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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Você tem FOMO do que?


                 Dizem os filósofos que tudo o que precisamos ver está diante dos nossos olhos. Mas, será que enxergamos?
               Com uma infinidade de informações que temos hoje, ver o que precisamos não é tarefa fácil. Diz uma pesquisa americana que uma edição de domingo do jornal The New York Times tem mais conteúdo do que uma pessoa, da Idade Média, teria em toda a sua vida.
              As informações chegam até a gente de todos os lados: pelo celular, pela televisão, do trabalho, das Redes Sociais. Se você passa algumas horas sem usar o computador não tem a sensação de que ficou por fora de alguma coisa? É a conseqüência da Era da Informação. Nunca tivemos tanto acesso às informações e em nenhuma outra fase da história da Humanidade o conhecimento foi tão abundante. Mas, tudo tem um preço. Se você não filtra as informações que chegam, qualquer coisa passa a ser urgente e necessária e você pode cair na síndrome do FOMO - The Fear of Missing Out. Acabamos ficando viciados nas informações que "pipocam" na nossa frente, principalmente no que os outros estão fazendo! E aí, você se esquece de você! 
             Por isso, sugiro que você organize suas informações assim como você faz com suas contas (ou deveria fazer). Vamos supor que você seja uma pessoa organizada e separa as contas em pastas diferentes, por ano e por tipo. As informações funcionam mais ou menos assim, só que de uma forma mais dinâmica. Nem tudo é para agora ou para hoje, basta selecionar.
              Você pode começar organizando as informações úteis, logo cedo, para ficar mais fácil de administrar o resto do dia. Comece sempre por:

1) O que é importante? Quais informações vou precisar para o meu dia? Vou ler o jornal, assistir ao noticiário ou ver as notícias na internet? Eu tenho que ler algum artigo para a aula? Quais são as informações que vou realmente consumir? Pense em todas as possibilidades e as coloque na agenda e, acima de tudo, reserve um horário para ler as informações que você precisa.

2) Você realmente quer ler aquele artigo da Superinteressante, mas não vai ter tempo hoje? Coloque na sua agenda para lê-lo no sábado. É um compromisso com o seu desejo.

3)  Esses dias, uma amiga me disse: se você olhar de volta para o celular e atualizar esse e-mail não converso mais contigo. Ela tem razão! O celular não tem perninhas e não vai fugir. É claro que não preciso ficar olhando para ele o tempo todo.

4) Quanto tempo você vai passar nas Redes Sociais? Nem tudo o que você posta ou que os outros postam é tão urgentes assim,  por isso, o Facebook permite assinaturas. Minha sugestão é: fracione as suas horas nas Redes Sociais. Por exemplo, você pode abrir as Redes às 8h, depois às 12h e antes de ir dormir. E não caia em tentação!

5) Agora, se o seu trabalho permite (ou exige) que você passe o dia nas Redes Sociais selecione bem as pessoas que está adicionando ou a que grupos pertence.  Outro dia, ouvi de um profissional bem bacana que “não é que o Facebook está ficando ruim, nós é que selecionamos errado as pessoas que estão lá. Existem pessoas que te inspiram no Facebook?” Achei uma ótima dica. E outra que eu dou é faça uma limpeza dos eventos que você não vai participar. Essa faxina vai permitir que você encontre os eventos ou links que realmente são importantes.

6)  Organize os seus e-mails. Separe pequenos períodos do dia para responder as mensagens mais urgentes, depois as importantes e as demais. Não deu para responder a quem você precisava? Refaça a lista de prioridades.  

7) Tire uma folga das informações mais densas! Vá ao cinema, teatro, ao boteco, leve seu cachorro para passear e desligue o seu celular.  Possivelmente nenhum Tsunami vai acontecer enquanto você estiver “off”. Moramos no Brasil! E se algo urgente acontecer você vai saber. 

8) A intuição não tem hora e nem dia para acontecer. Então, carregue um bloquinho em sua bolsa ou mochila e anote as informações que chegam do seu cérebro. Elas são valiosas e melhores que quaisquer outras que você vai ter no dia.


                Eu sempre me lembro daquela cena do filme “O Código da Vinci” em que o personagem de Tom Hanks, Robert Langdon , consegue desvendar o código criado por Da Vinci e que está muito bem guardado dentro de um criptex.  O personagem passa o filme todo correndo perigo de vida e ainda assim consegue decifrar o que seria um dos maiores enigmas da história de Jesus Cristo. Claro que estamos falando de um filme, mas para mim, reforça a máxima dos filósofos: tudo o que precisamos ver está diante dos nossos olhos! Basta enxergarmos.




p.s:  Vocês se lembram do NY Times, aquele jornal que tem milhares de conteúdo na mesma edição? Então, eles fizeram uma reportagem bem bacana sobre o FOMO. Sugiro você ler quando  tiver um tempinho livre:  http://www.nytimes.com/2011/04/10/business/10ping.html

p.s1: Criptex: muitos acreditam que a palavra tenha sido inventada por Dan Brown, o autor de O Código da Vinci e que esse objeto teria sido inspirado nas engenhocas  para “guardar mensagens”, criadas por Da Vinci.

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