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Treinamento para falar bem na mídia, palestras, reuniões e vídeo aulas.

Comunicação como ferramenta

Conheça os benefícios de uma comunicação mais eficiente.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

HO, HO, HO!




            Eu adoro essa alegria boba que o fim de ano traz para nós. Parece que tudo fica um pouco mais leve. Parece que a gente fica mais rico e sai comprando um bando de coisas. As pessoas se unem mais, se confraternizam mais, ganham cartões, presentinhos.

          É mais ou menos aquela sensação de quando a gente é criança e lambe os dedinhos depois de comer bolo de chocolate. Como quem diz: como é bom!           Melhor ainda é sentir que um ciclo se fechou e que outros estão por vir. É um renascimento. Todos os anos, não sei porque motivo, a gente renasce. É como se pudéssemos dar reset na vida. Na verdade, a gente pode fazer isso todos os dias, mas, no fim do ano, essa ideia é mais coletiva.
          Então, espero que em 2012 você se recrie! Faça o que nunca fez e deixe pequenos vícios de lado. Sorria mais, se comunique mais, brinque mais, ganhe mais dinheiro, mais cabelo e menos rugas! E sim, também compreenda as tristezas.
          Adoro uma frase do Quintana que diz assim: "Em cada Dia Primeiro do Ano o céu é cuidadosamente repintado de azul". O meu já está cheio de estrelas!
          

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mensagem para você!



        Se você é o tipo de pessoa que entra em pânico toda vez que abre sua caixa de emails, bem-vindo ao clube. Essa ferramenta de comunicação tão importante no nosso dia-a-dia que deveria facilitar a vida chega a ser irritante. Para que tantos e-mails? Será que vou conseguir ler todos eles?
          Eu já tive uma época de pouca boa vontade com o e-mail. Sabe quando a pessoa te manda uma mensagem até agradável e você responde “ok”? Quem em sã consciência quer ler um “ok”? Foi aí que pensei que deveria tratar o e-mail com mais seriedade. Se alguém me aciona via email, em especial no trabalho, é porque precisa dizer algo. Não custa eu ter o mínimo de gentileza com os colegas. E com os amigos também.
          Esses dias fiquei pensando como seria minha vida sem o correio eletrônico. Como eu me corresponderia com os outros? Fiz uma leve reflexão e voltei um pouquinho no tempo e imaginei como as pessoas viviam 100 anos atrás sem o email.
       No começo do século passado provavelmente eu seria uma dona de casa, balzaquiana, com 5 filhos (pelo menos) e não seria nem Consultora em Comunicação nem Editora Executiva em uma emissora de televisão. Bom, televisão não existia! Possivelmente teria que fugir dos meus afazeres domésticos para pegar um papel e a caneta tinteiro para escrever uma longa carta rebuscada para uma amiga. Sim, porque naquela época eu não poderia ter clientes. Seria uma heresia! Mas, seu eu mandasse essa carta para uma amiga demoraria meses para chegar e demoraria mais outros meses para ter uma resposta.
          Pensando bem, o email não é assim de todo ruim. Historicamente, a comunicação se transformou em algo muito confortável, tanto que achamos natural nos comunicarmos via email ou redes sociais sem o menor esforço. E não paramos mais para refletir sobre a importância desse gesto tão simples.
       Acredito que se usarmos esse meio de comunicação com mais eficácia vamos, literalmente, encurtar distâncias entre as pessoas e reduzir nosso tempo com tarefas. Como Editora sugiro que você edite a sua caixa de emails.  Se organize. Faça uma seleção inicial de quem mandou o que. E quem é mais importante naquela hora para responder. Seja breve e cordial.
          É claro que o email nem sempre é usado da maneira mais adequada. Se alguém te alfinetou por email no trabalho, por exemplo, ignore e mantenha a elegância.
         Mas, em condições normais, o importante é não deixar ninguém sem resposta. Se você for ágil e eficaz, o bicho papão da caixa de entrada não te assusta mais.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Com que roupa eu vou?

