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Treinamento para falar bem na mídia, palestras, reuniões e vídeo aulas.

Comunicação como ferramenta

Conheça os benefícios de uma comunicação mais eficiente.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Se não sabe, pergunte!


       

       É comum as pessoas se preocuparem com o que vão vestir para apresentar uma palestra ou chefiar uma reunião. Geralmente, elas se preocupam também com o que vão falar. E ficam dúvidas se as planilhas que vão ser expostas são adequadas ou não.  Essa situação parece comum? 
            O que mais me chama a atenção,  quando alguém me pergunta o que fazer em uma apresentação, é que as pessoas têm muita vergonha de perguntar. Como se fosse um pecado! Eu não tenho a menor ideia de quem inventou isso, mas, saibam, perguntar é sinônimo de sobrevivência. Ninguém nasceu sabendo tudo e, convenhamos, seria muito chato conviver com alguém que sabe tudo.
            Acredito, portanto, que a melhor maneira de se sair bem em um evento, palestra ou aula é se informar antes sobre tudo o que vai acontecer. Quem é meu público? Que linguagem devo utilizar com esse público? Vou fazer apresentação em Power Point? Vou ter tempo de expor as planilhas? Com quem seria interessante trocar uma ideia antes? Quem pode ser um bom contato após o evento? Existem inúmeras possibilidades em uma simples aula e você pode tirar muitas vantagens delas.
            Para não se perder, é importante se organizar. Faça uma listinha do que vai precisar realizar para esse evento e depois reorganize os itens por prioridades. Pronto! Se você tiver as suas dúvidas respondidas pode ir seguro de que tudo será um sucesso.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Conquistando o cliente pelo ouvido

         O grande poeta Mário Quintana dizia que o “diálogo” nada mais é do que dois monólogos intercalados.
        Vejo muita lógica nessa conclusão. Já reparou como falamos sem prestar a atenção no que o outro está falando para a gente?
       Nossa diarista, o moço da banca e até o nosso chefe nos dizem coisas significativas ao longo do dia. Mas, nem sempre damos bola. Sabe por que? Porque, em geral, estamos preocupados com o que nós temos a dizer.
         Com o mundo das redes sociais essa situação piora, já que elas propiciam essa expressão em via de mão única. Você fala, posta fotos, comentários, mas, com certeza, isso não é um diálogo.
            E aí, o diálogo acaba virando uma raridade. Nas famílias, nos relacionamentos e, claro, no trabalho. E, com certeza, você também faz isso com seus clientes.
            Nisso, os publicitários tem muito a nos ensinar. Eles são experts em identificar o público alvo de cada cliente para vender um produto.  Para isso, eles “escutam” o que o público desse cliente precisa. 

Adoro o exemplo da propaganda da Heineken em que as mulheres ficam enlouquecidas com o closet da casa nova e os homens “surtam” com freezers lotados da cerveja. Não é o sonho de consumo de todo homem e mulher? 
Esse é um grande exemplo de como é fácil conquistar o seu público alvo se você aprender a ouvir e falar a língua dele. Já pensou que experiência riquíssima se a gente parasse para ouvir as pessoas as quais temos contato diariamente?
Da próxima vez que tiver que conversar com seus funcionários ou clientes preste a atenção no que eles estão te dizendo. A sua chance de acertar é muito maior.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Você na mídia



Que impacto seu discurso tem na mídia?


Quem já deu entrevista em um veículo de comunicação sabe a dimensão que isso tem. Certamente algum colega ou parente vai te parar na rua para dizer: “te vi na TV!” ou “te ouvi no rádio!” Você possivelmente não sabia desse alcance e jamais imaginaria ter seus 15 minutos de fama. Mas é verdade. A televisão é o meio de comunicação que atinge a maior quantidade de pessoas, por ser o mais popular dos veículos. Para se ter uma ideia dessa dimensão, segundo uma pesquisa do IBGE divulgada em 2006, 93,5% dos lares brasileiros tinham aparelhos de TV em casa. Na última pesquisa divulgada em 2009, esse número passou para cerca de 95,7%. Ou seja, se você der uma entrevista para o Jornal da Record, por exemplo, corre o risco de ser assistido em todo o país.
A televisão é um grande palco cujo público é composto por milhões de pessoas. E nos expormos nesse veículo pode ser positivo para nossa imagem ou não. Se você fala de maneira simples e objetiva, a sua entrevista vai ficar didática e provavelmente será convidado novamente para ser o entrevistado. Quem sabe até se torne um comentarista. Mas, se for prolixo ou não transmitir uma idéia com clareza, lembre-se que os mesmos milhões de pessoas vão estar te assistindo. E aí, pode ser fatal para a sua carreira.
Ao longo dos 13 anos de trabalho em emissoras de televisão, quatro deles como Editora Chefe, minha função tem sido selecionar assuntos e pessoas. Quando vemos um médico renomado falando apenas 10 segundos durante uma reportagem, perguntamos por que o deixaram falar tão pouco assim? O fato é que nem sempre os grandes nomes da medicina estão focados em traduzir para o público o seu conteúdo. Assim, não resta alternativa aos jornalistas senão tentar sintetizar essa fala para que o assunto fique claro. O que o entrevistado diz tem que ser interessante para todos -  para isso é preciso falar de forma que seu chefe vá entender e a sua tia que mora lá no interior, também.
Por isso, sempre que um convidado vai dar entrevista na RICTV RECORD, emissora onde trabalho, faço algumas indicações antes de entrarmos no ar. Uma delas é pedir para evitar termos técnicos e tentar simplificar as ideias. Seja honesto, você sabe o que é arguição de suspeição? Se você não é advogado possivelmente ficará sem entender. Nada mais é do que o pedido de afastamento de um juiz quando ele pode estar sendo parcial em um caso. Não seria mais simples dizer dessa forma? Veja como o vocabulário técnico pode trazer um ruído imenso para a sua fala.
Outra indicação que faço é pedir ao entrevistado queseja sucinto.  Afinal, são apenas três minutos de entrevista. Três minutos? Só isso? É, só isso. Pode parecer pouco, mas em televisão três minutos representam um longo período de tempo. Quando a TV de casa sai do ar, mudamos de canal já que ninguém vai querer ficar ouvindo aquele chiado. Pois bem, isso dura apenas alguns segundos. Imagine se durasse minutos! O mesmo acontece com as entrevistas. Quando não gostamos de um assunto trocamos de canal. Simples assim. É claro que nenhum médico quer explicar como realizou uma cirurgia complicada em apenas três minutos. Mas, se conseguir focar apenas o essencial vai esclarecer um trabalho árduo e difícil até mesmo para os leigos.
Falar na TV é muito diferente do que estamos acostumados quando vamos dar aula, fazer uma palestra ou coordenar uma reunião. É tudo mais dinâmico, objetivo e curtinho. Por isso, é preciso se preparar antes. Selecionar o que é mais importante do conteúdo que você quer falar ajuda muito na hora do diálogo com o jornalista. Não decore. Apenas se foque no que é essencial. Também tenha em mente que você precisará falar com pessoas que não entendem nada do seu assunto. A simplicidade é a sua melhor amiga nesse momento. Fale como se explicasse o seu trabalho para a sua diarista. Ou você acha que ela também não se interessa por economia ou política?
Tenho certeza de que o que você tem a dizer é muito importante. Como telespectadora que sou, e não apenas como Editora chefe, sei que posso aprender e muito com os nossos entrevistados. O público também pensa assim. Você só precisa convencê-lo a continuar vendo a entrevista e a não trocá-la pela novela.