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Conheça os benefícios de uma comunicação mais eficiente.

domingo, 22 de maio de 2016

Dando uma trégua



        É preciso dar uma trégua ao ritmo intranquilizador que há nesse momento. É preciso parar para respirar, para entender, para buscar um caminho e compreender o que fazer de melhor para viver.
        No século XXI, existem fórmulas prontas para quase tudo: que carreira seguir, como se relacionar, como ter uma vida saudável. Mas, impreterivelmente, o ritmo empregado aos dias de hoje acabam gerando muita confusão, talvez até mesmo pelo excesso de informações. E, por consequência, isso se reflete na comunicação de cada um.
        É um antagonismo tão grande ter tantas possibilidades de comunicação e ao mesmo tantos conflitos resultantes de comunicações mal feitas (independentemente de qual plataforma usada, ou se pessoalmente) que parece quase surreal. Mas, o excesso de quase tudo (do que fazer, pelo o que lutar), também tem transformado a vida em algo surreal. Então, talvez seja hora de dar uma trégua a si mesmo.
        Acredito que a comunicação é o meio de transmitir o que há no interior de cada ser. Mas, por que buscar lá fora o que está aí dentro? As possibilidades de acionar (e de ser acionado) qualquer pessoa são muito grandes, na atualidade. É possível acionar alguém por aplicativos, por celular, internet e (claro) o bom e velho telefone. Mas, ao ser acionado, a primeira reação das pessoas é, literalmente, “reagir”.
        Nem tudo aquilo que lhe notifica é urgente. Aliás, responder quando se é chamado pode ser apenas um jeito automático de resolver coisas. Não necessariamente se está atento ao que se está dizendo, fazendo parecer um grande telefone sem fio (uma brincadeira de uns 30 anos atrás).
        Qual a solução? Nenhuma, na verdade. Apenas acredito que dar uma trégua a si mesmo pode ser o melhor caminho para começar a encontrar pistas que estão dentro de si e, então, verbalizar aquilo que pode ser o seu melhor ou a sua melhor presença durante um diálogo. 

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Quando falamos palavras do bem



        Esses dias recebi uma mensagem de um amigo que não via há alguns meses. Ele me disse, apenas: “eu te amo, você sabia?”
        A frase veio em boa hora. Estava numa correria danada e cansada de algumas intolerâncias vividas durante a semana. E, então, essas palavras me fizeram lembrar de que sou defensora das palavras do bem e quando mais a gente precisa, voilà, elas aparecem.
        Quer dizer, não é sempre que a gente precisa que elas aparecem. Em alguns momento em que se está triste pode aparecer alguém sem nenhuma sensibilidade e ainda tentar lhe espezinhar.
        Mas, para quê ficar valorizando as coisas ruins, não é? Acredito que as palavras do bem podem ajudar a modificar o pensamento (e até o sentimento) de qualquer pessoa (talvez em qualquer situação), por isso são um benefício muito grande. Quando tudo pode parecer meio sombrio e esquisito, as palavras do bem nos lembram que sempre há uma saída. Sempre há esperança!
        E, em geral, é muito legal receber uma palavra acolhedora de alguém que você gosta. Mas, também é importante estar aberto para receber o carinho de quem não se conhece muito bem. Alguém que lhe admira com os olhos é um carinho na alma (nem precisa falar nada de “bem” para lhe demonstrar afeto). Um elogio sobre seu trabalho, uma desconhecida que elogia seu cabelo, alguém que lhe abre um sorriso durante um atendimento, alguém que comenta como sua letra é bonita, o seu casaco. Existem, inúmeras maneiras de trazer o “bem” para perto de novo, como se anulasse uma preocupação de uma determinada situação.
        Não falo de um otimismo bobo calcado no nada, como se fosse uma pessoa que não teria problemas. Não é isso. Mas, é possível transformar a vida de alguém falando coisas simples. Claro que vai haver aqueles resistentes que não querem soltar seus problemas por nada e dizer que “nada do que você disser vai me alegrar”. Isso não quer dizer que não deva tentar falar coisas legais para os outros. Alguns vão aceitar, outros nem tanto.
        Por isso, que as palavras do bem devem ser ditas não apenas para os outros como também para si mesmo. Elas soam como "música para os ouvidos." Certa vez, vi uma foto minha que uma aluna fez. Num primeiro momento, olhei para a imagem e pensei: “nossa, agora estou vendo uma bolsinha embaixo dos olhos.” Mas, aquilo me trouxe uma alegria também porque fez eu entender como aquilo representava minha história. E como estava sendo acolhedora comigo mesma. E, então, pensei: “que bom que hoje sou uma pessoa que tem uma história”. Nem sempre os outros vão estar prontos para lhe acolher quando se precisa. Mas, é importante saber acolher a si mesmo quando não há ninguém para fazer isso.
        E, aí, quando falamos as palavras do bem, para si e para os outros, tudo pode melhorar. Deixo minhas palavrinhas do bem aqui registradas: “gratidão por ler esse texto, aqui e agora. Que seu dia seja maravilhoso.”




domingo, 8 de maio de 2016

A força das palavras...



