Marcadores

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Eu converso com o Wilson, e você?


          Essa semana, resolvi dar uma trégua para os assuntos corporativos para debater a comunicação pessoal.        
         Você já se pegou falando sozinho? Dá uma vergonha, né? Parece coisa de gente louca. Já me peguei em altas cenas discutindo comigo mesmo e ainda falando alto. Coisas do tipo: “Que saco, esqueci de comprar tal produto”, quando saía do mercado. Aí, percebi que mais pessoas também falavam sozinhas. Independentemente do lugar, comecei a flagrar pessoas se comunicando consigo mesmas no supermercado, no trabalho, na lojinha de cosméticos, no consultório médico, no trânsito.
         Fiquei realmente intrigada com isso e percebi que quando não estou conversando com alguém estou conversando comigo, o que é difícil porque estou sempre conversando com alguém. Todos nós estamos conversando o tempo todo, né? Já pensaram em quantas pessoas nós nos deparamos ao longo do dia? Do porteiro do prédio aos amigos, os vizinhos, o chefe, o cabeleireiro, além das pessoas que estão nas Redes Sociais.
         Mas, eu não falo sozinha. Eu falo com o Wilson. Isso mesmo! Dei o apelido de Wilson a essa pessoa que mora dentro do meu cérebro e conversa comigo. É uma analogia ao personagem do filme Náufrago. O pobre coitado conversava com uma bola de vôlei da marca Wilson, lembra? Como essa voz interior não tem forma, chamo de Wilson.



        É um fato que Wilson tem um discernimento danado. Toda vez que aciono Wilson para coisas grandes ou pequenas tem sempre um ponto de vista peculiar que até então eu não tinha enxergado. Aí fui ouvir a voz da ciência para tentar entender porque conversamos sozinhos.

         A explicação que eu tive foi essa: todos nós temos um Wilson dentro da gente e ele serve para organizar os nossos pensamentos e os sentimentos. A psicóloga Maria Marta Ferreira definiu Wilson assim: “esse diálogo interior é um exercício de saúde emocional. É autoconhecimento”. E por que é tão importante? Porque se nos entendermos melhor, nosso diálogo com o outro vai ser mais fluído.
         Sabe aquela história de que se não estamos em um bom dia acabamos descontando no outro? É melhor você conversar com Wilson antes! Já pensou em quantos bons negócios você fecharia se desse mais voz à Wilson e estruturasse melhor os seus pensamentos? O quanto ele pode ser importante quando temos que tomar uma decisão difícil?
         Wiiillllsssssooooonnnnn, cadê você? Rsss...

        Ficou com saudades do Wilson? Vale a pena rever um cadinho do filme:



p.s: Gostaria de agradecer a gentileza da psicóloga Maria Marta Ferreira que bateu um longo papo sobre o assunto comigo. Maria, foi muito esclarecedor! Obrigada.

p.s1: gente, vale lembrar que conversar consigo mesmo não tem nada a ver com Esquisofrenia ou com os amiguinhos imaginários que as crianças tem entre os 4 e 5 anos. São coisas distintas.



http://dnacomunicativo.com.br/produtos/





6 comentários:

Boa noite Alloyse, tudo bem? parabéns por tocar num assunto tão interessante, uma vez ouvi alguem dizer :" não falo sozinho, falo com alguém inteligente." tive que concordar, pois cada vez que conversamos com o nosso Wilson, acabamos por pensar naquilo que fazemos ou que deixamos de fazer, analisamos nossos erros e buscamos respostas em nós mesmos. mais uma vez Parabéns!

Adriano, muito gentil o seu comentário. Todos nós temos realmente um Wilson!! Várias pessoas se identificaram com o assunto e me escreveram para você ver como isso mexe com as pessoas. Acho, inclusive, que o mundo seria tão mais bacaninha se as pessoas dessem voz ao Wilson, hehehehe. Um grande abraço!

Esses dias me pegaram em duas cenas assim. Riram. Eu ri também, claro! Wilson, o espelho, a voz interior... Tudo para "organizar nossos pensamentos e sentimentos." Foi uma boa conversa. :)

Oi, Celis. Obrigada pelo seu comentário!
É isso mesmo! Todos nós conversamos com o Wilson, hehehehehe.
Um grande abraço.

Alloyse. Adorei a analogia. É claro que converso com o Wilson! Fico feliz em saber que não sou a única a estabelecer breves contatos, diálogos e até longos debates com esse "amigão", que conhece como ninguém a minha dinâmica.Mais segura ainda por saber que não se trata de esquizofrenia..rsrsrs. Quando eu levo a sério o que ele diz,consigo evitar muitos "prontofalei" (outro maravilhoso artigo seu), então o vejo mandando aquele "tchauzinho", como no filme: "Decisão certa!". Estou há apenas um mês no LinkedIn, por isso, só hoje tive contato com seus textos, muito bons de ler, por sinal. Sucesso pra você!

Oi, Marisa. Seja bem-vinda a esse site e muito obrigada pelos seus comentários!!! Muito gentil. Sempre que quiser dar sua opinião, fique à vontade. Abraços.

Postar um comentário