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Treinamento para falar bem na mídia, palestras, reuniões e vídeo aulas.

Comunicação como ferramenta

Conheça os benefícios de uma comunicação mais eficiente.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Sutilezas...

       


       Digo que é nos detalhes que comunicamos quem nós somos. Nos pequenos gestos, no olhar, no jeito de interagir, na forma de rir. É uma delícia esse conjunto de características que representa cada um de nós.
        A comunicação é um caminho muito lindo de perceber os outros e a nós, como oportunidades diárias de contemplação e beleza. Não falo apenas da beleza física não (claro que ser bonito também é legal), mas daquela beleza representada por uma série de pequenas pecinhas de um quebra-cabeça que refletem a imagem de quem somos.
        Quem é você? Como você se apresenta para o mundo? Gosta de colocar lenços na cabeça? Gosta de usar cores fortes? Usa perfumes suaves ou adora aromas franceses? Você escreve com a mão direita ou esquerda? Ou com as duas? Você sabe dançar? Pular corda? Fala com qual sotaque? Você tem alguma religião? Segue algum dogma ou nenhum?
        E dentro desse conjunto de fatores que você e eu, conseguimos apenas ser. É o existir sem definições, sem precisar buscar referências externas, sem a necessidade de pertencer a algum lugar ou família. Existem coisas que só você sabe a respeito de si mesmo que é capaz de identifica-lo como tal. Aquele detalhe que o faz pensar: “eu faria isso”, podendo ser desde a forma de criar uma receita ou jeito de andar. E que você comunica a todo instante.
        E são esses detalhes que ricamente diferenciam uma pessoa da outra e, se me permitem o comentário, é a beleza da existência. Você já olhou para sua beleza hoje? Ou para a beleza de conjunto de fatores que o definem como a pessoa que é?
        E, então, entre as sutilezas que o compõem, lhe convido a apenas ser, pleno de quem é, todas as possibilidades de seu ser, comunicando você!


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Fora de ordem



        Quando as coisas estão fora da ordem é porque elas estão, exatamente, onde deveriam estar. Esse é um aprendizado, às vezes, muito dolorido, afinal, a maioria das pessoas deseja uma ordem fixa, permanente e, se possível, eterna das coisas, pessoas e acontecimentos.
        E, então, vem o caos, que faz com que você se sinta desconfortável e até provocado diante de uma nova realidade, um acontecimento, mostrando uma obrigatoriedade de decisão: que rumo tomarei diante do desconhecido? E por que isso está acontecendo comigo?
        Aí está o aprendizado. O caos talvez seja a maneira como se olha para os fatos e não os fatos em si. Aquilo que parece caótico para você talvez não seja para uma amiga. O que é caos afinal? E por que parece que tudo está fora de ordem?
        Ninguém sabe ao certo, mas existe uma percepção geral no mundo que diz que algo está fora de ordem quando não se estava esperando por aquela situação ou novo fato (ou até novo ponto de vista). Mas, ninguém diz que a construção de realidade pautada no seu ponto de vista (ou no meu) é, de fato, uma realidade ou uma ilusão. Quanto de realidade se cria diante de situações que nem sempre são reais ou necessárias, mas que “para cumprir um ponto de vista seu” submete-se à realidades muitas vezes sufocantes? Talvez o caos venha mostrar quanto de verdade existe na sua realidade, nas suas escolhas, nas suas “verdades”.
      Essa é uma comunicação difícil de fazer consigo mesmo porque a tendência é que se aponte o dedo para o mundo externo como se fosse sempre uma vítima das situações. Bom, essa é uma possibilidade. Mas, a ordem que tanto deseja para si talvez esteja aí internamente, esperando por uma decisão sua de se manter em ordem, independentemente de quanto na sociedade, no trânsito, na vida de modo geral, possa parecer que o caos opere. É uma grande responsabilidade assumir para si a sua ordem. Ou ainda, olhar com ordem quando o caos parecer operar.
        Talvez seja por isso que muitas filosofias (principalmente, as orientais) tendem a salientar o caos como um fato positivo, pois vem trazer um novo olhar sobre as coisas, uma nova rotina, um talento que você não sabia que tinha, uma resiliência que não descobriu dentro de si e que está por se revelar.
        Por isso, que, com o tempo e um bocado de caos, talvez entendamos melhor que quando as coisas estão fora da ordem é porque elas estão, exatamente, onde deveriam estar.



domingo, 26 de junho de 2016

Quando os dias voam...