        Existem coisas das quais eu não gosto e que me causam desconforto. Não gosto de notícias ruins, de falar de doenças, de gente que reclama, de briguinhas bestas. Não gosto de quem inveja (por qualquer motivo), não gosto de pessoas convenientes, não gosto de gente grosseira, de dias nublados, de humor depreciativo, nem de massas.
        Durante anos, lutei contra aquilo que não gostava (e sei, leitor(a) que você também tem uma lista das coisas que não gosta). E, então, entendi que foi uma imensa perda de tempo lutar contra qualquer coisa porque me exigiu uma grande força e tempo. E, mais, pelo menos para mim, quando luto contra algo (contra as pessoas que são maledicentes, por exemplo), acabo percebendo que dou muito mais importância aos fatos negativos do que a tudo de positivo que acontece. Que diferença faz se as pessoas são maledicentes? Elas vão deixar de ser porque simplesmente quero que elas deixem de falar mal? Não, né?
        Desde que comecei a estudar a força das palavras vi na prática o poder que elas realmente têm. Não, isso não é um papinho bobo. As palavras realmente têm uma força muito grande, por isso é preciso observar desde quando elas surgem em nossa cabeça como um pensamento até o momento em que a proferimos.

Aquilo que você afirma, você acredita:
        Diz um ditado de que uma mentira contada mais de mil vezes se torna uma verdade. A força do pensamento (materializada em palavra) é capaz de convencer qualquer pessoa de que algo é verdadeiro. Mas, acima de tudo, nós mesmos somos “vítimas” das palavras que usamos. Se você acreditar que está doente, amanhecerá assim.

Se você pensou, também sentiu:
        Não existe lugar mais confortável para as nossas palavras que o coração. Imagine-se numa ilha do Caribe tomando um sol quentinho na sua costas, observando o mar azul e sentindo o vento no seu rosto. Fácil, né? Seu corpo deve gostar de sentir esse estado de tranquilidade ao imaginar essa cena, Pois, é. Só que não pensamos apenas coisas legais. Ficamos tensos com o nosso dia-a-dia, achamos que as coisas podem piorar. Quanto mais desenvolvemos o estresse e a tensão, mais o organismo sofre. Então, já sabe, a tensão é um reflexo do que anda pensando.

Foque-se naquilo que gosta:
      Lutar contra algo porque não gosta é como alimentar o sentimento de revolta. Não gosta de notícias ruins? Não ligue a televisão. Não gosta de falar de doenças? Conviva com pessoas saudáveis. Esportistas adoram falar de saúde, por exemplo. Não gosta de gente grosseira? Cultive o amor o tempo todo, conviva com pessoas menos competitivas e mais amorosas, escolha amigos que possa guardar em seu coração. Não gosta de gente que reclama? Conviva com pessoas mais otimistas.

        Lutar não é um caminho “bom” para resolver conflitos ou situações. Então, minha sugestão é: pare de lutar! Simplesmente, fale para si das coisas que gosta e não das que você não gosta. E acredite, tudo o que você gosta pode se tornar realidade desde que você entenda a força das palavras. Que tal tentar?

p.s: não custa nada lembrar daquela frase do escritor Victor Hugo (que falei no texto anterior, rsssss - adoro essa frase, confesso - que: "as palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade."


