpíadas pelo seu desempenho nas piscinas, claro. Mas, também pelos seus lindos olhos azuis e porte de Deus grego.



      

         Quer outro exemplo de belo que deixa qualquer um com um sorriso no rosto? Imagens de bebês!








                Eles são visualmente incríveis e exercem uma atração por onde passam!
         O belo ajuda a nos orientar visualmente sobre aquilo que determinados como bom ou ruim. É a nossa comunicação visual intuitiva e que usamos a todo o tempo, mesmo quando não percebemos. Apenas aceitamos aquilo que nos agrada e rejeitamos o que não parece muito atrativo.
         No livro História da Beleza, organizado por Umberto Eco, o belo é discutido ao longo de uma linha do tempo e observado nas mais diversas civilizações existentes. A beleza pode ser vista sobre vários aspectos interessantes, como o ideal grego; a cultura prática do século XVI; o sublime; o romântico;  e temos a beleza da atualidade – também entendida como a Beleza da Mídia. Um dos ideais de belo citados é David Beckham.
         Particularmente, acredito que o belo é muito subjetivo. Eu jamais deveria assumir publicamente porque temo pela minha segurança (rsss), mas não acho Brad Pitt bonito. Um sinal de que o belo não é unânime, apesar de uma massa considerar o ator maravilhoso. E mais, o belo pode ser exatamente o oposto do que consideramos atraente.
         Para trazer mais clareza sobre o que consideramos belo no mundo de hoje, apresento a vocês Andrea Greca Krueger, que é profissional de Coolhunting, uma pesquisadora de tendências. Ela é proprietária da Berlin, uma empresa de pesquisa de mercado e análise de tendências. Andrea, o que é o belo nos dias de hoje? Ainda existem padrões de beleza?

Nas palavras de Andrea:
           Após a crise financeira de 2008, a publicidade tem olhado para padrões menos perfeitos e, portanto, menos artificiais. Há uma busca e valorização pela beleza de verdade, por modelos com diastemas, sardas, óculos, cabelos crespos, mulheres maduras ou acima do peso. 
         Em uma extrapolação dessa tendência, há marcas que buscam em transexuais e andróginos, como Lea T. para Givenchy e AndrejPejic para Marc Jacobs, ou no super tatuado Zombie Boy provocar a sociedade e o establishment, o que é muito bacana para fazer as pessoas pensarem sobre esta questão.



      Sharon Stone, 54 anos: as mulheres maduras conquistam espaço na mídia.




Jane Fonda, 74 anos:  outro exemplo de mulher madura de destaque na mídia.


 O tatuado Zombie Boy  e o andrógino Andrej Pejic



Lea T.

              Esse discurso é perfeito para tempos de crise, em que se vê que o dinheiro é virtual e os valores sim, esses são reais e eternos dentro de cada indivíduo. Em uma pesquisa recente sobre a beleza com jovens entre 15 e 25 anos para uma marca de cosméticos, percebi que as meninas têm orgulho do que são e querem ser reconhecidas, aceitas e admiradas com seus defeitos e virtudes.
            Os seriados Glee, que os jovens adoram, e mais atualmente o Girls são importantes emissores dessa ideia também. Sem mencionar o discurso da Lady Gaga na música que atingiu o topo das paradas do iTunes em 21 países em apenas 5 horas, Born this Way:“eu sou bonita do meu jeito pois Deus não comete erros, estou no caminho certo,  nasci assim”. Genial, encorajador e totalmente alinhado ao espírito do tempo. Fora a imagem dela, que fala por si.
            É ponto pacífico que o belo é algo subjetivo. Mas falando em termos comerciais, por exemplo, as modelos Lara Stone e Elizabeth Jagger, com seus enormes diastemas, estão super em alta, assim como as sardas da brasileira Cíntia Dicker

.