        Quando os dias voam e tudo parece quase que um transe esquisito talvez seja o momento certo para sair da “loucura”. Encontrar-se no meio da multidão durante situações de agito, que parece não ter fim, é quase que um milagre. Pois bem, isso pode acontecer.
        Vive-se dias tão corridos, ultimamente, que quase se esquece do motivo de se viver. Respiração apressada, com músculos contraídos, um mente incessante que percorre a realidade e a virtualidade ao mesmo tempo como se fosse possível estar presente em dois lugares. E a consequência disso tudo é uma série de ruídos causados por uma comunicação mal feita, reflexo de uma vida desgastante.
        Então, é hora de parar para analisar o todo. Por que se corre tanto? Qual a prioridade dos compromissos? O que é importante para o seu ser naquele momento? Muitas das perguntas que têm um fundo mais humano podem parecer distantes e até utópicas para a realidade atual. Mas, como se viver sem analisar justamente o lado humano?
        Portanto, a prioridade não deve ser apenas o que se deve fazer. Mas, o que o seu ser está fazendo de melhor primeiro para você mesmo e depois para os outros. Afinal, quem se sente desgastado só tem a oferecer o desgaste como resultado, seja no trabalho, em casa, com os amigos.
        E o mais importante é que é justamente na correria que alguns detalhes vão aparecer como um emblema de que é hora da mudança. Um olhar amigo pedindo calma, uma palavra de conforto ou alerta, até mesmo um incidente pode trazer mais atenção ao presente.
        Então, quando os dias voam talvez seja o momento ideal para acessar a sua comunicação consigo mesmo(a). Talvez seja o momento certo para parar de correr e permitir viver o aqui e o agora. Que tal tentar?



terça-feira, 21 de junho de 2016

O ouvir...



        Uma das coisas mais importantes na comunicação é o ouvir. Mas, o ouvir com profundidade, percebendo as tonalidades do que o outro está falando. Percebendo seus sentimentos, suas intenções. É assim que você ouve?
        Ouvi certa vez de um aluno que as pessoas não ouvem os outros porque não se tem mais tempo para ouvir. Refleti bastante sobre essa opinião e, então, questionei: “mas, por que as pessoas não têm tempo?”
        Sei que esse questionamento parece bobo quando se está no século XXI, afinal, basta olhar para sua agenda para saber que a sensação de tempo para realizar as tarefas diminui muito nos últimos anos. Mas, se analisar a questão mais a fundo (da falta de tempo) a resposta pode ser a chave de muitas coisas. A primeira delas é que poucos são aqueles que percebem que a comunicação é o caminho para tudo aquilo que se expressa durante um dia.  Ou seja, é como se você precisasse de uma ferramenta para trabalhar, no entanto não sabe operá-la muito bem. Evidentemente, seu trabalho não vai sair lá muito bem.
        O que fazer nesse caso? Primeiramente, fazer uma auto avaliação a respeito da maneira como se comunica é o primeiro passo para não perder mais tempo. Mensagens ditas com clareza e ouvidas também com clareza trazem eficiência máxima à qualquer situação. Se a falta de tempo era o maior problema para o seu ouvir, então, seu problema está resolvido. Será?
        Particularmente, acredito que a falta de tempo é uma desculpa usada para o não ouvir e para o falar demais. Não é a falta de tempo que leva o não ouvir, mas a falta de vontade mesmo. Assim como toda revolução passada na história da humanidade, vive-se, atualmente, na mais abrangente delas: a da comunicação. Nunca antes na história do mundo (rsssss, desculpa, eu gosto dessa frase) foi possível expressar abertamente aquilo que se pensa, sem que haja uma punição imediata para isso. Então, as pessoas estão tendendo a usar o direito de falar em larga escala, seja nas redes sociais ou fora dela. Até aí, tudo bem, se o ouvir também fizesse parte do processo de expressão. Mas, repito, muitos querem falar, mas poucos querem ouvir.
        Além disso, o excesso de informações está levando as pessoas a ficarem com a cabeça cheia de “coisas” e aí fica difícil mesmo ouvir o que precisa ser ouvido. É o que chamo de ruído mental. Você está diante do seu chefe pensando no seu filho? Está diante da esposa pensando no trabalho? É hora de administrar seus próprios pensamentos! E, para isso, não é preciso um grande esforço. Na verdade, muitas filosofias milenares afirmam que estar presente durante uma fala é meio caminho andado para evitar qualquer ruído de comunicação. Esteja presente. Veja a pessoa que está na sua frente, observe suas expressões, seu jeito de falar, a entonação que confere às palavras, seus sentimentos.
        Agora, você pode estar se perguntando: “mas, por que é importante ouvir?” Bom, poderia ficar aqui horas escrevendo dos ruídos causados pelo não ouvir, mas vou citar apenas um para encurtar a história: não ouvir gera ruídos, que leva a perda de tempo e dinheiro. Considero esse um motivo suficiente para começar a ouvir. Mas, se você ainda não está muito certo de que o ouvir pode trazer benefícios, vou fazer uma lista dos motivos para ouvir bem:
1) você passa a ter trocas justas com as pessoas. Todo mundo quer ser ouvido. Quando você passa a ouvir as pessoas, elas também lhe escutam. Não é retribuição ou culpa, é respeito mesmo.