domingo, 1 de maio de 2016

A comunicação para a paz




        Quando o escritor Victor Hugo disse a célebre frase “as palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade” sabia da propriedade daquilo que é dito.
        Mais do que isso, sabia que as palavras têm um poder imenso. Elas podem machucar profundamente a alma, fazendo desacreditar que aquela pessoa que lhe ofendeu possa voltar a ser o ser humano que um dia você conheceu.
        É sempre um susto quando alguém é ofendido. Além de constrangedor, o peso das palavras parece sair da boca do ofensor com uma “forma física”. De certa forma, é isso mesmo o que acontece porque as palavras têm a capacidade de mexer nas emoções e provocar reações no organismo. Então, é como se uma pessoa tivesse sido atingida por algo.
        Mas, há também um lado muito positivo das palavras: podem ser completamente apaziguadoras, acolhedoras, transportadoras de amor e “desatadora de nó”. Essa é a leveza do vento da qual Victor Hugo falava. E, acredito do fundo do meu coração (até porque já vi acontecer), de que quando usadas com amor são um sopro de esperança para até os mais amargurados dos seres.
        As palavras têm o poder da transformação. Se alguém lhe ofendeu, permita quebrar o ciclo da discórdia que é o de reagir e gritar. Permita acalmar aquele que lhe ofende. A primeira vez que ouvi isso me soou como uma ofensa (como assim?) Mas, ao longo de certo período observei que quebrar o ciclo da troca de ofensas faz um bem danado para você e para o outro também. Quando percebe que a ofensa não teve reação, a maioria das pessoa cai em si.
        Agora, se a troca de ofensas foi inevitável, aí as palavras podem ser mágicas. Nada soa melhor do que um “vamos conversar novamente?” Ou então, um “me desculpa, não quis lhe ofender”. Esse é o momento em que as palavras transbordam em amor aquilo que o coração sente: a vontade de quebrar o ciclo de dor.
        Lembro de algumas situações em que vi esse ciclo quebrar, por mais impossível que achava que seria. As palavras são mediadoras e funcionam como um remédio para a alma. Tudo depende do como usá-las. E, por que não, fazer da comunicação um instrumento da paz? Não é disso que todo mundo está precisando?






domingo, 24 de abril de 2016

Deixar ir!



        Deixar algo ir embora é uma das sensações mais deliciosas que existem. É uma postura tão positiva que permite que esteja pronto(a) para algo que vai surgir, pode ser uma parceria nova, uma amizade, um trabalho.
        Nem todo mundo gosta de deixar as coisas irem, como se não houvesse outra opção. Falo por mim, mesma. Precisei deixar muitas coisas irem. Nem sempre é fácil. Mas, algumas começaram a ir mais fácil. Uma amizade que anda meio zicada, uma parceria que não foi como imaginava e por aí vai.
        Deixar ir, literalmente, é soltar algo. E para que isso aconteça é preciso digerir primeiro que algo não é o que se imaginava. E fazer algumas perguntinhas nessa hora podem ajudar, como: “que expectativa criei nisso?”. Ou “como prestei tanta atenção nisso?” Ainda bem que as prioridades na vida vão mudando com o tempo!
        Alguns vão chamar o “deixar ir” de desapego. Chame do que quiser porque esse é um conceito muito abrangente, então, o importante é deixar ir.
        E o “deixar ir” também passa pela comunicação. Você começa a perceber que um determinado assunto já não é mais tão recorrente. Que já não tem aquele peso dado inicialmente. É como ir mudando de foco e, de repente, encontra-se outras possibilidades para aquele mesmo tema.
        Por isso, a comunicação é o primeiro sinal de que deixou algo ir. É possível também deixar ir outras coisas das quais está se incomodando, como um comportamento, um pensamento, um estilo de vida. Claro que ninguém consegue deixar ir situações, assim, num piscar de olhos. É preciso trabalhar isso! Uma delas é conversando sobre aquilo que quer soltar. Falar é uma maneira de analisar e aceitar as situações, como quem conversa consigo mesmo (ainda que esteja conversando com alguém).
        Procurar se estressar menos com as coisas também permite o “deixar ir” com mais facilidade. Quanto mais se estressa com uma situação, mas difícil fica de olhar o “todo”, de entender qual motivo que levou aquela situação acontecer.
        É possível deixar ir falando para si mesmo que aquela situação já não lhe ajuda mais. Sinta-se grato pela experiência e entenda que vai passar.

        E por fim, deixar ir pode lhe garantir uma experiência nova por dia. Mesmo quando não se consegue deixar ir tudo o que deseja, deixe ir mesmo assim (ainda que você saiba que não passou por completo). Afinal, se não deixar, como vai saber o que acontece depois?




segunda-feira, 18 de abril de 2016

Informação é poder!



