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domingo, 2 de julho de 2017

10 passos simples para uma comunicação mais positiva



          Quando iniciei o blog anos atrás havia entendido que a comunicação é um canal transformador da vida e da sociedade. Não à toa se chama “A comunicação como ferramenta”. Sou grata a todos esses anos de reflexão gerada no blog, que foi visto por milhares de pessoas todos os meses e que permitiu a trazer aprendizados para mim e a levar conhecimento às pessoas.    
     Tive trocas maravilhosas nesses anos todos. Sei que tenho leitores assíduos (alguns não esperavam por essa decisão), mas tenho um motivo especial para abrir mão do blog: entendi que a comunicação está dentro da gente. Não é preciso aprendê-la. É preciso entende-la, ouvi-la, como um exercício diário de observação daquilo que você comunica (e como se comunica), mas acima de tudo é importante entender a intenção por trás da sua comunicação. Com que intenção você inicia um diálogo?
        Já tratei de diversos temas aqui (quase 300 em seis anos de blog). Mas, para fechar como uma reflexão que penso ser interessante nos dias de hoje, escolhi falar sobre como tornar a comunicação mais harmoniosa e positiva.
        Existe um momento de mudança latente no mundo (quase como uma Segunda Revolução Francesa) visivelmente sentida na política. Mas, também nos discursos atuais, como o feminismo, a defesa pelo direito de expressão da sexualidade (independentemente de qual seja), a busca por um mundo novo na ciência, tecnologia etc. Muitos podem estar olhando esse processo como algo negativo, pesado demais. Comunicar palavras positivas, nesse momento, pode ser determinante para mudar o seu dia. A positividade é um comportamento que exige autoanálise, resiliência, paciência, talvez fé (dentro daquilo que cada um entende como fé). Se você realmente deseja se manter positivo, sugiro os seguintes passos, usando apenas sua comunicação.

1) Muitos podem entender que o mundo está cheio de problemas. Depende do ponto de vista. Você tem reparado quantas inovações surgiram nos últimos anos? Então, não caia na tentação coletiva de reclamar do mundo. A verbalização de coisas ruins gera, fatalmente, coisas ruins. Então, fale sobre coisas boas.

2) Nunca antes na história da humanidade foi possível ter tanta informação ao mesmo tempo. Isso gera informação e formação, mas também confusão. Olhar para dentro, se conhecer melhor dentro de suas perspectivas, entender seus limites e buscar respeitá-los evita, automaticamente, que se tenha conversas desnecessárias ou desgastes.

3) Os diversos acontecimentos do mundo também têm gerado ansiedade nas pessoas. Isso tem as tornado, às vezes, mais agressivas. Uma sugestão para o momento é: saia de perto e converse quando for realmente possível trazer o diálogo para a razão, escolhendo palavras suaves para expressar e entender o que aconteceu.

4) Cuidado com o desejo dos outros e diga  “não” sem culpa. Esse item valeria um texto inteiro, mas tentarei apresentar uma teoria sobre a “expectativa” que penso ser pertinente para gerar mais harmonia nas relações. A palavra expectativa por si só significa esperar. Querer algo. E as relações humanas também passam por expectativas ou porque alguém gerou projeções ou porque você não “leu” a pessoa como ela é. Enfim, existem vários motivos que levam a ter expectativas e quando elas não são correspondidas, às vezes, podem gerar a dor (geralmente, verbalizada por alguém em forma de decepção).  Depois de um tempo estudando a assertividade, entendi que, infelizmente, esse é o ponto em que muitas pessoas expressam sua manipulação por meio da comunicação. Quando se diz não, a maioria das pessoas não aceita. Então, mantenha-se firme em suas decisões (acredite em si), e não caia na tentação de corresponder às expectativas para se manter em harmonia consigo mesmo. Dizer não é saudável e positivo porque pode mostrar ao outro que manipulação não tem nada a ver com amor e relações onde há manipulação, não há amor. E se não há amor, não é uma situação positiva.

