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Treinamento para falar bem na mídia, palestras, reuniões e vídeo aulas.

Comunicação como ferramenta

Conheça os benefícios de uma comunicação mais eficiente.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Falar com o coração

               Quem nunca teve um dia de fúria que atire a primeira pedra. Tem dias que nada dá certo e que seria melhor nem ter levantado da cama. Uma fechada no trânsito, um colega que discute com a gente ou alguém que fura a fila podem tirar o nosso humor.
                Nessas ocasiões a gente se pergunta: por que tem que ser assim? Não dá para ser legal sempre? Quando estou muito braba (e olha que eu fico bem braba às vezes) faço um exercício para me lembrar que o Very Bad Day dura só poucas horas ou minutos ou até segundos e que não vale a pena levar a raiva para frente. Fico pensando nas coisas doces da vida: jogar conversa fora com os amigos; comer bolo de cenoura com cobertura de chocolate; nadar até enrugar os dedos; sentir o sol nos ombros e o vento no rosto; comer jabuticaba do pé. É o que eu chamo de prazeres Amelie Poulain.
  




                    Todos nós temos os nossos, mas nos esquecemos deles na maior parte do tempo.
                E quando o assunto é trabalho a situação é ainda pior. Não sei quem inventou a idéia de que trabalho deve ser árduo e difícil. Mas, com certeza não foi um comunicador. Se já é complicado manter a mente calma e o coração tranqüilo, imagine tentar tornar o seu ambiente de trabalho mais agradável. 
                Pois eu te proponho esse desafio. Acha difícil? Eu não. Estamos o tempo todo nos relacionando com pessoas, desde em que acordamos até o momento em que voltamos para a cama. E nesse tempo, podemos tornar nosso dia mais legal. É claro que você não vai carregar um saco cheio de ervilhas para colocar a mão dentro na hora em que o bicho pegar. Mas, pode tomar atitudes simples.
                Como sorrir. Faça o teste e não precisa ser só no trabalho não. Pode ser na sua família, com os estranhos na rua e até com os seus inimigos. Sorria para as pessoas, sem propósito, mas de verdade e com o coração. Por que? Porque quando sorrimos nos comunicamos com as pessoas mesmo sem usar palavras. Agregamos ao outro um novo sentido e compartilhamos o que podemos fazer de melhor: ser feliz.
                Geralmente esperamos intervenções divinas, como se Santo Expedito pudesse mudar o rumo da minha – e da sua – história em um dia difícil. Desculpa, talvez isso não aconteça. E nem vamos resolver nossas questões mais existenciais apenas com um sorriso. Mas, você pode mudar o seu dia e das pessoas que estão ao seu redor.
                Sorrindo!            


p.s: todos os dias Emi, uma colega de trabalho, muda o rumo da minha história. Ela sempre tem uma balinha, um docinho para alegrar meu dia. E claro, um sorriso.
p.s1:  o trechinho do filme é do Fabuloso Destino de Amelie Poulain.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Na era dos símbolos


      Vocês já repararam que a nossa linguagem se modifica em uma velocidade incrível? Eu acredito que as mudanças ortográficas aconteçam a cada 10 anos, mais ou menos. Mas, se parássemos para pensar quantos séculos o português levou para se emoldurar como língua, ficaríamos chocados com a rapidez como um idioma é capaz de sofrer modificações.
    Não estou defendendo a estagnação, nem a normal culta. Como observadora das línguas, amo sotaques, gírias, expressões regionais, trejeitos ao falar. Mas, um fato tem me chamado a atenção nos últimos tempos. Uma amiga me disse que, daqui a algumas décadas, não vamos mais escrever e sim desenhar símbolos. Como os Hieróglifos para os egípcios - perguntei? Isso mesmo, ela disse. Quer um exemplo?

         Quando você vai ao toilet, não precisa estar escrito “banheiro”.


         
           Assim como você sabe o lugar certo de jogar o lixo.



         Sem contar os inúmeros símbolos que temos para as ferramentas da internet.





         E os aplicativos para celular? Eles também se tornaram símbolos universais.



         
           E as empresas que são conhecidas pelos seus símbolos?



         Religiões também tem símbolos.




         
          Assim como profissões.




         E ainda bem que existe uma dose de humor para os símbolos de hoje.






         Brincadeiras à parte. Não importa muito em que país você esteja, é um fato que os símbolos ajudam a nos situarmos no mundo. E se tornaram a identificação visual daquilo que queremos ou procuramos. É claro que a linguagem escrita nunca vai deixar de existir. Felizmente, não vamos voltar a usar os Hierófligos. Mas, que esses egípcios eram bem moderninhos, isso eles eram.







p.s:  os Hieróglifos foram usados pelos egípcios mais ou menos 3.500 a.C. Dizem os especialistas que muitos pesquisadores morreram para tentar identificar essa língua de símbolos, devido a sua complexidade. O Hórus, figura acima, não necessariamente é datado da época dos Hieróglifos, mas é um dos símbolos mais fortes e duradouros da humanidade. Significa proteção contra o olho gordo.