     Viver numa era da informação foi o sonho de milhares de milhões de pessoas ao longo de séculos. Poder ter conhecimento sobre algo foi o desejo de descobridores, aventureiros, reis e rainhas e até faraós, da Igreja a filósofos libertários. Até as cartomantes surgiram devido a esse desejo: “quero conhecer o que vai acontecer.”
        O conhecimento é uma das coisas mais deliciosas que o ser humano pode ter. Afinal, conhecer é desmistificar a própria existência. É poder ser livre para escolher, para anular dogmas que restringiram o ser humano por milênios. Conhecer é salvar vidas, é melhorar seus meios, é respirar novidades.
        Assisti a um documentário sobre o telescópio Hubble por esses dias. E, acredite você, leitor, a ideia do Hubble surgiu com o telescópio de Galileu, inventado mais de quatrocentos anos atrás. Ou seja, durante quatro séculos, centenas de cientistas olharam para o céu em busca de informação. E foi esse desejo de conhecer que fez com que hoje se compartilhem as lindas fotos do Hubble nas redes sociais. O espaço, agora, está na palma das mãos. Basta acessar o smartphone.
        Também foi o desejo do conhecimento que levou a ciência (medicina, física, matemática, química etc) a evoluir em duzentos anos o que não conseguiu em vinte séculos. Bem como foi a busca pelo conhecimento que fez a democratização do conhecimento. Grandes universidades que antes restringiam seu conhecimento aos mais abastados agora disponibilizam informações de graça, pela internet. Harvard, MIT, Stanford, Columbia, bem como USP, Unicamp seguiram esse caminho.
        Se informação é poder, é possível dizer que todos estão vivendo, atualmente, na melhor era que poderia existir: a tão sonha era da informação. Mas, é assim que você se sente, caro(a) leitor(a)? Numa era confortavelmente informativa? Você se sente confortável de alguma forma?
        Existem três fatores que fazem da informação uma era, de certa forma, desconfortável. O primeiro deles é que diante de tantas informações e de tantas possibilidades de expressões, em quem acreditar? Parece existir muitas informações e essa sensação não é à toa.  Vou fazer uma citação de uma reportagem que está no rodapé e que acredito que contribui para entender esse processo: “de acordo com Richard Saul Wurman, em seu livro Ansiedade de Informação, uma edição de domingo do jornal The New York Times tem cerca de 12 milhões de palavras e contém mais informação do que aquela que um cidadão do século 17 recebia ao longo de toda a vida.” Portanto, um passo relevante para lidar com as informações é saber filtrar o que de fato você quer saber e como faz suas escolhas de conhecimento.
        O segundo item é que um mundo repleto de informações faz pensar o quanto as pessoas conhecem sobre si mesmo. Enquanto durante séculos o importante foi buscar lá fora as informações necessárias para a sobrevivência, na atualidade o mais importante é saber quem é ser humano que está dentro de você. Quem é essa alma e pelo o que clama? Quais são as informações sobre você mesmo que ainda não encontrou? Somente olhando para si encontrará seu lugar no mundo das informações.
        E por último, e acredito que igualmente relevante, é o que você quer fazer com todo conhecimento que adquiriu sobre o mundo e a si mesmo? Aí, caro(a) leitor(a), é com você. Afinal, essa é uma longa jornada a ser trilhada, numa época em que é possível ter a informação que você quer, mas nem sempre as respostas que deseja.


http://dnacomunicativo.com.br/produtos/


Information is power

        Live in the information age was the dream of billions of people over the centuries. May have knowledge about something was the desire of explorers, adventurers, kings and queens and even the pharaohs, the Church to libertarian thinkers. Even the cartomancists have arisen due to this desire: "I want to know what will happen".
        Knowledge is one of the most delicious things that the human being can have. After all, knowledge is to demystify your own existence. Is to be free to choose to set aside dogma that restricted humans for millennia. Knowledge is to save lives, is to improve their means, is breathing new.
        I watched a documentary about Hubble telescope these days. And believe you, reader, the Hubble idea came from Galileo's telescope, invented over four hundred years ago. That is, for four centuries, hundreds of scientists looked at the sky in search of information. And it was this desire to know that made possible to share the beautiful photos of the Hubble in social medias. The space now is in the palm of the hand. Just access the smartphone.
        It was also the desire for knowledge that led to science (medicine, physics, mathematics, chemistry etc.) to evolve in two hundred years which failed in twenty centuries. And was the search for knowledge that made the democratization of knowledge. Major universities that previously restricted their knowledge to wealthier now provide information for free on the Internet. Harvard, MIT, Stanford, Columbia, and USP, Unicamp followed this path.
        If information is power, is possible to tell that everyone is living currently in the best era that could exist: the long awaited information age. But is that how you feel, dear reader? In an era comfortably informative? Do you feel comfortable in any way?
        There are three factors that make the information an era, somewhat uncomfortable. The first is that in the face of so much information and so many possibilities for expression, who to believe? There seems to be a lot of information and that feeling is no coincidence. I will make a quote from a report that is on the bottom and I believe it helps to understand this process: "According to Richard Saul Wurman in his book ‘Anxiety for Information’, a Sunday edition of The New York Times has about 12 million words and contains more information than a 17th century citizen received throughout life”. Therefore, an important step to deal with the information is knowing how to filter what you actually want to know and how you do your  choice of knowledge.
        The second item is that a world full of information makes you think how much people know about theirself. While for centuries the important thing was to get out there the necessary information for survival, today, the most important is to know who is the human being that is within you. Who is that soul and for what you claim? What information about yourself that hasn’t yet found? Only looking for you will find yours place in the world of information.
        And lastly, and I think equally important is what you want to do with all that acquired knowledge about the world and yourself? Here, dear reader, is with you. After all, this is a long journey to be threshed at a time when you can have the information you want, but not always the answers you need.