         Ninguém quer aparecer desleixado na televisão. A imagem que passamos  na mídia pode ser fatal para o produto que vendemos. Se você é executivo, é claro que não deve aparecer de havaianas em uma entrevista. Mas, se  é surfista, fica meio esquisito  aparecer de terno na televisão. A não ser que esteja recebendo um prêmio.
          A exposição na mídia realmente é impiedosa. Uma vez comprometido o seu visual, possivelmente você ficará marcado para sempre. Por isso, existem tantas pessoas que pedem uma ajudinha para  profissionais que cuidam da imagem, como o personal stylists. Mas, se você não tem dinheiro nem tempo de contratar uma pessoa, aposte no visual tradicional. É muito difícil errar quando se está usando uma roupa clássica.
          Estar na moda muitas vezes é ousar menos, por isso o clássico é a aposta mais acertada. Para os homens com profissões que passam uma imagem mais séria, como médicos, advogados, professores, executivos, o conjunto terno e gravata vem sempre a calhar. Isso não precisa ser regra. Você pode usar apenas a camisa, por exemplo, quando estiver muito calor. Mas ela tem que estar impecável. Uma outra combinação que acredito ser paliativa para quem não quer parecer tão sério é a que o apresentador Pedro Andrade faz. Ele está semanalmente no programa Manhattan Connection sempre muito elegante com um casaco ou terno sobre uma camisa. Sem a gravata! Essa leve ousadia faz da imagem dele  uma pessoa mais leve e descontraída.

                                                       
                                                     
          Quem gosta de inovar também é a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama. Ela não tem medo de mostrar os braços e deu um novo ar para o tradicional tubinho preto. Ela usa decote ponderado e cores vibrantes. Se você, mulher, também se sente à vontade com o seu corpo, por que não? As opções de roupas femininas são intermináveis. A regra para elas é a mesma que para os homens: quer parecer mais séria, use terno e camisa. Quer parecer mais leve, use vestidos comportados, camisas mais soltinhas e até jeans.
          É claro que saias curtas, decotes profundos, estampas grandes, gravatas chamativas não caem bem nem dentro, nem fora do vídeo.  A elegância está na forma como você faz as combinações do seu guarda-roupa, respeitando o próprio estilo.


                                                        

Papo Sustentável


                                                      
  
Semanas atrás participei do Papo Sustentável com um pessoal bem bacana na Nex Coworking. Como o próprio nome diz, papo sustentável fala de sustentabilidade. Mas, não é só aquela coisa de separar o lixo. É algo muito maior. É uma preocupação com a forma como a gente lida com o mundo e o ajuda a torná-lo mais sustentável. E aí, fiquei pensando em como eu lido com o mundo através da comunicação.
Um dos participantes deu um exemplo muito próximo daquilo que acontece com a gente todos os dias. Ele reclamava que havia passado uma situação delicada em um supermercado porque ninguém queria atender um pedido simples dele: levar as compras embora em uma caixa de papelão. Como assim não tem papelão? Como as compras chegaram até o mercado? Em sacolinhas? Achei essa colocação ótima. Mas, o que me chamou mesmo a atenção é o fato de que ele não conseguiu ser ouvido porque todo mundo passou o pedido dele pra frente, como se não tivesse nada a ver com a tal caixa de papelão.
Não lembra um pouco quando a gente liga para o telemarketing e fala com vários atendentes diferentes? Pois, muitas empresas ainda não perceberam que passar o problema pra frente é varrê-lo para debaixo da tapete ou perder dinheiro. Quem disse que eu voltaria em um supermercado em que nem sou ouvida?
Quantas vezes as empresas não escutam os seus clientes?
Então, nesse dia entendi que sustentabilidade lembra um pouco como empatia: como eu me colocaria no lugar do outro. E veja como a comunicação é importante nesse processo. Como vou ser sustentável com o mundo se não sou capaz de perceber as necessidades do outro e de ouvir?
Eu acredito que as pessoas não separam o lixo só porque é bonito. A gente realmente acredita que está fazendo algo de melhor para o planeta. O mesmo acontece com a comunicação. Se eu me comunicar melhor com os meus clientes, amigos, vizinhos, parentes, posso ajudar a tornar o mundo um pouquinho melhor. E sustentável!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Se não sabe, pergunte!