5) Não entre nas provocações. Conversava com uma amiga, esses dias, sobre como a energia da provocação é lotada de intenções erradas. A não ser que você seja um terapeuta em consultório (que fazem provocações pontuais), a provocação é uma comunicação feita com as piores das intenções: a de ferir. Existem dois problemas na provocação: se você não consegue falar algo sem a intenção de machucar, possivelmente existe algo que não está bem resolvido dentro de si. Então, talvez seja hora de olhar para si e não para o outro. O segundo ponto é que quem fala o que quer, ouve o que não quer. E, geralmente, quem escuta o que não quer culpa o outro pelo o que disse. Sugestão: não entre nessa roda vida. Não vale a pena, além de ser muito desarmonioso.

6) Complementando: A opinião dos outros sobre si não é relevante para sua harmonia. Respire, deixe as pessoas fazerem os julgamentos que quiserem. Se você viu que tentou argumentar algo sobre o que disseram sobre você e a pessoa continua sustentando aquela opinião (que geralmente vem acompanhada de uma intenção depreciativa) fique na sua. Você não pode mudar o que as pessoas pensam e, por experiência própria, não se importar é libertador. Cada um que resolva seus problemas de projeções, amor ou a falta dele. Além disso, só vamos trazer mais paz ao mundo quando cada um se propor a resolver a si mesmo e não ao outro.

7) A maledicência existe e é possível conviver com ela. Não gosto de usar palavras duais: bom ou ruim, velho ou novo. Mas, vai servir para ilustrar esse caso: alguém fala mal de você e você fala para a pessoa que descobriu o que disse e, então, o(a) maledicente nega, lhe chama de exagerado(a) e começa a falar mal de você (de novo e por trás, rssss). Ninguém gosta de se sentir uma pessoa ruim, mas o “mal” existe dentro da gente, certo? Mais uma vez, não se importe. As pessoas que são maledicentes são percebidas como tal e vai, de cada um, entender em que momento faz isso, de que maneira que faz, e por que faz.

8) Tente ser paciente. Claro que a maioria das pessoas está passando por conflitos internos muito difíceis. Mas, algumas pessoas realmente estão precisando de ajuda. Tente ser compassivo. Se não conseguir falar uma palavra acolhedora, apenas escute.

9) A sua comunicação presencial não acompanha a velocidade do seu smartphone. Se você tentar se comunicar como faz pelo Whatsapp talvez crie ruídos. Por isso, esteja presente em qualquer diálogo, abstraindo as respostas que terá, buscando entender e ouvir o que o outro está dizendo, efetivamente. Só assim conseguirá formular um argumento coerente.

10) A comunicação mais positiva vai muito além do que compartilhar frases bonitas no Facebook. Essa pode ser sua intenção: tornar a sua timeline mais bonita, inspiradora para as pessoas que estão a seu redor. Mas, a positividade vem do seu coração, da forma como você se estuda, se respeita, se compreende, da maneira como se harmoniza. Somente quando se olha com positividade (e é fiel a si) é que irá gerar positividade a seu redor. 


Quero deixar expresso aqui, aos milhares de leitores de todos esses anos, minha profunda gratidão. Que você encontre a paz, o amor, a força que deseja, a confiança em si mesmo(a), e a certeza de que tudo dará certo. Namaste. 

Ainda que não irei mais publicar o blog, os cursos da DNA Comunicativo estão a todo vapor.  Aliás, o próximo está chegando:  