Bruna Gonçalves. 23 anos. Redatora publicitária e marketing digital. Faço freelas de conteúdo e de tradução. Pode me encontrar também no blog Não Sei se é Fome ou Tédio ou por e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


Bruna Gonçalves. 23 years old. Copywriter and digital marketing. Freelances in copywriting and translation. You can find me in Não Sei se é Fome ou Tédio’s blog or by e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com




sexta-feira, 8 de abril de 2016

Não mande currículo



        Estar desempregado e precisando de trabalho é uma das sensações mais intoleráveis para o seu humano. Quando se precisa de dinheiro e a sobrevivência fala mais alto é comum os profissionais começarem sair atirando para todos os lados.
        Mas, estratégia nunca é demais, principalmente quando se procura trabalho. Como é necessário persuadir uma empresa é preciso saber o que falar para, então, conseguir a tão sonhada vaga. Por isso, mandar seu currículo (por e-mail, por exemplo) talvez não seja a maneira ideal de se conquistar o que precisa. Talvez represente para a pessoa que receberá o e-mail apenas mais um currículo entre tantos aqueles que chegam ao departamento de recursos humanos.
        A comunicação do “como você irá vender sua imagem profissional” merece reflexão. É uma verdade que várias empresas estão demitindo já há alguns anos. Mas, como um profissional percebe sua carreira é tão importante quanto seu currículo, seja ele extenso ou enxuto. Isso porque sua auto percepção será refletida na maneira como se oferece para o mercado de trabalho. Você prioriza mais o salário e benefícios do que as atividades em si? Você fala de maneira arrogante ou humilde demais? Tudo isso estará na sua comunicação porque faz parte de seu DNA Comunicativo.
        Para procurar um trabalho é preciso saber, antes de tudo, o que se está buscando. Depois é necessário entender que empresas não são depósitos de currículos. Elas têm propósitos, metas e, de modo geral, estão em busca de profissionais como você. Mas, como a maioria dos profissionais pensou apenas em mandar um currículo fica difícil uma seleção mais “humana”.
        Não que mandar currículo seja errado, mas, deve existir um passo antes dele que é muito importante: criar um relacionamento com a empresa (ou as empresas) que deseja trabalhar. Ligue para a empresa quando ainda está empregado, diga que tem interesse em determinada posição, convide a pessoa que está interessada para tomar um cafezinho. Não especule, não minta, não seja competitivo ou faça comparações. Apenas escute e estude a empresa que está interessada. Convide-se para visitar a empresa. Assim, quando você sentir que existe a possibilidade de demissão é hora de entrar em contato com as empresas interessadas. Ou, quando sentir que você completou seu ciclo dentro da empresa atual pode fazer a transferência para outra empresa (se houver a vaga) sem o desespero de ficar sem um salário.
        No entanto, alguns profissionais podem pensar: “ah, não tenho tempo para networking!”. Bom, cada um prioriza aquilo que acha relevante na vida. No entanto, mais do que fazer networking é preciso criar um relacionamento. Sim, literalmente, criar um relacionamento. Como se fosse o início de uma nova amizade que pode dar frutos. Sem, no entanto, cair na tentação de manipular (mandar flores para a gerente de RH para conseguir alguma coisa, por exemplo). Como nos relacionamentos pessoais, o relacionamento com a empresa exige respeito, tempo, cultivo.
        Afinal, a amizade, assim como o trabalho, é daquelas coisas que tornam um ser humano melhor, não é mesmo? Por que, então, você vai apenas mandar um currículo?