2) o ouvir evita equívocos: lembra da história do ruído que gera perda de tempo e dinheiro? Ouvir leva você a entender profundamente uma situação, fazendo com que você haja de maneira mais assertiva, levando-o(a) a ganhar tempo e atalhos para realizar o que precisa ser realizado.

3) o ouvir evita que você fale bobagem: quantas vezes você leu no Facebook um comentário esquisito a respeito de algo que não era bem aquilo? Então, é a mesma coisa com a audição. Se você não escuta, acaba falando bobagem.

4) quem escuta profundamente, abre seu coração: não existe coisa mais bonita do que observar uma mudança provocada por alguém que ouviu algo novo. É como mudar uma percepção.

        E, então, ouvir não é tão importante quanto o falar?



quarta-feira, 1 de junho de 2016

A hora de partir...



        Existem alguns momentos na vida em que é preciso ir. Simplesmente deixar o conhecido para seguir outros caminhos. A hora da partida nem sempre é o momento mais importante, apesar de poder haver grandes despedidas. Mas, então, por que se dá tanta importância para o partir?
        Em muitas culturas, partir significa a morte, um sinônimo para um fim desconhecido e que, por isso mesmo, pode ser “terrível”. Cada um enxerga a morte como consegue, ainda que se saiba que essa é a única certeza da vida (todos nós vamos morrer um dia).
        Mas, também existe um senso de mudança de rumo quando se parte. Alguém que parte de um relacionamento vai mudar uma situação. Alguém que morre vai trazer mudanças para um ambiente. Alguém que parte de uma cidade, obrigatoriamente e inconscientemente cria novos hábitos, novos amigos e novo trabalho.
        O partir vem acompanhada da inquietude.  Por isso, pode ser visto com muitos maus olhos quando alguém decide partir. E, tudo o que for dito no momento da partida, ganha um peso extraordinário pois esse é um daqueles instantes que parecem ficar congelados no tempo.
        Em alguns momentos, é importante partir batendo a porta na cara de quem fica, em outros é importante partir deixando portas abertas. E tudo depende do que for dito naquele momento.
        Mas, nunca deixe de partir. Porque partir também é sinônimo de coisas novas, ainda que desconhecidas. 
      Você não sabe o que está traçado você em sua vida, portanto, acredito que é importante partir quando novos rumos (e desafios) aparecem, falando coisas bonitas ou partindo calado(a). Depende, de como você quer partir.        