segunda-feira, 5 de junho de 2017

Sua opinião e a dos outros

        Um jeito interessante de perceber o que está acontecendo a seu redor é entender que as pessoas têm pontos de vista muito diferentes do seu sobre a vida. Esse pode ser um atalho muito perspicaz para o seu dia a dia, afinal, ao perceber isso talvez deixe de se desgastar com brigas iniciadas a partir de pontos de vistas divergentes.
        Você já deve imaginar (e alguém já pode lhe ter dito isso), mas não existe apenas um ponto de vista, uma verdade absoluta, um jeito de fazer as coisas. Mas, atualmente, e principalmente depois das redes sociais, ficou muito claro que algumas pessoas estão, o tempo todo, apenas emitindo sua opinião sem considerar aquele com o qual dialoga.
        Perceber o outro é respeitar o outro e isso é de grande valor atualmente, pois vive-se numa sociedade em que quase tudo é permitido dizer sem, necessariamente,  medir aquilo que se fala. E isso tem consequências: quantas amizades desfeitas no Facebook por pontos de vistas divergentes sobre a política, por exemplo? E na vida menos virtual, essa situação também é perceptível: quantos discussões bobas se teve durante a vida porque não concordou com a opinião de um colega de trabalho, por exemplo?
        Então, perceba. Leia seu interlocutor, mas não de uma maneira fria como quem faz uma análise sintática de um ser humano. Leia com o coração. Perceba todas as nuances desse ser com quem você dialoga: essa pessoa está irritada? Será que é com você ou está irritada com sua vida? A pessoa com quem você conversa está em estado de nervos? Ou é uma pessoa alegre? É aquela pessoa que você pode, usualmente, esperar uma alfinetada? Ou é alguém que chega com seu coração aberto, repleto de amor para lhe fornecer?
        Analisar seu interlocutor é um respeito também consigo mesmo porque se você consegue fazer uma leitura do outro sem o imediatismo de opinar (e sem julgar, na verdade), consegue refletir, observar, entender tudo o que o outro está falando, em alguns momentos, em sua totalidade. E aí, então, é possível formular melhor seus argumentos, dando tempo a si mesmo, para finalmente dar sua opinião. Por isso, no começo do texto falei que pensar antes de opinar pode ser um atalho. 
        Perceber as nuances do outro não tira de você o direito de discordar do outro e isso é muito importante. Você tem toda o direito de dizer que observa a questão por outro ponto de vista. Se a pessoa irá se irritar com isso, já é um problema do outro. Mas, um detalhe pertinente da observação é que mesmo que você discorde do outro, não quer dizer que o julgue. Por exemplo, você pode conhecer pessoas amáveis e queridas que fazem coisas das quais você não concorda. Isso não quer dizer que você é uma pessoa melhor do que essa outra. Somente representa que você tem uma opinião diferente da ela. E assim, se segue. Cada um com suas opiniões, vidas diferentes, vivências particulares que vão possibilitar criar uma sociedade cada vez mais plural, se cada um permitir.





quarta-feira, 31 de maio de 2017

O urgente!



        O urgente é algo para ontem e que se faz com muita pressa para se chegar a algum lugar. Dirige-se com pressa, come-se com pressa, vive-se numa correria danada.
        Você já reparou que quando você pergunta para as pessoas como elas estão, geralmente a resposta é: “corridas”? Mas, afinal, o que é corrido para você? Por que tudo parece tão urgente?
        Viver uma vida repleta de experiências pode ser uma delícia e isso faz ocupar o seu dia. Nunca antes na história da humanidade (adoro essa frase!) foi possível ter tantas experiências ao longo de um dia: fazer crosfit às 6h, trabalhar o dia todo, fazer happy hour, ver amigos, ir no cinema. Sociabilizar e trabalhar são palavras de ordem no século XXI.
        Mas, por que você precisa de tantas tarefas no seu dia-a-dia? E de que maneira isso afeta você mesmo? Não é preciso nenhum estudo para comprovar que as pessoas andam estressadas e tornando tudo muito urgente: tenho que chegar com urgência na manicure, preciso com urgência comprar um vestido! É mesmo?
A verbalização das urgências nada mais é do que aquilo que as pessoas estão sentindo. E, fatalmente, toda essa urgência irá atrapalhar sua comunicação e, profundamente, sua vida como um todo. Afinal, “correr com a vida” significa, muitas vezes, não estar presente, não viver um determinado momento. Estar na urgência implica em se importar quase sempre com o que vem depois, sem curtir o que está fazendo. E, na comunicação, isso irá refletir em diálogos sem muito entendimento, sem presença, sem verdade. Bom, isso talvez não seja importante para você agora. Mas, quando se passa um período de tempo vivendo o que vai acontecer depois, sem entender o agora, talvez se perceba o tempo jogado fora, como se não tivesse vivido.
Estar atarefado é comum no século XXI, mas acima das urgências existe o agora. Como você quer realizar suas atividades? Como se quer viver os encontros da vida? Como você deseja realizar seu trabalho? Como você quer comunicar sua vida, seus sentidos, seus sentimentos, nesse momento?
        Pense sobre isso. Talvez a vida seja mais do que urgências.






domingo, 14 de maio de 2017

Alegria é papo sério!