Que tal investir na sua comunicação? A DNA Comunicativo (empresa de Alloyse Boberg) oferece cursos em formato podcast (áudio) a preços acessíveis. Ou seja, você pode fazer um curso correndo no parque ou até mesmo preso no trânsito. Basta ir até a LOJA DA DNA COMUNICATIVO. 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Que voz é essa?


       Sabe quando você escuta uma música e não acredita que aquela voz possa existir, de tão bonita que é? Tipo Elvis Presley cantando Suspicious Minds. Uma voz tão suave e rouca, grave, afinadíssima, com um canhão de sedução e uma dose de rebeldia, é impossível ter igual.





          Não quero ser injusta com Frank Sinatra, que também tinha uma das vozes mais incríveis da história da música. Mesmo com um pouco de whisky na cabeça, cantava com um vozeirão imponente e tinha uma certa histeria italiana em seu tom.



           
           E aqueles cantores que a gente não sabe da onde vem a voz, de tão exclusivas?






         Calma, mulheres. Nós não ficamos atrás. São tantos talentos espalhados pelo mundo que é difícil enumerá-las: Bebel Gilberto, Emy, Aretha, Dona Summer, Elis Regina, Norah Jones.E tem uma voz que acho excepcionalmente linda: a de Maria Callas. Eu sempre quis ter uma voz como a dela. Achava magnífico alguém ter um alcance tão grande, sem o menor esforço. Uma voz que extrapola qualquer expectativa, visceral e suave. É possível? Para Callas sim.





         Deixei de sonhar em ser Callas quando ouvi minha voz, pela primeira vez, junto com uma fonoaudióloga. Isso, que fiz fono desde criança, então sempre tive a noção de que eu falava muito baixinho e não pronunciava bem as palavras. Confesso que num primeiro momento fiquei levemente triste. Mas, o que eu ia fazer? Aceitei o fato! E comecei a ouvir a minha própria voz e a trabalhar ela com fonoaudiologia, para que ficasse mais clara. E, anos depois, descobri que minha voz combinava exatamente com a minha personalidade: um pouco de doçura e muito de pimenta.
         A maioria de nós não tem a menor ideia de como a voz é reproduzida e que aquilo que ouvimos pode ser completamente diferente de uma voz gravada. Perguntei, então, para a fonoaudióloga Daniele Almeida, que trabalha com voz de jornalistas, para tentar entender por que isso acontece. Ela me explicou o seguinte:

Na voz da Fonoaudióloga Daniela Almeida:

         A voz que ouvimos é diferente da voz registrada nos gravadores porque ouvimos por dois canais, internamente, através da vibração óssea, e pela captação externa do ouvido e o processamento cerebral. Vem daí a sensação da voz ser mais grave do que realmente é. Já o nosso interlocutor, ou as gravações, escutam a nossa voz como ela é.  As pessoas com comunicação treinada, como atores, jornalistas, radialistas e os dubladores, conseguem aproximar esta percepção, e também, por que “se ouvem” o tempo inteiro, e isto, aprimora a fala. 
         Colocamos à culpa no outro, por não compreender uma ordem, ou uma vontade, mas o quanto sinalizamos com a voz que o assunto era importante?  Temos certo que a clareza na articulação dos sons, principalmente os R e S nos finais das palavras (conjugação verbal e plural) identifica a qualidade do vocabulário do falante.

         E por ultimo, uma voz agradável é uma voz flexível, saudável, que transmite vivacidade à comunicação. Logo, tudo que faz bem para saúde faz bem pra voz: evitar ou reduzir o tabaco; o excesso de bebida alcoólica; buscar uma alimentação equilibrada; praticar exercícios físicos; ter boas horas de sono e muita ingestão de água também contribuem para a voz.


         Viram só? Se você não pode ser o Elvis, que, pelo menos, seja o seu próprio Elvis. ;)       



p.s: gostaria de agradecer a gentileza da fonoaudióloga Daniele Almeida, uma apaixonada pela voz e pela comunicação. Ela trabalha com a voz de jornalistas e também trata de distúrbios da comunicação humana,em seu consultório,.
p.s1: é claro que gosto é gosto. E neste artigo, não está um décimo dos meus cantores e cantoras preferidas. Mas, com certeza, estão as vozes mais comumente admiradas.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A arte de palestrar


                 

                Toda vez que alguém me convida para assistir palestra eu tenho vontade de perguntar: vai ser legal? Falo isso porque, em geral, as palestras não me prendem, com todo o respeito aos profissionais. Vai me dando um sono, vou recostando na cadeira e aquela luz baixa, com aquela voz lá no fundo tem um efeito hipnótico e sonífero sobre mim. Por isso, já sento na última fileira que é para não dar bandeira.
                Eu não entendo quem criou esse padrão de palestras em que o palestrante precisa falar e falar e mostrar 50 slides do Power Point e ainda apresentar muitas planilhas. Acredito que “falar” para o público não funciona se não tiver interação. As pessoas que vão assistir a uma palestra querem aprender, fazer contatos, mas também interagir. Se não fosse importante para elas, não estariam ali.
                É claro que aquelas palestras shows, em que o palestrante “berra” para ter a atenção do público, também não funciona. Você gostaria que berrassem no seu ouvido? Não, né? Como, então, prender o público? 
              Pedi uma ajuda para a Coach Adriana Ferrareto, que é uma das maiores palestrantes do país, para nos dar essa explicação.  Fiz um bate-bola com ela e veja quantas informações relevantes Adriana traz para a gente:


 Adriana, a perguntar que não quer calar: como manter a atenção do público?
Falando sobre um tema que satisfaça as necessidades do público. Precisa haver uma identificação do público com o tema que, em geral, deve partir da premissa que vai resolver um problema. Estamos precisando no mundo de hoje, de pessoas que resolvam problemas, não apenas que ofereçam ideias.