       

       É comum as pessoas se preocuparem com o que vão vestir para apresentar uma palestra ou chefiar uma reunião. Geralmente, elas se preocupam também com o que vão falar. E ficam dúvidas se as planilhas que vão ser expostas são adequadas ou não.  Essa situação parece comum? 
            O que mais me chama a atenção,  quando alguém me pergunta o que fazer em uma apresentação, é que as pessoas têm muita vergonha de perguntar. Como se fosse um pecado! Eu não tenho a menor ideia de quem inventou isso, mas, saibam, perguntar é sinônimo de sobrevivência. Ninguém nasceu sabendo tudo e, convenhamos, seria muito chato conviver com alguém que sabe tudo.
            Acredito, portanto, que a melhor maneira de se sair bem em um evento, palestra ou aula é se informar antes sobre tudo o que vai acontecer. Quem é meu público? Que linguagem devo utilizar com esse público? Vou fazer apresentação em Power Point? Vou ter tempo de expor as planilhas? Com quem seria interessante trocar uma ideia antes? Quem pode ser um bom contato após o evento? Existem inúmeras possibilidades em uma simples aula e você pode tirar muitas vantagens delas.
            Para não se perder, é importante se organizar. Faça uma listinha do que vai precisar realizar para esse evento e depois reorganize os itens por prioridades. Pronto! Se você tiver as suas dúvidas respondidas pode ir seguro de que tudo será um sucesso.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Conquistando o cliente pelo ouvido

         O grande poeta Mário Quintana dizia que o “diálogo” nada mais é do que dois monólogos intercalados.
        Vejo muita lógica nessa conclusão. Já reparou como falamos sem prestar a atenção no que o outro está falando para a gente?
       Nossa diarista, o moço da banca e até o nosso chefe nos dizem coisas significativas ao longo do dia. Mas, nem sempre damos bola. Sabe por que? Porque, em geral, estamos preocupados com o que nós temos a dizer.
         Com o mundo das redes sociais essa situação piora, já que elas propiciam essa expressão em via de mão única. Você fala, posta fotos, comentários, mas, com certeza, isso não é um diálogo.
            E aí, o diálogo acaba virando uma raridade. Nas famílias, nos relacionamentos e, claro, no trabalho. E, com certeza, você também faz isso com seus clientes.
            Nisso, os publicitários tem muito a nos ensinar. Eles são experts em identificar o público alvo de cada cliente para vender um produto.  Para isso, eles “escutam” o que o público desse cliente precisa. 

Adoro o exemplo da propaganda da Heineken em que as mulheres ficam enlouquecidas com o closet da casa nova e os homens “surtam” com freezers lotados da cerveja. Não é o sonho de consumo de todo homem e mulher? 
Esse é um grande exemplo de como é fácil conquistar o seu público alvo se você aprender a ouvir e falar a língua dele. Já pensou que experiência riquíssima se a gente parasse para ouvir as pessoas as quais temos contato diariamente?
Da próxima vez que tiver que conversar com seus funcionários ou clientes preste a atenção no que eles estão te dizendo. A sua chance de acertar é muito maior.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Você na mídia



Que impacto seu discurso tem na mídia?