         Diz a música de João Gilberto que “ser alegre é melhor do que ser triste”. Durante muito tempo os brasileiros foram o símbolo dessa música. Havia uma esperança no ar de que coisas boas iriam acontecer. Não sei quanto a você, mas eu tenho percebido que a leveza do brasileiro anda em baixa.
        Ahhh, também, com essa política! -  você vai me dizer. Então, preciso lhe dizer algo: sempre haverá (e sempre houve) momentos históricos políticos que geraram reflexão e tensão. Lembro de minha vó contando da época da Segunda Guerra. Eu mesma presenciei momentos estranhos da política brasileira como a Era Collor, por exemplo. O que quero dizer é que a política, bem como a economia, bem como inúmeros assuntos que pautam a vida das pessoas sempre existiram e sempre existirão. Mas, a forma com a alegria foi deixada de lado na vida das pessoas para dar vazão aos “problemas” é que tem se tornado um fato a se observar. Não quero dizer que é preciso se acostumar com os momentos ruins ou difíceis. Mas, quanto valorizar esses momentos em vez da alegria?
        E falo isso porque, desde a Antiguidade é sabido que uma palavra falada mil vezes é acolhida como verdade. E existe a verbalização constante de que as coisas estão muito ruins, principalmente nas redes sociais e também na vida "real".  Minha cabeleireira comentou, por esses dias, que tem saído cansada do trabalho porque tem dias em que os clientes só reclamam.
       Reclamar é uma opção de vida. É possível sim optar pela tristeza, acreditar que o mundo está piorando e também fazer parte de um eco coletivo de indignação.
        Ou, você pode optar em olhar as coisas de uma perspectiva mais positiva e com alegria. Não estou dizendo que é a maneira correta, pois não existe maneira correta de se viver. Existem possibilidades.
        Gostaria de propor que a verbalização (e a demonstração não verbal) da alegria pode ser um caminho para tornar tudo mais fácil. Digo que a tensão, a irritação, a agressividade, trazem como únicos resultados imediatos a tristeza. Ninguém gera nada de bom quando verbaliza aos outros suas tensões, suas frustrações, suas irritações. Mas, você já percebeu que quando o ambiente está muito tenso e alguém faz uma piada, a situação muda? 
        Lembro-me de uma turbulência meio feroz que peguei uma vez e o piloto chegou a anunciar que iria fazer um pouso de emergência. Parte do avião estava muda e outra parte chorava. E uma menininha de uns 3 anos resolveu gritar: Brasil ilililil. Aquilo fez o avião todo cair na gargalha, mesmo em queda evidente. Nada aconteceu com o avião (pois estou aqui, rsssss) e nem foi preciso fazer um pouco de emergência. Pelo menos para mim, tornou um momento difícil em algo a ser lembrado até com certa alegria.  
         Para isso, é preciso saber o que lhe deixa alegre. O que é, de verdade, alegria para você? Como é possível deixar um "mundo melhor" para os filhos e próximas gerações se não se sabe mais o que é a alegria? Torço para que você encontre, agora mesmo, a alegria que está dentro de você e a espalhe mil vezes. E, então, veja o que irá acontecer.


domingo, 7 de maio de 2017

Como você está hoje?