Don’t send curriculum

        Being unemployed and in need of work is one of the most intolerable feelings for humans. When you need money and survival speaks louder is common professionals start out shooting in all directions.
        But strategy is never enough, especially when looking for a job. As it’s necessary to persuade a company you need to know what to say to then get the long awaited job. So send your resume (by email, for example) may not be the ideal way to achieve what you need. May represent for the person who will receive the email just a resume among many that come to the human resources department.
        The communication of "how you will sell your professional image" deserves reflection. It’s a fact that several companies are laying off some years ago. But as a professional realizes his career is so important as your resume, be it extensive or short. That's because your self-perception is reflected in the way you offer yourself to the market. Do you prioritizes the salary and benefits than the activity itself? Do you sound arrogant or too humble? All this will be in your communication because it’s part of your DNA Communicative.
        To search for a job you need to know, first of all, what you are seeking for. Then you must understand that companies aren’t curriculum’s deposits. They have purpose, goals, and, in general, are looking for professionals like you. But, like most professionals think only in sending a resume, is more difficult to do a “human” selection.
        It’s not that sending curriculum is wrong, but there must be a step before it which is very important: to create a relationship with the company (or companies) that you want to work. Call to the company when you’re still employed, say you’re interested in a certain position, invite the person who is interested to take a coffee break. Don’t speculate, don’t lie, don’t be competitive or make comparisons. Just listen and study the company that are interested. Invite yourself to visit the company. So when you feel that there is the possibility of dismissal it’s time to get in contact with interested companies. Or, when you feel that you have completed your cycle at the current company, you can transfer yourself to another company (if there is some position available) without the desperation of being without a salary.
        However, some professionals may think: "Oh, I don’t have time for networking." Well, each one prioritizes what finds relevant in life. However, more than making networking you need to create a relationship. Yes, literally, create a relationship. As if it were the beginning of a new friendship that can bear fruit. Without, however, the temptation to manipulate (send flowers to the HR manager to get something, for example). As in personal relationships, the relationship with the company demands respect, time and cultivation.

        After all, friendship and work, is one of those things that make us better human being, isn’t it? Why, then, you'll just send a resume?

Translator:




Bruna Gonçalves. 23 anos. Redatora publicitária e marketing digital. Faço freelas de conteúdo e de tradução. Pode me encontrar também no blog Não Sei se é Fome ou Tédio ou por e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


Bruna Gonçalves. 23 years old. Copywriter and digital marketing. Freelances in copywriting and translation. You can find me in Não Sei se é Fome ou Tédio’s blog or by e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com




quinta-feira, 31 de março de 2016

Muito barulho por nada!


Muito barulho por nada é uma obra de William Shakespeare em que confusões se desenrolam em nome do amor. Brigas, intrigas, traições fazem parte do roteiro da peça e, claro, como é de se esperar de uma boa comédia romântica, tudo dá certo no final após os ruídos serem desmanchados.
Bem menos românticos são os ruídos existentes na vida corrida do século XXI. Se não bastasse um ruído ser ruim por si só, ainda existe a falta de tempo para arrumar os estragos causados por ele. Seria tão mais gostoso e romântico se os conflitos iniciados por um mal entendido pudessem ser filosofados por dias e até meses, como na obra de Shakespeare! Pois, é. Mas, não é assim.
Apesar da diferença de tempo entre a obra do grande mestre do teatro inglês e a realidade em se vive atualmente ser de quase 500 anos, há alguns pontos em comum entre a trama vivida pelos personagens e a atualidade.
Um desses pontos é que, genialmente, Shakespeare tenta mostrar que nas idas e vindas da vida (um adendo: hoje estou cheia de travas línguas com o texto, rsssss), de modo geral, as pessoas fazem muito barulho por nada. Uma briga aqui, uma intriga acolá que poderia ser mais facilmente resolvidos se as pessoas quisessem. Mas, como é apresentado na obra, parece que uma pitada de pimenta nos discursos faz tornar a vida ainda mais interessante.
Não digo que essa é uma regra nem para todo mundo, muito menos para a maioria. Mas, caro leitor, você há de convir comigo de que existem muitos ruídos por aí que foram iniciados por nada.
Por isso, Shakespeare parece ter dado um nome muito interessante a sua obra: muito barulho por nada! Quanto barulho existente hoje poderia ter sido desfeito apenas com um simples sorriso? Ou até um: “opa, me desculpa”. Ou ainda, “olha, achei ruim o que você me disse.”
No fundo, no fundo, parece que 500 anos após a obra de Shakespeare, as pessoas ainda querem se esconder por trás das palavras ditas pelo outro para não revelar, a si mesmo, o que é que lhe fere no discurso alheio. E aí, vale cada um entender qual é seu desejo diante da intriga ou do mal entendido. Você deseja resolver a situação ou fazer barulho com ela?
Atualmente, as relações andam tão frágeis a tudo que qualquer palavra mal colocada pode, de fato, terminar numa confusão sem final feliz. Quantas vezes você disse algo que ofendeu alguém, mas não era sua intenção? Quantas vezes você comentou algo que levantou a defensiva de um amigo? Quantas vezes percebeu que algo que foi dito foi mal interpretado, por mais que você tenha tentando ser claro?
Então, como teria dito Shakespeare: “a vida é cheia de som e fúria". Ou como diria Caetano Veloso: “ou não”.