domingo, 22 de maio de 2016

Dando uma trégua



        É preciso dar uma trégua ao ritmo intranquilizador que há nesse momento. É preciso parar para respirar, para entender, para buscar um caminho e compreender o que fazer de melhor para viver.
        No século XXI, existem fórmulas prontas para quase tudo: que carreira seguir, como se relacionar, como ter uma vida saudável. Mas, impreterivelmente, o ritmo empregado aos dias de hoje acabam gerando muita confusão, talvez até mesmo pelo excesso de informações. E, por consequência, isso se reflete na comunicação de cada um.
        É um antagonismo tão grande ter tantas possibilidades de comunicação e ao mesmo tantos conflitos resultantes de comunicações mal feitas (independentemente de qual plataforma usada, ou se pessoalmente) que parece quase surreal. Mas, o excesso de quase tudo (do que fazer, pelo o que lutar), também tem transformado a vida em algo surreal. Então, talvez seja hora de dar uma trégua a si mesmo.
        Acredito que a comunicação é o meio de transmitir o que há no interior de cada ser. Mas, por que buscar lá fora o que está aí dentro? As possibilidades de acionar (e de ser acionado) qualquer pessoa são muito grandes, na atualidade. É possível acionar alguém por aplicativos, por celular, internet e (claro) o bom e velho telefone. Mas, ao ser acionado, a primeira reação das pessoas é, literalmente, “reagir”.
        Nem tudo aquilo que lhe notifica é urgente. Aliás, responder quando se é chamado pode ser apenas um jeito automático de resolver coisas. Não necessariamente se está atento ao que se está dizendo, fazendo parecer um grande telefone sem fio (uma brincadeira de uns 30 anos atrás).
        Qual a solução? Nenhuma, na verdade. Apenas acredito que dar uma trégua a si mesmo (e parar de responder a todos os estímulos externos) pode ser o melhor caminho para começar a encontrar pistas que estão dentro de si e, então, verbalizar aquilo que pode ser o seu melhor ou a sua melhor presença durante um diálogo. 



segunda-feira, 16 de maio de 2016

Quando falamos palavras do bem



        Esses dias recebi uma mensagem de um amigo que não via há alguns meses. Ele me disse, apenas: “eu te amo, você sabia?”
        A frase veio em boa hora. Estava numa correria danada e cansada de algumas intolerâncias vividas durante a semana. E, então, essas palavras me fizeram lembrar de que sou defensora das palavras do bem e quando mais a gente precisa, voilà, elas aparecem.
        Quer dizer, não é sempre que a gente precisa que elas aparecem. Em alguns momento em que se está triste pode aparecer alguém sem nenhuma sensibilidade e ainda tentar lhe espezinhar.
        Mas, para quê ficar valorizando as coisas ruins, não é? Acredito que as palavras do bem podem ajudar a modificar o pensamento (e até o sentimento) de qualquer pessoa (talvez em qualquer situação), por isso são um benefício muito grande. Quando tudo pode parecer meio sombrio e esquisito, as palavras do bem nos lembram que sempre há uma saída. Sempre há esperança!
        E, em geral, é muito legal receber uma palavra acolhedora de alguém que você gosta. Mas, também é importante estar aberto para receber o carinho de quem não se conhece muito bem. Alguém que lhe admira com os olhos é um carinho na alma (nem precisa falar nada de “bem” para lhe demonstrar afeto). Um elogio sobre seu trabalho, uma desconhecida que elogia seu cabelo, alguém que lhe abre um sorriso durante um atendimento, alguém que comenta como sua letra é bonita, o seu casaco. Existem, inúmeras maneiras de trazer o “bem” para perto de novo, como se anulasse uma preocupação de uma determinada situação.
        Não falo de um otimismo bobo calcado no nada, como se fosse uma pessoa que não teria problemas. Não é isso. Mas, é possível transformar a vida de alguém falando coisas simples. Claro que vai haver aqueles resistentes que não querem soltar seus problemas por nada e dizer que “nada do que você disser vai me alegrar”. Isso não quer dizer que não deva tentar falar coisas legais para os outros. Alguns vão aceitar, outros nem tanto.
        Por isso, que as palavras do bem devem ser ditas não apenas para os outros como também para si mesmo. Elas soam como "música para os ouvidos." Certa vez, vi uma foto minha que uma aluna fez. Num primeiro momento, olhei para a imagem e pensei: “nossa, agora estou vendo uma bolsinha embaixo dos olhos.” Mas, aquilo me trouxe uma alegria também porque fez eu entender como aquilo representava minha história. E como estava sendo acolhedora comigo mesma. E, então, pensei: “que bom que hoje sou uma pessoa que tem uma história”. Nem sempre os outros vão estar prontos para lhe acolher quando se precisa. Mas, é importante saber acolher a si mesmo quando não há ninguém para fazer isso.
        E, aí, quando falamos as palavras do bem, para si e para os outros, tudo pode melhorar. Deixo minhas palavrinhas do bem aqui registradas: “gratidão por ler esse texto, aqui e agora. Que seu dia seja maravilhoso.”




domingo, 8 de maio de 2016

A força das palavras...