        “Como você está hoje” – pergunta uma moça com uma voz delicada, mas firme. Na ocasião, não sabia responder de prontidão.       E, então, a moça, sem se expressar, deu a entender de que era para eu continuar falando. Lembro-me de ter falado dez minutos sem parar. Ao final, ela disse: “é tudo isso o que você sente hoje”.
        Ela não havia feito qualquer julgamento sobre o que eu disse. Apenas ouviu e ponderou sobre o turbilhão de coisas que eu havia dito. A frase nunca mais saiu de minha cabeça porque foi muito válida e a uso todos os dias, desde então.
        Saber como se sente é um daqueles atalhos para seu dia se tornar melhor. E não falo isso porque acho que é um segredo daqueles que só pessoas de alta performance podem ter conhecimento. Mas, porque ao fazer essa reflexão é possível trazer mais maturidade para sua comunicação. De que maneira?
        Assumir os seus sentimentos e olhar para tudo o que está dentro do seu coração, seja ódio, rancor, medo ou alegria sem receio do que terá como resposta, coloca o ser humano como um observador de si mesmo. E, ao fazer isso, traz uma consciência de que o outro não é responsável por esse sentimento que lhe acompanha. Imagine que você saia de casa já sabendo que está irritado(a). Antes mesmo de chegar no seu trabalho, alguém lhe dá uma fechada no trânsito. Pronto! Desce do carro, já começa um bate-boca. Chega ao trabalho cuspindo marimbondo, desconta na primeira pessoa que vê e torna seu dia um inferno. Não lhe passou pela cabeça que você já saiu de casa assim e que você está, apenas, comunicando, o que você está sentindo?
        Existem dias em que há tudo para dar errado: sim, acidentes de trânsito acontecem; você pode chegar atrasado em qualquer lugar devido à chuva; você pode perder o avião porque não chegou no aeroporto. Mas, tudo isso acontece porque, antes de tudo, o ser humano é falível, então, você pode errar, seu taxista pode errar. Mas, também existem situações que não estão no controle de ninguém como, por exemplo, um avião pode não ter condições climáticas de pousar, por isso não chega até o aeroporto onde você está. Ou seja, existem muitas coisas que podem dar erradas no seu dia e tudo bem. Nem tudo o que se planeja dá certo.
        E, lá no fundo, não são essas coisas que causam tamanha irritação (já percebeu a quantidade de pessoas irritadas no Facebook?). É o que está no coração de cada um, lotado de bons ou maus sentimentos, repleto de histórias felizes ou dolorosas e que são traduzidas na maneira de se comunicar. Se não há “conserto” para os erros e atrasos do dia a dia, há conserto para tornar sua comunicação mais tranquila, ainda que seu coração esteja triste, chateado, irritado. E o primeiro passo é, assim que se levanta, se questionar: “como eu estou hoje?” Feito isso, é hora de entender que você pode guardar seu estado de espírito para você, sem ficar desgastando relações ou tensionando as situações ou espalhando graça (caso esteja em estado de graça) para todos os cantos, afinal, quem precisa lidar com o seu estado de espírito é você. Mas, caso não esteja bem, é importante pedir ajuda, afinal nunca é demais contar com um ombro amigo. 
        Não espere que as relações tensas lhe mostrem qual é o reflexo de sua comunicação, afinal, você pode se perceber antes mesmo de abrir a boca.        