sábado, 26 de março de 2016

Preguiça de competição



Ser irmã do meio trouxe um conforto ao longo da minha jovem vida. Nem sempre foi assim. Quando eu era criança, acredita que ser a irmã do meio não era algo tão vantajoso. Eu não era a mais velha, nem a mais nova, então, portanto, eu não tinha um título.
Desde muito cedo entendi que ou eu brigava para aparecer e competir com minhas irmãs para ser alguém ou eu poderia ser simplesmente alguém diferente, sem um título mesmo. Rssssss.
Não posso dizer que nunca houve brigas entre eu e minhas irmãs, afinal, minha mãe conta que tinha horas que a casa dela mais parecia Irã, Iraque e Israel. Rsssssss. Mas, depois de certo tempo, já mais crescidinha, entendi que realmente eu não queria competir. Eu queria ser eu mesma!
E, então, segui um caminho diferente do que minhas irmãs seguiram. Morei em cidades diferentes das delas, segui uma carreira diferente das delas, tive namorados diferentes dos delas. E, com o passar do tempo, percebi a beleza em ser eu mesma e fiquei cada vez mais com preguiça da competição! Passei a admirar ainda mais minhas irmãs e me sentia mais autêntica sendo eu mesma.
A analogia da irmã do meio ajuda a compreender as pequenas e grandes competições ao longo do dia. E, quando levado esse cenário para o ambiente do trabalho, fica ainda mais fácil de perceber que muitos profissionais ainda não abandonaram o medo de não ser notados. É evidente que os ambientes profissionais não se parecem em nada com a casa da gente. Não se pode ser autêntico, na verdade. Mas, é possível ser bom profissional. E para chegar a isso, alguns acham que é preciso apagar a luz do outro para acender a sua. Em outras palavras, competir.
Não é à toa que existe competição no ambiente de trabalho. Muitas vezes elas são incentivadas por chefes imaturos que mais se parecem com mães inseguras brigando pelo amor dos seus filhos, como quem diz “vou amar mais, quem me amar mais”.
Mas, também há aquelas pessoas que não conseguem administrar o olhar grande em relação ao talento alheio, mesmo tendo um ambiente de trabalho bacana e seguro. Nem todo mundo fica contente com um colega competente e logo, pronto, começa a competição.
Tem horas que em que essa competição se torna explícita, verbalizada, mas tem horas em que o jogo é sujo, cheio de artimanhas, pequenas e grandes estratégias para nocautear o adversário.
Mas, quem sai perdendo, na verdade, é aquele que compete. Dois motivos me levam a acreditar nisso. O primeiro deles é que quando uma pessoa é insegura é notada por mais pessoas como tal. Em geral, o inseguro vai usar da artimanha do “apagar a luz”. E ele não busca “apagar a luz” apenas de quem tem mais talento do que ele. Mas, também do quem tem menos, afinal, é inseguro. Quem não trabalha sua insegurança ao longo da vida se torna um profissional frustrado porque passa mais tempo olhando para o outro do que para si. Quando vê, o tempo já passou e o profissional não se desenvolveu.
 O segundo motivo é que quanto mais uma pessoa compete para “aparecer” no trabalho, mais ela dá luz a seu competidor. Falo isso com certa propriedade, pois passei 15 anos em grandes empresas e percebi o seguinte fenômeno: “se você for competir com alguém, vai enfatizar à pessoa com quem compete pelo simples fato de trazer à tona os talentos daquele que você aponta o dedo”. Mesmo quando se tenta diminuir alguém, quando o profissional é humano e talentoso tende a se sair muito bem. E vai impressionar quem está a seu redor.
Portanto, a competição entre profissionais deveria não só ser evitada, mas motivo de advertência. Afinal, o mundo é grande o suficiente para cada um mostrar um pouquinho do seu talento, sem medo de ser você mesmo. Ainda que você não seja o irmão do meio. 

p.s: já pensou se todo mundo parasse de competir para ajudar o seu colega, de verdade e de coração, como seria o mundo?


quinta-feira, 17 de março de 2016

Da compreensão

       