                 (Pergunta minha) Então, Andrea, mais do que nunca pode-se dizer que, hoje, o belo é o que é belo para cada um de nós?
      Sim, ainda que a mídia influencie bastante ao “impor” ou sugerir incansavelmente certos padrões nos filmes, revistas ou novelas. O mais legal é que hoje não é vergonha não andar com a manada, ou seja, você não precisa e não deve se calar em uma discussão porque acha o Brad Pitt ou a Gisele Bundchen pouco atraentes. Existe uma valorização enorme da individualidade, o que é fantástico. É bacana ter opinião própria e não se deixar influenciar pela opinião da massa. Isso, para mim, é realmente belo: ter senso crítico e repertório para avaliar e personalidade para defender suas opiniões. Quando penso no belo, o que me vem à cabeça é a verdade. Não há nada mais bonito do que ela.
          

Nas minhas palavras:
         E para você que está lendo, como você se comunica com o belo?
        Umberto Eco  tem uma frase que acho maravilhosa e que diz assim: “é belo alguma coisa que, se fosse nossa, nos deixaria felizes, mas que continua a sê-lo e pertence a outro alguém."


        
p.s: agradeço imensamente a participação da bela Andrea Greca Krueger. Para quem não conhece a Andrea:


Jornalista e pesquisadora, pós-graduada em coolhunting e investigação qualitativa de tendências (Universidade Ramón Llull - Barcelona). Especialista em mídia de moda (London Collegeof Fashion), jornalismo de moda e coolhunting (Central Saint Martins CollegeofArts& Design - Londres), com cursos de extensão em pesquisa e análise de tendências na Universidad de Palermo (Buenos Aires), Future ConceptLab, ESPM e Observatório de Sinais (São Paulo). Cursa, além disso, extensão em psicanálise e antropologia social (A Clínica do Real – prof. dr. Célio Pinheiro). Ministra cursos e palestras de coolhunting e pesquisa de tendências.

www.berlin.inf.br
andrea@berlin.inf.br


p.s1: vale a pena namorar as jóias da Cartier, nem que seja pelo site http://www.cartier.com/
p.s2: quem nunca teve a oportunidade de ler o livro História da Beleza, leia. É para guardar para o resto da vida. Simplesmente, maravilhoso.


















segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Mensagem decifrada!

 Olá, pessoal. No post anterior eu escrevi uma mensagem "decodificada" e disse que mostraria a mensagem real por trás dos obstáculos. E eis a mensagem aí, sem nenhum ruído!

          Os cientistas descobriram que as mensagens que lemos são sinais captados por nossos olhos e que são imediatamente  encaminhados para o cérebro, que vai fazer a “decodificação”  dessa mensagem. Se ela nos for útil, vamos nos manter nessa informação atrativa.  Se não for, vamos nos “desfocar” quase que imediatamente do que estamos lendo.  Simplesmente, descartamos o que vemos.
            Mas, existem algumas leituras que gostamos tanto que nem parece que paramos alguns minutos para ler. Quem, por exemplo, nunca leu um grande livro em apenas alguns dias? Quando não encontramos barreiras e a leitura agrada ao nosso gosto, nosso cérebro simplesmente continua recebendo essas informações, sem fronteiras.
                E quando queremos realmente ler alguma coisa, mas existem algumas letras erradas ou uma parte do texto borrada, fazemos um esforço extra para chegar até o fim. E, nessa hora, nosso cérebro redobra a sua atenção para que possamos enxergar melhor.  A mensagem talvez não chegue inteira, mas se você juntar as palavras  - ainda que não entenda todas elas – você vai conseguir entender parte da mensagem e concluí-la por inteiro.
                Isso significa, na prática, que se mesmo com obstáculos ou empecilhos nas informações que você recebe, as que você precisa vão estar ali. Basta encontrá-las no texto.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Decifrando mensagens!