domingo, 23 de abril de 2017

Tire o "mas" das suas relações


        Já pensou se você pudesse encontrar pessoas super legais a maior parte do seu tempo? Pois, então, tenho uma boa notícia a você: sim, isso é possível. As pessoas são classificadas entre boas ou más, bonitas ou feias, magras ou gordas, legais ou chatas como se, de fato, fossem assim. Dependendo do grau de dependência da opinião alheia, é possível que uma pessoa se torne exatamente o que os outros desejam que ela seja.
        Existe, no entanto, uma possibilidade diferente ao se deparar com uma pessoa. E se você pudesse ver nessa pessoa aspectos positivos e alegres? Não estou dizendo que é para sair abraçando pessoas que não gosta ou desconhecidos. Mas, elaborar melhor uma imagem que se tem do outro. E, ao fazer isso, automaticamente, deixará de verbalizar coisas chatas para alguém (ou fazer cara feita, que também é uma maneira de se comunicar).
        As relações humanas, independentemente se são as familiares, entre amigos, no ambiente de trabalho, passam por uma linha tênue chamada expectativa seguida de julgamento. Quando se cria uma imagem de alguém, espera-se que essa pessoa seja exatamente como se imaginou, sem problemas, sem falhas. Talvez essa seja uma projeção de você mesmo(a) no outro (e que é algo que vale a pena prestar atenção diariamente). E, algumas vezes, quando a pessoa não preenche mais os requisitos que você imaginou como essa pessoa deveria ser, então, vem o julgamento. “Ah, essa pessoa é legal, mas meio fora da casinha” – são coisas possíveis de serem pensadas e até verbalizadas.
        O grande lance é que o “mas” pode deixar de existir nas relações. E se, por ventura, você entendesse que essa pessoa pode ter aspectos diferentes do seu? Ter um conhecimento de vida divergente do seu, lidar com as coisas de maneira diferente da sua? Pois, é. O nome disso é respeito, quando se aceita o outro como é, independentemente se o outro corresponde ou não as suas expectativas. Eu sei que esse é um trabalho às vezes árduo porque projetar e julgar são padrões tão comuns na sociedade que parece impossível não entrar na roda-viva de querer julgar alguém. O julgamento por si só não fere alguém porque se não verbalizado ele fere apenas quem o pensou. E falo em ferir porque, efetivamente, criar um julgamento de alguém (geralmente os julgamentos são a construção de uma imagem negativa de alguém) gera um sentimento interior, muitas vezes de dor, ódio ou tristeza. Mas, quando o sentimento é verbalizado muitas vezes pode machucar o outro, que não correspondeu as suas expectativas.
        Então, talvez seja hora de amadurecer sua comunicação prestando atenção nos julgamentos que cria sobre os outros. Olhe as pessoas como se elas pudessem, realmente, contribuir com a sociedade porque, de fato, as pessoas estão tentando dar o seu melhor (ainda que seu julgamento não deixe ver que existe um lado bom nas pessoas com as quais você se relaciona). Toda vez que vir um julgamento à mente, que tal substituir por “essa pessoa é legal. Ponto. Não quero pensar mal dela!” Você não precisa do “mas” para entender que você é você e o outro é o outro. Sendo assim, as pessoas, aos seus olhos e aos meus, se tornam muito mais agradáveis se for permitido que elas sejam exatamente quem elas são, sem atribuir a elas um peso que talvez não exista. Sem “mas”, nem mais, nem menos.

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domingo, 16 de abril de 2017

Não ofenda e não se arrependa!