 É preciso se organizar para uma palestra. De que maneira?
Sem sombra de dúvidas é necessário organizar uma palestra, pois nada mais é do que contar uma boa história, com começo, meio e fim. Evidente que recheada de boas dicas, métodos eficazes para resolver aquilo que se propõe, dar exemplos reais, mostrar que é possível. O tempo é muito importante, não podemos nos tornar monótonos, saber quanto tempo ficará numa tela é perspicácia para poucos.

O Power Point funciona?
Muito bem, mas com imagens que reforcem o que se quer dizer. Pouco texto, números impactantes, sem muitas firulas tecnológicas de letras entrando pela esquerda, flechas voadoras, sons estranhos, tudo isso distrai a atenção do público para aquilo que deveria ser o mais importante: o palestrante.
Existem ótimos livros no mercado que ensinam como fazer boas apresentações, um que gosto muito é Apresentação Zen de Garr Reynolds da editora AltaBooks.

Recursos da internet também ajudam? Por exemplo, apresentar vídeos do Youtube?
Com bastante equilíbrio. A escolha de um vídeo ou música precisa fazer muito sentido para que a platéia entenda a conexão, caso contrário, o palestrante terá de gastar muito tempo explicando o porquê daquele vídeo. Mas quando bem utilizado, ilustra de forma lúdica e emocional o que se deseja passar.

Utilizar as Redes Sociais para interagir com o público é uma forma de manter o público acordado? 
Já assisti palestras em que isso é feito, mas particularmente não uso esse recurso.

Que outras dicas você daria?
Um bom palestrante precisa de boas histórias para contar. Essas histórias preferencialmente devem ter sido vividas pelo palestrante, para que ao contar as experiências ele de fato engaje a plateia, os emocione, faça-os perceber que o que ele fala não é apenas uma coletânea de informações de vários livros lidos, mais que isso, é alguém que fez a reengenharia da própria vida e tem algo a acrescentar. Precisamos de pessoas inspiradoras, que exalem coerência e autenticidade. As palestras tem como objetivo despertar as pessoas para novas possibilidades e o palestrante deve ter uma consciência expandida para propiciar isso.
Se você ainda não conhece o trabalho de Adriana Ferrareto, vá até a página dela. Além de excelente profissional, é uma pessoa que sempre tem alguma palavra bacana para te dizer. adrianaferrareto.com.br

Encontrei também  um artigo na Revista Superinteressante que traz outras dicas de como falar em público e como não perder a conexão com a platéia:

Ria de si mesmo
Se cometer alguma gafe e o público achar graça, ria com ele e prossiga. E não precisa pedir desculpas, pois isso passa uma impressão de insegurança e despreparo.

Frase-resumo
Comece com uma frase de efeito, que resuma seu tema e conquiste o 
público. Em jornalismo é o que a gente chama de lead: pôr o mais importante logo no início.

Lei dos 5 minutos
O público não mantém a concentração por mais de 6 minutos. Para garantir o foco, a cada 5 minutos, altere algo: sua posição, o volume da voz, o slide da apresentação. 


Vídeo autocorretivo[1]
Grave-se falando. Só aí você repara e se livra de muletas como "tipo..." e "né?", pausas como "ããã" ou "ééééééé" e cacoetes como coçar a cabeça e ajeitar as calças. 


Power Point com moderação
A ideia é falar, não ler em público. Para isso, deixe o mínimo de texto em cada slide. A apresentação deve auxiliar, mas jamais ofuscar o palestrante.

Conheça o público 
[2]
Saiba quem é sua platéia
 e o que ela espera de você - não pague o mico de saber menos que ela. Além disso, esteja atento à reação das pessoas e dê espaço à interação. 

BÔNUS ANTIBRANCO
Basta usar a frase: "Na verdade, o que eu queria dizer é..." Esse artifício obriga você a recontar a mensagem de outra maneira, e isso pode livrá-lo da armadilha do "branco".

Ficam aí as dicas!!


p.s: Agradeço  a participação da Coach Adriana Ferrareto, que trouxe para nós dicas valiosas..


[1] Viram a importância no Media Training para os palestrantes? Treinar e treinar e treinar e treinar para tirar os vícios de linguagem.
[2] Falei do princípio da Retórica de Aristóteles (sobre a importância de conhecer seu público alvo para usar a linguagem adequada) no post“O dia em que Príncipe Charles virou ‘mocinho’ do tempo”.