        Existem coisas das quais eu não gosto e que me causam desconforto. Não gosto de notícias ruins, de falar de doenças, de gente que reclama, de briguinhas bestas. Não gosto de quem inveja (por qualquer motivo), não gosto de pessoas convenientes, não gosto de gente grosseira, de dias nublados, de humor depreciativo, nem de massas.
        Durante anos, lutei contra aquilo que não gostava (e sei, leitor(a) que você também tem uma lista das coisas que não gosta). E, então, entendi que foi uma imensa perda de tempo lutar contra qualquer coisa porque me exigiu uma grande força e tempo. E, mais, pelo menos para mim, quando luto contra algo (contra as pessoas que são maledicentes, por exemplo), acabo percebendo que dou muito mais importância aos fatos negativos do que a tudo de positivo que acontece. Que diferença faz se as pessoas são maledicentes? Elas vão deixar de ser porque simplesmente quero que elas deixem de falar mal? Não, né?
        Desde que comecei a estudar a força das palavras vi na prática o poder que elas realmente têm. Não, isso não é um papinho bobo. As palavras realmente têm uma força muito grande, por isso é preciso observar desde quando elas surgem em nossa cabeça como um pensamento até o momento em que a proferimos.

Aquilo que você afirma, você acredita:
        Diz um ditado de que uma mentira contada mais de mil vezes se torna uma verdade. A força do pensamento (materializada em palavra) é capaz de convencer qualquer pessoa de que algo é verdadeiro. Mas, acima de tudo, nós mesmos somos “vítimas” das palavras que usamos. Se você acreditar que está doente, amanhecerá assim.

Se você pensou, também sentiu:
        Não existe lugar mais confortável para as nossas palavras que o coração. Imagine-se numa ilha do Caribe tomando um sol quentinho na sua costas, observando o mar azul e sentindo o vento no seu rosto. Fácil, né? Seu corpo deve gostar de sentir esse estado de tranquilidade ao imaginar essa cena, Pois, é. Só que não pensamos apenas coisas legais. Ficamos tensos com o nosso dia-a-dia, achamos que as coisas podem piorar. Quanto mais desenvolvemos o estresse e a tensão, mais o organismo sofre. Então, já sabe, a tensão é um reflexo do que anda pensando.

Foque-se naquilo que gosta:
      Lutar contra algo porque não gosta é como alimentar o sentimento de revolta. Não gosta de notícias ruins? Não ligue a televisão. Não gosta de falar de doenças? Conviva com pessoas saudáveis. Esportistas adoram falar de saúde, por exemplo. Não gosta de gente grosseira? Cultive o amor o tempo todo, conviva com pessoas menos competitivas e mais amorosas, escolha amigos que possa guardar em seu coração. Não gosta de gente que reclama? Conviva com pessoas mais otimistas.

        Lutar não é um caminho “bom” para resolver conflitos ou situações. Então, minha sugestão é: pare de lutar! Simplesmente, fale para si das coisas que gosta e não das que você não gosta. E acredite, tudo o que você gosta pode se tornar realidade desde que você entenda a força das palavras. Que tal tentar?

p.s: não custa nada lembrar daquela frase do escritor Victor Hugo (que falei no texto anterior, rsssss - adoro essa frase, confesso - que: "as palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade."