        Conversas difíceis que muitas vezes levam a trocas de ofensas. Essa cena lhe parece familiar? Pois, é. Quem nunca teve uma briga carregada de palavras pesadas que atire a primeira pedra.
        Os diálogos mais difíceis deixam marcas profundas na pessoa que foi agredida verbalmente, mas também uma sensação muito ruim naqueles que um dia colocam a mão na consciência sobre aquilo que falaram: o arrependimento. Isso porque falar algo pesado (ou ofender mesmo, tentando agredir alguém por meio de palavras) é como congelar um momento. Talvez nem você soubesse que alguém que você gostasse tanto poderia ser tão tirado, tão mentiroso, tão covarde. Mas, numa fração de segundos, a frase é dita e pronto, vem a tristeza, o ódio, a raiva, o ressentimento por aquilo que foi dito.
        Para quem faz uma análise sobre si talvez até se pergunte: “por que eu disse isso desse jeito” e, então, o arrependimento fatalmente vai bater. E ninguém quer ver seu lado mais mesquinho, mas, devo lhe contar que ele existe, tanto para você quanto para mim. Nas situações em que percebi que falei como não devia (porque nem sempre o problema é o que se diz, mas como se diz), busquei entender o que me levou a ter esse comportamento. “Por que tanto ódio num só coração (Rssssss)?” -  já me perguntei. Confesso, que existem situações que nunca mais consegui desfazer depois de algo dito com a intenção de magoar. E, então, entendi, para mim mesma, que era possível mudar isso. E um dos primeiros passos adotados foi “parar de me arrepender”.
        O ditado “em boca fechada não entra mosca” é tão popular quanto seu significado. Se não falar nada, não se cria problemas. Isso não quer dizer que é preciso exercer a passividade em todas as situações vividas. No entanto, se faz necessário dosar aquilo que vai falar. É possível até ser enfático ou enérgico com alguém, mas é possível ponderar suas palavras. 
        Olhe ao seu redor! Já existem muitos conflitos no mundo, ódio, pequenas disputadas e grandes desavenças entre nações. Será que esse não é um momento propício para fazer essa análise? Faço esse questionamento (e até um convite mesmo) justamente na Páscoa porque o feriado religioso é a representação de algo novo (de um renascimento). Então, que tal renovar os votos sobre a maneira como você se comunica?
        Acho interessante que muitas pessoas têm um discurso de paz na ponta da língua. Basta abrir as Redes Sociais para observar diversas mensagens de bondade e amor, vindas de bocas que também machucam. Então, já se perguntou porque você ofende? Ou já percebeu quantas palavras ofensivas há em seu discurso?
        Penso que essa análise é o primeiro passo para modificar o discurso ofensivo. O segundo é uma boa notícia: sim, você pode se domar. Sabe aquela história de que “eu nasci assim”? O século XXI vem mostrar que todos estão dentro de um processo colaborativo e isso não é um marketing do novo milênio. Sim, é preciso encontrar saídas urgentes para problemas simples, longos, seculares ou para inovar no conhecimento. E somente entra nesse processo colaborativo, de verdade, quem deixa seus caprichos de lado, o que só se consegue quando se observa e “se doma” por um bem maior. Não é tão difícil fazer isso, né? 
        E, por último, o arrependimento não é um sentimento que vai lhe fazer crescer, de fato. Ficar com aquela sensação de vergonha sem fazer nada para que isso mude, não proporciona a paz para ninguém. Então, que tal não ter motivos para se arrepender?


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terça-feira, 4 de abril de 2017

Não falar

       
      Esses dias atrás tive uma experiência nova diante de uma afonia: eu só podia ouvir, não podia falar. A obrigação de ouvir me fez perceber algumas coisas que talvez, com uma fala perfeita, não tivesse reparado.
        Uma delas é que, no exercício da comunicação, não falar pode ser muito bom. Não necessariamente é importante falar quando se está com alguém do lado ou quando se está compartilhando um momento legal. Entendi que sentir pode ser mais legal do que falar. E mesmo quando eu tinha vontade de falar, e não podia, os outros entendiam completamente o que eu dizia, mesmo sem dizer nada.
        Não falar pareceu uma vantagem imensa, em alguns pontos. Não fazer aquele comentário indelicado diante da piada boba, não cuspir marimbondos em que não merecia. Entendi que, ao não falar, escutava mais profundamente meus próprios pensamentos, sentimentos. E pude perceber também como meus pensamentos falam, meu Deus!
        Mas, foi tão interessante não dar força a eles. Por que preciso sempre verbalizar tudo o que penso? Não dá para, simplesmente, não falar? E assim, aconteceu.
        Também entendi que não falar pode ser muito útil para administrar a própria vida. O quanto de energia se coloca na fala? Comecei a entender que posso ser muito seletiva naquilo que vou dizer. E me mostrou que reagir verbalmente pode ser uma imensa perda de tempo porque é preciso ter força para sustentar um ponto de vista.
        Não quero dizer que fazer uma desconstrução da sua fala é um exercício para todos os dias. Não. Mas, às vezes é preciso silenciar a fala para entender o coração, para se compreender em outro ritmo.
        Por fim, gostei muito de recuperar minha voz. Mas, também percebi que prefiro ouvir minhas risadas, do que proferir palavras aos ventos. É como se ouvir internamente. E como é bom!