        Descobri que a compreensão é daquelas coisas que somente ocorrem quando a mente está um bocado desfocada. Não é nenhum estudo científico, nem tenho como comprovar esse dado, mas essa é uma constatação que gostaria de compartilhar.
        Talvez por ter escolhido a comunicação como área de atuação observo com bastante frequência a relação que tenho de compreensão com os outros e também dos outros comigo. Bom, não posso falar pelos outros, então, falo por mim.
        A experiência é que, assim como quase todo mundo, quando sou colocada numa situação de não compreensão (quando me sinto injustiçada ou quando percebo que não fui compreendida) acabo caindo naquela tristeza incômoda de que algo chato aconteceu e que não sei explicar muito bem o motivo. Sentir-me vítima, no entanto (e em geral), não me leva a algum lugar. Então, passo um tempo digerindo as situações de não compreensão. “O que será que eu disse que não ficou claro?” “O que poderia ter dito e que deixei escapar?”
        O fato de existir a comunicação não é garantia de que serei entendida. Por esse motivo, acredito quase sempre que eu poderia ter mudado essa situação. E o mais difícil: sim, talvez eu tenha que entrar num conflito para resolver a situação de não compreensão. Se você é um leitor antigo desse blog sabe que enxergo conflito como uma oportunidade de crescimento e não uma briga. Mas, claro, tem horas que até eu tenho preguiça do conflito, como quem diz: “sério que vou ter que explicar o óbvio”?
        O grande lance é que não existe óbvio, se não, não existiriam conflitos. Cada um enxerga o mundo a partir de uma perspectiva e é muito duro quando percebo que a perspectiva do outro em relação a mim pode ser sufocante.
        Mas, não preciso me sentir sufocada pela incompreensão alheia. Existe uma mensagem budista que li certa vez que diz algo mais ou menos assim: “a beleza está nos olhos de quem a vê.” Acrescento à frase: “bem como a maldade, a inveja, o ressentimento.” Isso quer dizer que diante da incompreensão posso optar por me enervar e tentar me defender ou compreender de que o outro é que enxerga o mundo a partir dessa perspectiva, talvez com desconfiança.
        Portanto, quando feita sem querer, a incompreensão é um problema alheio que posso tentar modificar com bons argumentos ou posso simplesmente sapatear tentando fazer com que o outro não me veja como alguém ruim ou equivocada. Por experiência própria, posso garantir: só existe compreensão quando a mente está desfocada. Ou seja, quando as pessoas estão com o coração tranquilo, aptas a ouvir, com o desejo de união. Mas, nem sempre os outros terão essa visão mais sistêmica de quem eu sou.
        Por isso, tenho buscado optar por ter a minha mente desfocada, para abrir meu coração e amar até mesmo (ou talvez principalmente) a quem não me compreende, sem medo de não ser compreendida.

p.s: e quando você é bem compreendido, o que faz?



Of comprehension
I discovered that comprehension is one of this things that happens only when the mind is really unfocused. It’s not a scientific study, and I can’t prove this data either, but this is a discovery I would like to share.
Maybe because I’ve chosen the communication for my occupation area I observe quite often the relation I have about the comprehension with other and also the others with me. Well, I can’t speak for other, so I speak for me.
The experience is that, like almost everyone, when I’m in a no comprehension situation (when I felt wronged or I realized I wasn't understood) I felt that bother sadness when something annoying happened and I don’t know how to explain the reason. Feeling like a victim, however (in general), does not take me to anywhere. So, I spend a while digesting this no comprehension situations. “What I told that wasn't clear?”, “What I could have said and I haven’t?”.
The fact that communication exists doesn't mean I’ll be understood. Because of that, I believe that nearly always I could change this situation. And the hardest thing: yes, maybe I’ll be in a conflict to solve this no comprehension situation. If you’re an old reader of this blog, you know that I saw conflict like a growth opportunity and not a fight. But, sure, even I have laziness of conflict, like who says: “really I’ll have to explain the obvious?”.
The big thing is that is not the obvious, otherwise, there would not be conflicts. Each person sees the world from a perspective and it’s really hard when I note the other’s perspective about me can be stifling.
But I don’t need to feel suffocated by others' misunderstanding. There is a Buddhist message I read once and is something like this: “the beauty is on the eyes of whom see”. I add to this quote: “as well as malice, envy, resentment”. This means that in front of a misunderstanding I can choose to unnerve me and try to defend myself or understand that the other is who sees the world from this perspective, perhaps with suspicion.
So when done unintentionally misunderstanding is someone else's problem that I can try to modify with good arguments or can simply tap dance trying to make the other doesn’t see me like anyone bad or wrong. From my experience, I can assure you: there is only understanding when the mind is unfocused. That is, when people are with the heart quiet, able to listen, with the desire for unity. But not always the others will have this more systemic view of who I am.
So, I’m trying to have my mind unfocused to open my heart and love even (or perhaps especially) to those who don't understand me, without fear of not being understood.



Bruna Gonçalves. 23 anos. Redatora publicitária e marketing digital. Faço freelas de conteúdo e de tradução. Pode me encontrar também no blog Não Sei se é Fome ou Tédio ou por e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com


Bruna Gonçalves. 23 years old. Copywriter and digital marketing. Freelances in copywriting and translation. You can find me in Não Sei se é Fome ou Tédio’s blog or by e-mail: brunalvgoncalves@gmail.com