                Comentei sobre a organização de informações no post da semana passada, em que eu falava também sobre a quantidade de dados que recebemos, todos os dias. Mas, algumas pessoas me escreveram dizendo que não entendiam como é possível selecionar essas informações, na prática. Então, tentei explicar que para fazer isso basta se focar somente naquilo que realmente é importante. Sem medo de descartar uma informação que, a princípio, pode parecer tentadora.
                Quando você tem um mar informações na sua frente parece mais difícil selecionar o necessário. Aliás, a palavra mar me remete à seguinte comparação: quando estamos nadando na água turva do mar, não enxergamos direito o que tem pela frente. Então, fixamos em alguns pontos da praia para que possamos chegar até lá. E dá certo. Em alguns momentos, as ondas e a corrente marítima vão te levar mais para direita, para a esquerda ou ainda vão te puxar para trás. Mas, basta se fixar em alguns pontos para chegar até a praia. E nadar bastante, claro.
                Quando temos que selecionar as informações é mais ou menos por aí. Tire tudo o que há de desnecessário da sua frente e se foque na real mensagem. Mesmo com uma imagem turva (ou com os ruídos de comunicação), o nosso cérebro é capaz de captar o que precisamos.
                Para isso, convido você a praticar o exercício abaixo e decifrar a mensagem. Sei que vai parecer complexo num primeiro momento ler o texto, mas logo você vai ver que, apesar das barreiras, seu cérebro vai entender o que está escrito. Uma dica é: todas as palavras estão inteiras (não tem palavra pela metade), então, siga a lógica do texto. Basta buscar as informações:

                Os cientistas 1235 descobriram que westus as mensagens que lemos read  são sinais captados decodiert por nossos olhos 4567 e que são imediatamente vous l'obtenir  encaminhados para ce texte o cérebro, que vai gør afkodning  fazer  abjtie a “decodificação”  此消息 dessa mensagem expecto patronum.  Se ela om hon nos for útil, 3573 vamos nos manter calm nessa informação привлекателен atrativa. Se não for, andifnot, vamos nos desfocar blur quase que brouiller imediatamente  lecture  do que  vykonané estamos lendo.  Simplesmente, highlight descartamos exv34 o que vemos.
                Mas, esteen existem algumas yn llesteirio leituras 456 que gostamos tanto  que можеш nem parece que 926h paramos alguns léamh minutos para du håller lê-las. Quem, absolut por exemplo, ziggy nunca leu stardust um grande livro em je hebt apenas alguns vermogen dias? Quando web não encontramos découvrir 432 barreiras e a pembacaan leitura agrada God ao nosso gosto,  nosso  heart cérebro joprojām simplesmente lasījumā continua recebendo essas 345x informações fourth sem fronteiras.
                E quando nami queremos realmente meklēt ler alguma coisa 6762, mas existem преимущество algumas letras erradas right ou uma parte do lekti texto borrada 3498m fazemos um某物 esforço extra founde para chegar difficile até o fim slut. E, etst nessa hora, hjärna nosso cérebro zdvojnásobit  redobra a sua atenção اهتمام para que oh526 possamos enxergar bedre melhor.  A mensagemメッセージ talvez não pleine chegue inteira, hk356 mas se você gå juntar as palavras söka - ainda que est4 não entenda bleur todas elas – você vai refah conseguir entender  parte da mensagem wyciąg e concluí-la por Potter inteiro.
                Isso significa, 践中 na prática, 989v que se mesmo com even obstáculos sens ou empecilhos grožis nas informações que você  salut recebe, as que você precisa play the game vão estar ali. Basta että vaikeus encontrá-las no texto.
                
                 Entendeu?





p.s: queridos, vou divulgar o texto original, sem as palavras “obstáculos”, daqui alguns dias. Mas, sugiro você tentar ler o texto mais uma vez. Você vai ver que a mensagem começa a ficar mais clara. 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Café de Relacionamento

Oi, pessoal. Dia 14 de setembro vou estar na Amcham de Curitiba para conversar com os associados sobre como apresentar sua empresa em até 2 minutos.  Das 8h30 às 10h30. Você não pode perder! Mas, atenção é preciso ser associado. Te espero lá!