domingo, 19 de março de 2017

Outonar


          Sinto um vento mais fresco batendo no rosto e a sensação de serenidade tomando conta. É o Outono chegando anunciando que é hora de aquietar.    
        A estação do ano mais conhecida pelas folhas caídas, temperaturas amenas e uma vontade de não fazer nada interfere diretamente em nosso coração, no ritmo de vida e na comunicação.
        A paisagem do sol extremo, tão frequente no Verão, e que permite viver para fora, beber, comer, sambar, ficar até mais tarde na rua, aos poucos vai sendo substituída por dias frescos, clima mais nublado, folhas no chão e tapetes naturais marrons sendo construídos nas ruas de boa parte das cidades do Hemisfério Sul. Um cenário que permite (não exige, mas pré-dispõe) a olhar para dentro. A aquietar a mente e o coração e a se comunicar mais introspectivamente, como se todos os dias fosse um domingo mais calmo, acompanhado de uma boa xícara de chá.
        Essa é uma época propícia para contemplar, respirar, enxergar as ideias dentro de si, os sentimentos, as dores. Não como uma sinfonia melancólica de uma ópera triste. Mas, um parar, digerir, compreender, se permitir a se ouvir sem pressa, sem ruídos latentes ou desejos urgentes que rompam a interiorização. 
        O Outono não serve para todo mundo. Tem gente que vai ser mais Verão e outros serão um completo Inverno. Mas, talvez, essa época, seja um momento ideal para simplesmente ser, sem ter que interagir tão reativamente, como um jejum para a própria comunicação, num movimento para Outonar.



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domingo, 12 de março de 2017

Pelo direito de permanecer calado

        Há uma enxurrada de informações vindas de todos os lados. E há também muitas opiniões que acompanham essas informações. Nos dias de hoje, é comum pessoas comentarem sobre absolutamente tudo, inclusive de assuntos dos quais não têm conhecimento.
        Um fato mais facilmente notável nas redes sociais, onde qualquer pessoa pode opinar sobre qualquer tema. De certa forma, essa é uma demonstração de que a democracia (ou chame do que quiser) existe de fato, pois a livre expressão é a maior representação da liberdade.
        O que trago como reflexão é: por que é importante opinar? Anos atrás quando eu fazia mestrado, descobri autores que defendem que saber da vida alheia, nem que seja a do vizinho, é um daqueles itens que faz qualquer ser humano se manter vivo. E mais, não basta apenas saber da vida alheia, mas opinar sobre a mesma. Talvez isso explique a enxurrada de opiniões que se observa todos os dias nas redes sociais, por exemplo.
        Mas, (sempre há um “mas”), particularmente penso que nem sempre a opinião é necessária. E pode ser, talvez, extremamente cansativo opinar sobre todas as situações vivenciadas (ou apenas observadas no seu dia-a-dia). Lidar com as situações rotineiras já envolvem bastante opinião, se pensar bem. Você terá que opinar nas metas da empresa, nas decisões do que comprar no supermercado, nos afazeres domésticos.  Se já é trabalhoso tomar decisões simples e as verbalizar em sua rotina, por que se entupir de mais informações e ainda opinar sobre elas?
        Claro, como dizem os teóricos (e o chavão popular mesmo) a grama do vizinho é mais verde, então, comentar sobre as celebridades, sobre um post de blog, sobre o apontamento de uma amiga no Facebook é bastante tentador.
        Penso, porém, que tenho preferido usar o direito de permanecer calada, e apenas ver e ouvir sem ter que opinar ou fazer um julgamento sobre algo. Num português bem claro, não tenho mais saco para tantos fatos, tantas informações e muito menos para opinar sobre tudo. É evidente que existem eventos que acontecem no mundo e que podem ser bastantes interessantes, mas, particularmente vou usar meu direito de permanecer calada (ainda que seja comunicadora e blogueira) diante principalmente das informações que não acrescentam, das brigas toscas do Facebook, das opiniões repletas de maldades ou indiretas, sobre as opiniões radicais.
        Porque penso que se for abrir a boca para não contribuir verdadeiramente com o outro ou com uma situação, não vale a pena emitir uma opinião.




p.s: o título desse post não tem nada a ver com o direito constitucional de permanecer calado. Para entender, um pouco, sobre esse direito, sugiro essa matéria:


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