Quem já deu entrevista em um veículo de comunicação sabe a dimensão que isso tem. Certamente algum colega ou parente vai te parar na rua para dizer: “te vi na TV!” ou “te ouvi no rádio!” Você possivelmente não sabia desse alcance e jamais imaginaria ter seus 15 minutos de fama. Mas é verdade. A televisão é o meio de comunicação que atinge a maior quantidade de pessoas, por ser o mais popular dos veículos. Para se ter uma ideia dessa dimensão, segundo uma pesquisa do IBGE divulgada em 2006, 93,5% dos lares brasileiros tinham aparelhos de TV em casa. Na última pesquisa divulgada em 2009, esse número passou para cerca de 95,7%. Ou seja, se você der uma entrevista para o Jornal da Record, por exemplo, corre o risco de ser assistido em todo o país.
A televisão é um grande palco cujo público é composto por milhões de pessoas. E nos expormos nesse veículo pode ser positivo para nossa imagem ou não. Se você fala de maneira simples e objetiva, a sua entrevista vai ficar didática e provavelmente será convidado novamente para ser o entrevistado. Quem sabe até se torne um comentarista. Mas, se for prolixo ou não transmitir uma idéia com clareza, lembre-se que os mesmos milhões de pessoas vão estar te assistindo. E aí, pode ser fatal para a sua carreira.
Ao longo dos 13 anos de trabalho em emissoras de televisão, quatro deles como Editora Chefe, minha função tem sido selecionar assuntos e pessoas. Quando vemos um médico renomado falando apenas 10 segundos durante uma reportagem, perguntamos por que o deixaram falar tão pouco assim? O fato é que nem sempre os grandes nomes da medicina estão focados em traduzir para o público o seu conteúdo. Assim, não resta alternativa aos jornalistas senão tentar sintetizar essa fala para que o assunto fique claro. O que o entrevistado diz tem que ser interessante para todos -  para isso é preciso falar de forma que seu chefe vá entender e a sua tia que mora lá no interior, também.
Por isso, sempre que um convidado vai dar entrevista na RICTV RECORD, emissora onde trabalho, faço algumas indicações antes de entrarmos no ar. Uma delas é pedir para evitar termos técnicos e tentar simplificar as ideias. Seja honesto, você sabe o que é arguição de suspeição? Se você não é advogado possivelmente ficará sem entender. Nada mais é do que o pedido de afastamento de um juiz quando ele pode estar sendo parcial em um caso. Não seria mais simples dizer dessa forma? Veja como o vocabulário técnico pode trazer um ruído imenso para a sua fala.
Outra indicação que faço é pedir ao entrevistado queseja sucinto.  Afinal, são apenas três minutos de entrevista. Três minutos? Só isso? É, só isso. Pode parecer pouco, mas em televisão três minutos representam um longo período de tempo. Quando a TV de casa sai do ar, mudamos de canal já que ninguém vai querer ficar ouvindo aquele chiado. Pois bem, isso dura apenas alguns segundos. Imagine se durasse minutos! O mesmo acontece com as entrevistas. Quando não gostamos de um assunto trocamos de canal. Simples assim. É claro que nenhum médico quer explicar como realizou uma cirurgia complicada em apenas três minutos. Mas, se conseguir focar apenas o essencial vai esclarecer um trabalho árduo e difícil até mesmo para os leigos.
Falar na TV é muito diferente do que estamos acostumados quando vamos dar aula, fazer uma palestra ou coordenar uma reunião. É tudo mais dinâmico, objetivo e curtinho. Por isso, é preciso se preparar antes. Selecionar o que é mais importante do conteúdo que você quer falar ajuda muito na hora do diálogo com o jornalista. Não decore. Apenas se foque no que é essencial. Também tenha em mente que você precisará falar com pessoas que não entendem nada do seu assunto. A simplicidade é a sua melhor amiga nesse momento. Fale como se explicasse o seu trabalho para a sua diarista. Ou você acha que ela também não se interessa por economia ou política?
Tenho certeza de que o que você tem a dizer é muito importante. Como telespectadora que sou, e não apenas como Editora chefe, sei que posso aprender e muito com os nossos entrevistados. O público também pensa assim. Você só precisa convencê-lo a continuar vendo a entrevista e a não trocá-la pela novela.