domingo, 1 de maio de 2016

A comunicação para a paz




        Quando o escritor Victor Hugo disse a célebre frase “as palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade” sabia da propriedade daquilo que é dito.
        Mais do que isso, sabia que as palavras têm um poder imenso. Elas podem machucar profundamente a alma, fazendo desacreditar que aquela pessoa que lhe ofendeu possa voltar a ser o ser humano que um dia você conheceu.
        É sempre um susto quando alguém é ofendido. Além de constrangedor, o peso das palavras parece sair da boca do ofensor com uma “forma física”. De certa forma, é isso mesmo o que acontece porque as palavras têm a capacidade de mexer nas emoções e provocar reações no organismo. Então, é como se uma pessoa tivesse sido atingida por algo.
        Mas, há também um lado muito positivo das palavras: podem ser completamente apaziguadoras, acolhedoras, transportadoras de amor e “desatadora de nó”. Essa é a leveza do vento da qual Victor Hugo falava. E, acredito do fundo do meu coração (até porque já vi acontecer), de que quando usadas com amor são um sopro de esperança para até os mais amargurados dos seres.
        As palavras têm o poder da transformação. Se alguém lhe ofendeu, permita quebrar o ciclo da discórdia que é o de reagir e gritar. Permita acalmar aquele que lhe ofende. A primeira vez que ouvi isso me soou como uma ofensa (como assim?) Mas, ao longo de certo período observei que quebrar o ciclo da troca de ofensas faz um bem danado para você e para o outro também. Quando percebe que a ofensa não teve reação, a maioria das pessoa cai em si.
        Agora, se a troca de ofensas foi inevitável, aí as palavras podem ser mágicas. Nada soa melhor do que um “vamos conversar novamente?” Ou então, um “me desculpa, não quis lhe ofender”. Esse é o momento em que as palavras transbordam em amor aquilo que o coração sente: a vontade de quebrar o ciclo de dor.
        Lembro de algumas situações em que vi esse ciclo quebrar, por mais impossível que achava que seria. As palavras são mediadoras e funcionam como um remédio para a alma. Tudo depende do como usá-las. E, por que não, fazer da comunicação um instrumento da paz? Não é disso que todo mundo está precisando?






domingo, 24 de abril de 2016

Deixar ir!



        Deixar algo ir embora é uma das sensações mais deliciosas que existem. É uma postura tão positiva que permite que esteja pronto(a) para algo que vai surgir, pode ser uma parceria nova, uma amizade, um trabalho.
        Nem todo mundo gosta de deixar as coisas irem, como se não houvesse outra opção. Falo por mim, mesma. Precisei deixar muitas coisas irem. Nem sempre é fácil. Mas, algumas começaram a ir mais fácil. Uma amizade que anda meio zicada, uma parceria que não foi como imaginava e por aí vai.
        Deixar ir, literalmente, é soltar algo. E para que isso aconteça é preciso digerir primeiro que algo não é o que se imaginava. E fazer algumas perguntinhas nessa hora podem ajudar, como: “que expectativa criei nisso?”. Ou “como prestei tanta atenção nisso?” Ainda bem que as prioridades na vida vão mudando com o tempo!
        Alguns vão chamar o “deixar ir” de desapego. Chame do que quiser porque esse é um conceito muito abrangente, então, o importante é deixar ir.
        E o “deixar ir” também passa pela comunicação. Você começa a perceber que um determinado assunto já não é mais tão recorrente. Que já não tem aquele peso dado inicialmente. É como ir mudando de foco e, de repente, encontra-se outras possibilidades para aquele mesmo tema.
        Por isso, a comunicação é o primeiro sinal de que deixou algo ir. É possível também deixar ir outras coisas das quais está se incomodando, como um comportamento, um pensamento, um estilo de vida. Claro que ninguém consegue deixar ir situações, assim, num piscar de olhos. É preciso trabalhar isso! Uma delas é conversando sobre aquilo que quer soltar. Falar é uma maneira de analisar e aceitar as situações, como quem conversa consigo mesmo (ainda que esteja conversando com alguém).
        Procurar se estressar menos com as coisas também permite o “deixar ir” com mais facilidade. Quanto mais se estressa com uma situação, mas difícil fica de olhar o “todo”, de entender qual motivo que levou aquela situação acontecer.
        É possível deixar ir falando para si mesmo que aquela situação já não lhe ajuda mais. Sinta-se grato pela experiência e entenda que vai passar.

        E por fim, deixar ir pode lhe garantir uma experiência nova por dia. Mesmo quando não se consegue deixar ir tudo o que deseja, deixe ir mesmo assim (ainda que você saiba que não passou por completo). Afinal, se não deixar, como vai saber o que acontece depois?